Arquivo da tag: Samuel L. Jackson

Esfera

esferaJá há algum tempo tinha a intenção de ler o livro Esfera, de Michael Crichton (escritor de, entre outros, Jurassic Park), mas minha vontade foi minguando até o ponto em que se tornou apenas um email que mandei para mim mesmo e deixei como não-lido, lembrando-me de ler a obra. Resolvi, então, seguir pelo caminho mais fácil, o caminho da marotagem de um vestibulando, que assiste Policarpo Quaresma, Herói do Brasil achando que isso substituirá a experiência de ler o Triste Fim de Policarpo Quaresma.

Feita a autocrítica, falemos do filme, pois.

A exemplo do filme sobre o qual escrevi anteriormente, O Enigma do Horizonte, Esfera é desses sci-fi dos anos 90 que hoje são tratados com o mais absoluto desprezo, pois em uma escala sub-celebridade de insignificância em função do tempo decorrido, o filme se posicionaria em algum lugar entre Robinson Anjo e GEM (Garotos em Movimento, uma boys-band brasileira do início do século XXI que aparentemente não deu muito certo).

O enredo do filme é muito bom, com elementos que compõem bem os personagens, mas por algum motivo, o filme não ficou legal. Um psicólogo (Dustin Hoffman) é chamado pelo governo dos EUA para um procedimento em um ponto remoto do Oceano Pacífico, onde ele acredita ter havido uma queda de avião. Lá chegando, é informado que, na verdade, foi encontrada uma nave espacial que se encontrava naquele local há cerca de 300 anos, e agora estavam dispostos a enviar uma equipe para investigá-la. Misturando as vibes do já citado Enigma do Horizonte e O Segredo do Abismo (sério, são muitas, muitas semelhanças), a equipe formada ainda pela Sharon Stone dos bons tempos, Samuel L. Jackson e grande elenco descobre que a nave, na verdade, é terráquea, tendo viajado ao passado e caído naquele local. Dentro dela, uma misteriosa esfera, que logo apronta das suas, interferindo nas ações das pessoas da equipe.

O filme me instigou ainda mais a ler o livro, pelo simples motivo de que não é possível que uma história tão promissora tenha gerado um filme tão meia-boca. O livro deverá mudar minha visão.

(IMDb)

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Django Livre

django-livreFinalmente estreou o tão aguardado “filme de faroeste do Tarantino”, e estive no cinema com a Sarah neste sábado para conferir se a espera valeu a pena. Três anos depois de seu último filme, Bastardos Inglórios, o diretor volta a investir numa ficção histórica, desta vez ambientada na região sul americana, na época da escravidão, e apesar da inevitável sensação de “mais do mesmo” que causa, Django Livre é, sim, um ótimo filme, e funciona como tal independentemente das justas homenagens prestadas por Tarantino.

Assim como em Bastardos Inglórios, este filme começa com Christoph Waltz, um dentista que se revela mais tarde um caçador de recompensas, tagarelando numa tensa negociação que novamente acaba com alguns mortos, tudo para libertar Django, um escravo que poderia ajudá-lo a identificar três criminosos cujas cabeças valem uma boa recompensa. Todo o primeiro ato do filme cobre a ascensão de Django de um escravo com certa rebeldia a um talentoso caçador de recompensas.

Com a amizade que os dois cultivam, surge o plano de resgatar a mulher de Django, Broomhilde, comprada por um excêntrico fazendeiro com mania de requinte interpretado por Leonardo DiCaprio, mas o plano acaba não acontecendo como o esperado.

Django Livre é uma justa homenagem a um gênero que está moribundo desde o início dos anos 70, e funciona muito bem dentro desta proposta, mas não só isso. Ao contrário de A Prova de Morte e até mesmo de Kill Bill, as referências são mais orgânicas, não atrapalhando o andamento do filme, e apesar de ser do feitio de Tarantino fazer referências a filmes dele mesmo, aqui ele se encontra mais contido, resumindo-se a repetir técnicas de filmagem que se tornaram marca registrada do diretor.

Apesar de suas 2h45min de duração, o filme flui muito bem, não abrindo espaço para tédio e bocejos durante a projeção, graças a boa intercalação de cenas cômicas, tensas e momentos de calmaria e do habitual “papo furado” dos personagens.

As atuações dos personagens principais estão ótimas, com Christoph Waltz interpretando de forma muito semelhante ao já clássico Hans Landa (o coronel nazista de Bastardos Inglórios) e Jamie Foxx sendo o típico cawboy protagonista do gênero, de poucas palavras e olhar sério, mas o mais impressionante, na minha opinião, foi DiCaprio como o fazendeiro metido a culto, que faz questão de ser chamado monsieur Candy mesmo sem falar uma palavra em francês. O sempre badass Samuel Leroy Jackson interpreta aqui um escravo puxa-saco de seu senhor, com nada da valentia habitual de seus personagens.

Saí do cinema satisfeito, mas pouco impressionado com o filme. Mas quanto mais paro pra pensar nele, mais tenho vontade de revê-lo.

(IMDb)

Os Vingadores

Quando os comentários sobre o tão aguardado filme dos Vingadores deixaram de dar a ideia de ser “altos filme” para passar a ser o de “é melhor que O Cavaleiro das Trevas”, o pouco interesse que eu tinha pelo filme desapareceu para dar lugar a curiosidade e pura incredulidade. Não, eu não acho que o filme do Batman seja perfeito, nem muito menos que esteja entre os melhores filmes já feitos, mas no que diz respeito a filmes de super-heróis, nenhum filme jamais havia chegado perto de tais feitos.

Como costumo fazer, para evitar incomodação no cinema, esperei para ver só ontem, uma quarta-feira, às 18:40, quase quatro semanas depois da estreia. Achei que estaria mais vazio, mas a sala tinha pouco menos da metade da lotação máxima.

Achei o filme foda, sem dúvida. Mas não é pra tanto, né, gente? O filme tem alguns defeitos óbvios, a começar pelo vilão, que não causa muita preocupação, até a presença da Viúva Negra, que, convenhamos, só estava ali pra atiçar a macharada presente no cinema. As gags do Tony Stark já estão tão saturadas que me senti assistindo algum episódio de Two and a Half Men, ou pior, devido às referências tecnológicas, do péssimo The Big-Bang Theory.

E que diabo de comportamente infantil TODOS os heróis tinham? Precisou um personagem de terceiro escalão morrer pra que eles parassem pra pensar “pois é, parece que as pessoas podem REALMENTE morrer e o mundo acabar”. Aliás, alguém ficou realmente convencido de que a morte daquele cara teria esse efeito sobre eles? Eu acho que não.

Mas eu gostei do filme, caras, não quero que pareça que eu odiei. Eu só acho que está LONGE de ser melhor que O Cavaleiro das Trevas.

 

AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DOS HEROIS:

Capitão América: não comprometeu, mas não vi o filme solo dele, então não sei qual foi a explicação mirabolante que deram para ele ter sobrevivido por décadas congelado.

Homem de Ferro: Downey Jr. pode reencarnar 500 vezes que nunca encontrará uma maneira tão fácil de ganhar dinheiro. Atua no piloto automático e galera fica de quatro pra “atuação” dele.

Hulk: Maior surpresa, pra mim. Gosto muito do Mark Ruffalo e achei que caiu como uma luva no papel de Bruce Banner.

Thor: o ator é péssimo, fala todo enrolado (sotaque asgardiano?) e o personagem também não ajuda.

Gavião Arqueiro: plmddeus né.

Viúva Negra: James Bond com um par de peitos numa equipe cheia de homens com super poderes?

 

E DO VILÃO:

Loki: Só eu achei esse cabelo idêntico a esse?

 

E aquele climão POWER RANGERS, gente? Eles destroem a cidade inteira, lutam com um ou dois monstrinhos de cada vez (só faltou os outros ficarem dançando em volta, como numa roda de capoeira) e o melhor: eles destroem o chefão (nesse caso, a “nave-mãe”) e todos os subalternos desaparecem num passe de mágica.

Ao final do filme, o principal ponto positivo foi o gancho para a Guerra Civil.

E o pior… bem, foi aquela pose de capa de DVD.

(IMDb)

Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith

Último e melhor filme da nova trilogia, A Vingança dos Sith conclui o lento processo de conversão de Anakin para o lado negro da força, ajudado pela promessa de Palpatine que, tornando-se um Sith, ele poderia ser capaz de aprender uma técnica para salvar a vida de Padmé, já que havia visto em sonhos ela morrendo, evitando que acontecesse o que aconteceu com sua mãe. (Aliás, uma fala do Anakin particularmente denuncia sua total inabilidade como ator: “I killed them. I killed them all. They’re dead. Every single one of them… and not just the men, but the women and the children, too. They’re like animals, and I slaughtered them like animals! I hate them!” – acabei de ver que esta fala é do episódio 2, mas fica registrado aqui)

O que torna o filme tão legal é que aqui finalmente vemos os nós amarrando as pontas da história, como a separação dos gêmeos Skywalker, o exílio dos Jedi, a tomada do poder por Palpatine e a criação da figura robótica que conhecíamos tão bem: Darth Vader. Também é mostrado o início da criação da Estrela da Morte antes de cortar para os créditos finais.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Neste filme as coisas já começam a melhorar, apesar da presença de um dos piores atores que tive o desprazer de ver em um filme, Hayden Christensen, o Anakin. Aqui as intrigas ganham força, começa o romance entre Anakin e Padmé, Jango e Boba Fett aparecem na trama, assim como Sauron Conde Dooku (Dookan, em português, porque talvez alguém tenha lido Dô-o-ku e resolveu mudar) e o lado sombrio negro da força começa a aflorar no jovem padawan.

O filme não é muito ruim, mas é que poderia ser muito melhor. O romance do casal protagonista simplesmente não convence. O Anakin não teria passado numa audição pra Malhação, mas foi chamado para participar da continuação (ok, não é continuação, blá blá) da trilogia de maior sucesso da história do sistema solar.

No final do filme ainda vemos Yoda lutar contra Dooku. Lembro da minha reação quando vi no cinema: ‘WHOOOOOOAAAAAAH Q LOCO VÉIO~”

Ao final dos dois primeiros filmes, é inevitável pensar que tudo o que foi mostrado até este ponto serviu apenas para pavimentar o caminho até o episódio 3, que é o que todos, desde o início, queriam ver.

Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

De longe, o filme mais fraco das trilogias, não dá nem vontade de falar muita coisa sobre ele. Esta nova trilogia, como todos sabem, trata basicamente da origem do Darth Vader e do império, mas algumas escolhas foram muito infelizes, como Jar Jar Binks (devidamente ignorado – ou quase – nos dois filmes seguintes) e efeitos especiais e cenários em CGI que, se na época que assisti no cinema foram convincentes o bastante, revendo hoje em dia mais parecem cenários de videogame.

Em A Ameaça Fantasma, conhecemos as circunstâncias em que Obi Wan Kenobi e Anakin Skywalker se conheceram, assim como somos apresentados ao problema com os rebeldes do período, que agem como laranjas de um golpe muito mais abrangente orquestrado pelo senador Palpatine.

Ponto positivo da nova trilogia: MACE FUCKIN’ WINDU, the badass jedi.

(Este e os próximos dois posts talvez sejam os que tive menos vontade de escrever, mas uma hora teria que fazê-lo, que seja agora)

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