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X-Men: Primeira Classe

Tardiamente comento este filme que vi com a Sarah no cinema, na época de seu lançamento. Como é de conhecimento geral, o filme aborda a origem do instituto Xavier e a formação da primeira classe que dá título ao filme. Depois da bomba de merda podre que havia sido o filme do Wolverine, era natural esperar alguma melhora na produção deste novo filme da franquia da Marvel, mas os resultados foram ainda melhores do que eu esperava.

Ambientado parte nos anos 40 (mostrando a infância de Xavier, Magneto e Mística) e parte nos anos 60 (todo o resto do filme), a produção caprichou na atmosfera sessentista para colocar a história no centro da Guerra Fria. Os efeitos especiais enriquecem o filme, e o único ponto falho que me recordo (e se ainda recordo é porque era MUITO falho) foi o movimento das palmeiras na ilha do final do filme. Prestem atenção.

Com boas atuações, boa história e o gancho deixado para futuros filmes, a equação ficou completa e saí do cinema satisfeito.

(IMDb)

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Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Neste filme as coisas já começam a melhorar, apesar da presença de um dos piores atores que tive o desprazer de ver em um filme, Hayden Christensen, o Anakin. Aqui as intrigas ganham força, começa o romance entre Anakin e Padmé, Jango e Boba Fett aparecem na trama, assim como Sauron Conde Dooku (Dookan, em português, porque talvez alguém tenha lido Dô-o-ku e resolveu mudar) e o lado sombrio negro da força começa a aflorar no jovem padawan.

O filme não é muito ruim, mas é que poderia ser muito melhor. O romance do casal protagonista simplesmente não convence. O Anakin não teria passado numa audição pra Malhação, mas foi chamado para participar da continuação (ok, não é continuação, blá blá) da trilogia de maior sucesso da história do sistema solar.

No final do filme ainda vemos Yoda lutar contra Dooku. Lembro da minha reação quando vi no cinema: ‘WHOOOOOOAAAAAAH Q LOCO VÉIO~”

Ao final dos dois primeiros filmes, é inevitável pensar que tudo o que foi mostrado até este ponto serviu apenas para pavimentar o caminho até o episódio 3, que é o que todos, desde o início, queriam ver.

Extermínio 2

Ao contrário do primeiro filme, Achei que esta continuação deixou um pouco a desejar em alguns aspectos. Achei muito boa a ideia de mudar o foco da narrativa para outros protagonistas que nada tiveram a ver com o filme de 2002, e até mesmo de mudar a situação em que o filme ocorre. No primeiro filme, ele ocorre todo 28 dias depois da evacuação da Inglaterra. Já nesta continuação, após 28 semanas, com a gradual volta dos habitantes daquele país e a nova contaminação, a ação ocorre toda num ponto que foi suprimido do filme anterior: a (nova) evacuação do país e a luta por sobrevivência dos cidadão sãos que tentam fugir dos infectados.

O problema deste filme é que algumas coisas parecem forçadas demais, como a história toda do gene que faz os olhos de uma pessoa serem de cores diferentes ter relação com a imunidade ao vírus, como se fosse uma coisa corriqueira esta relação ser possível, ou ainda a total falta de interesse dos soldados em impedir as crianças de caminhar pela zona bloqueada da cidade mesmo tendo flagrado-os atravessando a ponte que dividia as duas zonas.

Mas, de longe, o que mais me incomodou foi a perseguição implacável do pai infectado ao filho saudável. Chegou um ponto em que já era possível deduzir: se a criança estava em perigo, não era qualquer infectado que estava ali. Era o pai dela.

Qual o propósito disso tudo? Estabelecer um conflito psicológico nos personagens? Se era isso, o resultado ficou uma merda.

E o gancho para o terceiro filme foi óbvio e desnecessário.

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