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O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Concluindo a trilogia de maior sucesso do cinema desde Star Wars, temos mais quatro horas de caminhada, batalhas, piadas ruins e homoafetividade hobbit. É o mais legal dos três filmes pois as cenas de ação e batalhas (as únicas realmente legais de toda a trilogia) estão em maior quantidade aqui. Mas isso não impede que sejamos obrigados a aguentar longas sequências do Gollum envenenando Frodo contra Sam, o amor platónico de Éowyn por Aragorn, e deste pela supostamente moribunda Arwen, e de mais cenas com as “desgraças em série” que citei no post anterior.

Mas a coisa que mais me chamou a atenção neste filme foi a infinidade de exemplos de deus ex machina, que você pode descobrir o que é, caso ainda não saiba, no Google. Alguns exemplos que lembro agora de cabeça (tem spoilers, who gives a fuck?):

1. Já sem exército nenhum para lutar contra os orcs, Aragorn subitamente lembra que existe uma civilização de espíritos amaldiçoados que esperam ser libertados para ter paz na morte. Eles fazem um acordo e ajudam os humanos na batalha, obtendo sua redenção ao final da luta.

2. Na última batalha, nos portões de Mordor, cercados por orcs, a guerra parece chegar em um final nada glorioso para os humanos. Eles vão lutando bravamente, aguentando o tranco, mas os Nazgul aparecem para piorar a situação. Seria este o fim da raça humana? Não, pois águias gigantes aparecem para duelar contra os Nazgul.

3. Depois de quase ter sido devorado por uma aranha gigante (babaquice do caralho essa aranha, hein?), Frodo foi capturado por orcs, que tomaram todos os seus pertences. TODOS. O anel? Sam havia pego sem que as câmeras mostrassem.

4. Nesta mesma parte do filme, quando centenas de orcs estavam no local em que Frodo havia sido levado, Sam tinha que salvar seu amigo. Mas como? Oras, inventaram uma briguinha entre os orcs que exterminou quase todos eles, restando apenas dois ou três para Sam matar.

Entre outros que não lembro agora.

Não quero tirar os méritos de Tolkien, porque deve ter sido foda inventar um monte de línguas, descrever diversos lugares e criaturas e essa coisa toda. Mas apesar de toda a grandiosidade da adaptação cinematográfica, a impressão que tive é de que a história não é nada além de bobinha.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Segunda parte da franquia que transformou muito marmanjo em ‘fã de Tolkien desde criancinha’ da noite para o dia, As Duas Torres recomeça de onde o seu antecessor havia parado, já com a tal sociedade do anel separada, Gandalf supostamente morto, o mal conquistando o mundo e essas besteiras todas. É já logo no começo do filme que Gollum dá as caras com a sua presença repugnante, que gera imitações toscas até hoje.

É nesse filme que as expressões faciais super convincentes do Frodo começam a ser mais frequentes (expressões que mais parecem Jizz in my Pants – procure no youtube), o olhar apaixonado de Sam já ultrapassa a tênue linha entre o bi-curious e o gay assumido e, em sua jornada, acontecem desastres em série (i.e.: o personagem foge de uma bola de fogo, cai num arbusto macio e se sente aliviado, então aparecem abelhas assassinas e ele corre até um lago, onde novamente se sente aliviado, mas só até aparecer um monstro gigante do lago e ir à sua caça etc etc etc).

Tirando as cenas de batalha, que achei bem feitas, todo o resto é uma grande palhaçada, com as piadinhas mais bobas para dar aquela acordada na galera do fundão, aquela “sinergia” forçada entre alguns personagens e, o pior de tudo: árvores que caminham. Puta negócio babaca, hein.

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Se O Senhor dos Anéis fosse um pódio em uma competição de tédio, a medalha de ouro iria para A Sociedade do Anel. Sem querer desmerecer os aspectos técnicos do filme (que já não parecem grande coisa depois de 10 anos), esta primeira parte da trilogia é sonolenta e chata, e tentei assistí-la algumas vezes nesses últimos anos, dormindo antes do fim das comemorações de 111 anos do Bilbo Bolseiro.

O filme trata da primeira parte da saga de Frodo para destruir o anel (“Um Anel” é o caralho), passando por um boteco onde conhece Aragorn e indo até a floresta dos elfos, onde é estabelecida a tal sociedade que dá título ao filme, com vários casaizinhos de bromance (Pippin/Merry, Legolas/Gimli e, surpresa, Frodo/Sam). Os nove da sociedade partem para uma jornada que viria a durar cerca de 11 horas, na versão extendida que assisti com a Sarah. Onze inacabáveis horas.

Entre algumas coisas babacas, destaco a senha para entrar na caverna dos anões. Que charada ridícula, hein?

Espero só assistir de novo essa trilogia quando ela for tão velha quanto Ben-Hur é hoje em dia.

Equilibrium

Equilibrium é um filme com certo potencial, até bem executado, mas peca por ser meio óbvio e por tentar se parecer com Matrix. Coloque óculos escuros modernosos no protagonista John Preston (Bale) e o verão transformar-se em Neo, com direito ao mesmo cabelo lambido e lutas coreografadas. Isso sem mencionar a trama, igualmente crítica ao “sistema”.

Deixando de lado as comparações, o filme trata de uma sociedade sob o controle de um regime opressor, que obriga as pessoas a tomarem um remédio que as inibe de ter sentimento com a desculpa de que isso as impede de pensar e fazer coisas ruins – e creditam a isso um período de paz inabalável no mundo, sem guerras e essas coisas. O protagonista faz parte de um grupo de busca a rebeldes que se recusam a adaptar-se a esse sistema. Ah, esqueci de falar que eles também não podem ler livros, ouvir música, ver filmes, apreciar obras de arte e essas coisas. Eles destroem esse tipo de futilidade. E sim, eu, você e todo mundo já viu isso em meia dúzia de outras histórias.

John Preston, nosso destemido heroi, acidentalmente deixa de tomar sua pílula e decide parar de vez de tomá-las, que é onde as fatos começam a ocorrer. Não vou me aprofundar porque, convenhamos, todo mundo já sabe o fim da história.

Game of Thrones (1ª temporada)

Incapaz de sobreviver à hype em torno de Game of Thrones sem ao menos saber do que se tratava, resolvi matar minha curiosidade e conferir este novo fenômeno da HBO. Nunca fui de acompanhar séries, sendo que as últimas que lembro de ter acompanhado, pelo menos uma temporada inteira, havia sido Deadwood (também da HBO) e House M. D. em sua primeira temporada.

Foi para minha surpresa que fiquei viciado na obra de tal forma que só havia visto precedentes em (vários) amigos no início do milênio, com Senhor dos Anéis, onde, ao verem os filmes, os tornaram objeto de culto e foram atrás da obra original para aprofundar a experiência.

Não gosto de comparar as duas obras, apesar de possuirem, de fato, algo em comum em suas trajetórias, pois vejo os filmes baseados na obra de Tolkien como tediosos e desinteressantes (pretendo rever, para ver se minha opinião ainda é a mesma daquela época), já Game of Thrones aparece como algo com doses muito menores de mitologia e fantasia, enquanto infinitamente maiores de intrigas, conspirações e traições, elementos que a tornam mais dinâmica que a primeira.

Não vou me aprofundar na descrição da trama pois seria inútil, escreveria demais e não conseguiria dar a devida importância a todos os detalhes.

No momento estou lendo o livro e aguardando impaciente pela estreia da segunda temporada.

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