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Super 8

Não tive muito interesse em assistir Super 8 quando este foi lançado nos cinemas, mas no fim de semana fui dominado pela curiosidade e aluguei o Bluray com o meu irmão, sendo este o primeiro filme que vi em Bluray na vida (o primeiro que vi em DVD foi Rockstar, aquela merda com o Marky Mark Wahlberg).

A proposta de Super 8 é bem óbvia, reeditar o sucesso de produções semelhantes dos anos 80, como ET e Goonies, e a mera presença de Steven Spielberg como produtor deixa isso claro. No que diz respeito ao clima do filme, com as crianças, o mistério e tudo mais, o filme é impecável no que se propõe. O “acidente” de trem foi muito bem feito, os atores mirins fizeram um ótimo trabalho e o clima de mistério era convincente.

O problema estava no tal alien que fugiu do vagão do trem em que estava preso. Achei mal concebido e desinteressante, ineficaz ao tentar apanhar a simpatia do espectador (no final). Outras coisas que eu normalmente veria como defeitos, entendi como uma liberdade artística em prol da homenagem prestada aos filmes de 30 anos atrás, como o vilão estereotipado (Noah Emmerich), diálogos bobos (principalmente entre pais e filhos) e, no topo, a cena em que o delegado da cidade sai “fantasiado” de oficial do exército e automaticamente tem acesso garantido aos locais onde antes era privado de entrar.

Coisas como essas me fizeram lembrar que, afinal, eu estava assistindo um filme “para crianças”, mesmo que as crianças que assistiram aos filmes homenageados por Super 8 tenham, hoje, uns 40 anos.

(IMDb)

As Aventuras de Tintim

Tenho boas lembranças de infância quando assistia Tintim no Cartoon Network, geralmente nas tardes de domingo. Outra lembrança que Tintim me traz era do meu amigo Japa falando que, em japonês, tintin é uma gíria para pênis. Mas aí eu acho que as conversas eram sobre o “tim-tim” que se fala quando faz um brinde, e não sobre o personagem. Que seja.

Posso me considerar uma criança feliz por ter assistido vários episódios de Tintim na TV, e um adolescente feliz por ter lido algumas das HQs. E agora, por ter assistido o filme do Tintim no cinema. Não que se trate de um filme espetacular, mas é sempre bom se deixar levar pela nostalgia que esse tipo de personagem proporciona. É uma pena que uma obra semelhante, Astérix, não tenha tido sua conversão para o cinema levada mais a sério.

Sobre o filme, ele é exatamente o que os críticos têm falado: ação do primeiro ao último minuto. Não há tempo a perder mostrando os personagens indo dormir, ou comendo alguma coisa. Eles estão ocupados demais cumprindo seu papel. Isso foi tratado como um ponto negativo do filme, mas quem via o desenho e lia as HQs sabe que elas eram exatamente assim.

As Aventuras de Tintim é um primor na parte técnica. Tudo funciona de forma perfeita, a animação, música, movimentos de “câmera”, iluminação… é impossível apontar um ponto fraco. Até mesmo o 3D, que eu odeio, ficou muito orgânico, e complementou discretamente a obra. O design dos personagens também ficou ótimo. Manteve as características principais dos desenhos de Hergé, mas os tornou muito mais realistas, mesmo com seus narizes gigantes, queixos protuberantes e corpos pouco anatômicos, mas o que me chamou a atenção foram os olhos. Muitas vezes a câmera captava os rostos de frente e de perto, e apesar de todas as características cartunísticas dos personagens, os olhos eram extremamente reais.

A história eu desconhecia, parece que juntaram as histórias de dois ou três volumes da HQ e o resultado é facilmente comparável a Indiana Jones. Infelizmente, as “charadas” são fáceis de deduzir e não surtem o efeito desejado, o de surpreender, pois acho que o público atual já está mais acostumado com histórias “misteriosas” do que estavam há várias décadas, quando Hergé escreveu as HQs. Neste filme, ao comprar uma réplica de uma caravela, Tintim se envolve numa caça ao tesouro ao ser golpeado e levado a um navio cargueiro antes comandado pelo Capitão Haddock, mas tomado pelo vilão do filme.

Saí do cinema satisfeito. O filme atendeu às minhas expectativas em todos os sentidos. Mas se você não tem muita familiaridade com o personagem, talvém se decepcione.

A única coisa que me decepcionou foi não ouvir a musiquinha de encerramento do desenho animado.

(IMDb)

De Volta para o Futuro

Por insistência minha, vi com a Sarah no fim de semana este que é um dos melhores filmes sobre viagem no tempo já feitos, mesmo sendo um filme “família”. É inútil falar sobre a história do filme, já que, creio eu, todo mundo conhece de cor, então focarei nas minhas observações.

Já perdi as contas de quantas vezes o assisti, mas provavelmente foram mais de 15, já que durante anos ele era presença garantida na Sessão da Tarde de tempos em tempos. O problema da Sessão da Tarde é que muitas vezes não dava pra ver o filme do início ao fim, seja por ter dormido muito depois do almoço, ou por ter alguma aula de natação, inglês ou sei lá às 17h, ou porque alguém morreu e apareceu a vinheta do plantão da Globo. O fato é que só lá pelos meus 18 ou 19 anos foi quando eu aluguei o filme e pude conferi-lo em sua versão legendada e sem cortes, do início ao fim.

Mesmo depois de ter visto o filme mais algumas vezes com o audio original, ainda acho estranha a voz verdadeira de Michael J. Fox, sendo mais natural, para mim, ouvir o dublador gritando “doutor! doutor!”.

Esta última revisão foi numa cópia ripada de Bluray, mas se por um lado tivemos uma ótima qualidade de imagem, por outro, algumas travadas no vídeo foram capazes de cortar totalmente o tesão do momento (você que leu essa frase fora do contexto, eu não estava falando de um filme pornô).

Me desejem sorte para convencer a Sarah a ver os outros dois filmes também!

(IMDb)

Gremlins

O filme escolhido para o dia das crianças, la em casa, foi Gremlins, mais um desses filmes de sessao da tarde que tem sido comuns por essas bandas nos ultimos dias. Infelizmente, o filme que eu tinha mais lembranças era, na verdade, Gremlins 2, aquele que se passa no predio de um canal de TV, mas este que vimos tambem foi divertido, apesar de eu lembrar so da cena no cinema, ao final do filme.

O filme se passa numa cidadezinha de interior, na epoca de natal, e o pai de Bill, em viagem a New York e sem saber o que dar de presente ao filho, compra um Mogwai em um bequinho de Chinatown e ouve algumas recomendações, sem que lhe fosse ditas as consequencias do não cumprimento delas. Mas o que poderia acontecer de tão malevolente assim com uma criaturinha daquelas, né?

Enfim, todo mundo já viu e já sabe o que acontece, mas a cidade é invadida por Gremlins que fazem uma bela bagunça e ainda matam meia dúzia de pessoas (que são solenemente ignoradas no final feliz do filme), até que conseguem matar todos os monstrinhos e a paz é restaurada. Ao final, o chinês do olho de vidro volta para reaver Gizmo, o mogwai que havia vendido para aqueles americanos irresponsáveis e estúpidos.

Não foi tão legal quanto os outros filmes-sessão-da-tarde que andamos vendo, mas ainda assim foi válido. Quero ver a continuação nos próximos dias para, aí sim, ter a desejada nostalgia.

(IMDb)

Poltergeist: O Fenômeno

Alguns dias depois de assistirmos “Eles”, eu e a Sarah resolvemos ver este clássico que nenhum de nós havia visto antes, apesar de muito se ouvir falar. Não posso dizer que não gostei do filme pois estaria mentindo. Ele é todo correto, porém, datado. É impossível se assustar em um filme como esse quase 30 anos depois de seu lançamento, infelizmente, sendo que “O Iluminado”, feito na mesma época, funciona bem até hoje.

Achei a história interessante, mas o final se alongou demais, o que me lembrou que o Spielberg conseguiu a mesma façanha com “A.I. – Inteligência Artificial” ao arruinar o que seria um bom final para um bom filme com UMAS PORRAS DE UNS ETS.

Fui ler curiosidades sobre a produção do filme e tem duas coisas curiosas: a atriz que interpreta a adolescente filha do casal morreu assassinada pelo namorado após ter feito Poltergeist, e a menininha que interpreta a Carol Anne morreu após ter feito o terceiro filme da série, de alguma infecção que poderia facilmente ter sido evitada. Deve ter sido um prato cheio para críticas de extremistas religiosos na época.

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