Arquivo da tag: Seth Rogen

50%

Comédia dramática da vez nos festivais indie americanos, este 50% fala sobre Adam, um cara nos seus vinte-e-tantos anos que, após passar uns dias com dores nas costas, descobre que tem um tipo raro de câncer. Tendo uma relação distante com os pais e sofrendo algumas decepções com sua namorada, uma artista plástica mal-sucedida, a pessoa mais próxima de Adam é seu amigo Kyle (Seth Rogen, interpretando ele mesmo), e posteriormente a terapeuta residente Katherine, de quem Adam é o terceiro paciente.

Durante a quimioterapia, Adam fica amigo de dois outros pacientes na mesma situação, um idoso e outro de meia-idade. Com eles, Adam começa a fumar maconha “medicinal”, e o amigo Kyle acaba indo na onda, participando do “tratamento” a base de cannabis.

O filme é legal, mas ainda não entendi o motivo da hype. Talvez por ser baseado em uma história real de alguém que já era do meio cinematográfico, as portas tenham se aberto com maior facilidade para a realização do filme, que ainda ganhou muito com o carisma de Joseph Gordon-Levitt (um dos atores queridinhos do cinema independente atual) e Seth Rogen (que é amigo de Will Reiser, o roteirista do filme, que é a base do personagem Adam). Aliás, quando falei que Seth Rogen interpretava a si mesmo, no primeiro parágrafo, não quis dizer apenas que ele interpretava o maconheiro tolão que ele faz em todos os filmes, mas era ele próprio o amigo que acompanhou Will Reiser durante seu tratamento do câncer na vida real.

Como ponto negativo, o filme tem a insossa atuação de Anna Kendrick, uma atriz tão fraquinha que, num mundo ideal, não serviria nem pra encenar as cenas do Telecurso 2000.

Recomendo que assistam, é uma experiência legal, engraçada, mas nem de longe é algo que “vai mudar a sua vida”, como pôsters de filmes adoram dizer.

(IMDb)

Ligeiramente Grávidos

Filme visto há alguns meses, e irrelevante o bastante para que eu já tenha esquecido de boa parte dele, Ligeiramente Grávidos é o filme que marca a entrada de Seth Rogen para o clube da comédia Adam Sandler, daqueles filmes com algumas piadas engraçadas, mas que insiste em te dar uma lição de moral no final. Até quando teremos que ver comédias com lição de moral?

O casal protagonista do filme se conhece numa balada que termina em sexo e, semanas mais tarde, ela descobre que está gravida. Ela, uma recém promovida apresentadora do E! e ele, um maconheiro desempregado que vive com o dinheiro de um seguro que recebeu há alguns anos e está lançando, com alguns amigos, um site especializado em catalogar filmes onde celebridades aparecem nuas.

O resto do filme mostra a tentativa de aproximação dos dois e paralelamente nos apresenta à irmã da gestante e sua família, e aos amigos de Rogen, tão vagabundos quanto este.

É fraquinho, filme típico de Tela Quente.

(IMDb)

Segurando as Pontas

Típica comédia-de-maconheiro, este Segurando as Pontas, pelo menos, é muito engraçado. Colocando Seth Rogen (um baita loser, na casa dos 30, maconheiro, com um empreguinho e uma namorada colegial) e James Franco (o traficante dazárea) como amigos que se metem em “altas enrascadas” pelo testemunho de Rogen a um assassinato pelo chefão da máfia local.

Após Seth Rogen sair do local cantando pneu, o criminoso percebe que estava sendo observado e vai atrás dele, encontrando apenas a ponta do baseado que aquele deixara cair na fuga, e reconhece que trata-se de uma variedade que só um traficante na cidade comercializava, justamente o personagem de James Franco.

O filme é essa perseguição do início ao fim, culminando com o confronto final no local de plantio dos pés de maconha.

Engraçado, pode assistir.

Donnie Darko

Já vi Donnie Darko algumas vezes, e em cada uma delas tive opiniões diferentes, ou complementares, sobre sua história. Acho que é um filme que já caiu no gosto popular e seu enredo não deve ser novidade para ninguém, mas não custa falar sobre o enredo, ambientado no final dos anos 80, que trata de um jovem, aparentemente sonâmbulo, que um dia é acordado por uma espécie de alunicação que o leva para longe de casa enquanto uma turbina de avião cai exatamente em seu quarto, o que teria causado sua morte se lá estivesse. O mistério envolvendo a queda da turbina (que ninguém sabe de onde veio, já que nenhum avião relatou acidente algum) logo revela envolver viagem no tempo e buracos de minhoca, conceitos da física teórica que, aqui neste filme, se misturam com um pouco de ficção.

Não há muito mais que possa ser dito sem comprometer a experiência de quem ainda não assistiu, mas é uma ótima experiência, com uma ideia muito mais madura que o fraco Efeito Borboleta, por exemplo, um filme lançado mais ou mesmo na mesma época e que, de semelhante, tem o conceito de volta ao passado para a tomada de atitude que visa mudar o futuro abrindo mão de algumas coisas por um bem maior.

%d blogueiros gostam disto: