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O Homem de Aço

o-homem-de-acoNão posso dizer que me decepcionei com o novo filme do Superman, pois nunca fui grande fã do cara, mas reconheço os esforços dos realizadores para trazer o homem de aço ao padrão “anos 2000” de super-heróis. Primeiramente, acho o Super-Homem um dos heróis mais sem graça de todos, me dá a impressão que havia uma pequena competição lá nos anos 30 e 40 pra ver quem criava o herói mais FODA, até que alguém se achou no direito de criar um alienígena antropomórfico indestrutível e com poderes aparentemente ilimitados. Com o passar dos anos devem ter visto que precisavam criar fraquezas para justificar novos desafios ao herói, e foi onde surgiram coisas abomináveis como… um tal de General Zod.

Cara, sério mesmo? Isso é nome de vilão da Turma da Mônica! Zod… É por essas que eu não consigo achar graça no Super-Homem, a coisa toda é muito infantil!

O Filme começa numa Krypton que parece uma mistura do futurismo de Lua de Cristal e Blade Runner, prestes a ser destruída, e ainda sofrendo um golpe de Estado pelas mãos do tal General Zod (me sinto meio ridículo tendo que escrever esse nome, a partir de agora me referirei a ele como General Patati, que consegue ser menos infantil). Depois de despachar o filho para o infinito e além, Jor-El morre, e todo mundo também morre, menos os traidores da pátria que são mandados pro espaço como punição pelo golpe, consequentemente se salvando da catástrofe que destruiu Krypton. Não entendi direito esta parte, admito. Eles não sabiam que o planeta ia ser destruído? Não tinham nem um palpite? Me chamem de burro, mas isso ainda não ficou claro pra mim.

O que segue depois são saltos temporais na narrativa em três pontos: infância, adolescência e vida adulta de Clark Kent. Eventualmente ficava um pouco confuso, mas de forma geral não me senti tão desconfortável com esta opção do diretor. A história todo mundo já conhece, então focaram bastante nos esforços de Clark, Jonathan e Martha para manter o segredo dos superpoderes do garoto, até que o segredo começou a vir a público pelas mãos da jornalista Lois Lane.

Vamos a alguns pontos, então: por que o filme tem uma versão 3D que não acrescenta praticamente NADA? É só pra ganhar uns trocados a mais em cada ingresso? Óculos 3D incomoda, torna o filme mais escuro, causa dor de cabeça, em alguns casos. Queridinhos, pra me fazer ver um filme 3D, é melhor que tenham caprichado na porra do 3D.

Escalação de grandes astros: é uma tática boa, e admito que funcionou aqui. Jonathan Kent interpretado por um bosta do naipe do Sam Neill não teria um décimo do carisma e do impacto causado por Kevin Costner, mas Russell Crowe como Jor-El me deixou um pouco dividido. Ele me parece um cara muito turrão para ser a personificação de uma raça pacífica, mas ainda assim acho que mandou bem no papel. Laurence Fishburne teve papel discreto, mas provavelmente o aceitou para garantir sua cota nos próximos filmes. Outros papeis também ficaram bons, como Michael Shannon na pele do General Patati e Amy Adams como Lois Lane.

Agora, Henry Cavill no papel principal foi uma grata surpresa para mim. Honestamente, antes de ser anunciado para o papel, nunca tinha ouvido falar do cara. Depois fiquei sabendo que era um dos mais cotados para o papel de Edward Cullen, da “saga” (muitas aspas aqui) Crepúsculo. E aqui, mesmo sem fazer nada muito além do básico, acho que conseguiu dar uma cara legal para um recomeço da franquia, é um ator carismático, conseguiu um físico adequado para o papel sem ajuda de efeitos digitais…

Sobre as cenas de ação, até um certo ponto gostei bastante, quando elas se concentravam nas ações do Superman na Terra. Depois, quando chegou o General Patati e sua turma, as lutas tomaram um padrão Dragon Ball Z que me incomodaram bastante. Talvez eu esteja errado, mas Zack Snyder, o diretor das câmeras lentas, poderia ter usado UM POUCO de seu artifício favorito em algumas cenas ao invés de abandoná-lo por completo.

A trilha sonora de Hans Zimmer é muito boa. Gosto bastante do clima que Zimmer dá aos filmes, mas ele é péssimo para criar TEMAS. Alguém sabe qual é o tema do novo Batman, por exemplo? Tudo se resume a uns “PÃÃÃÃÃ… PÃÃÃÃÔ com uma bateria tocando marcha.

Recomendo o filme para fãs de super-heróis e filmes de ação e aventura em geral, mesmo sabendo que ele não é isso tudo. Vejam em 2D. Eu avisei.

(IMDb)

O Enigma do Horizonte

o-enigma-do-horizonteO Enigma do Horizonte é um sci-fizinho bem mequetrefe sobre uma equipe designada para ir até um ponto nos confins do sistema solar onde uma nave espacial está, aparentemente, abandonada, depois de ter passado um tempo sem ser captada pelos radares. Sendo uma missão até certo ponto secreta, ninguém sabe ao certo o que aconteceu com a nave, com a exceção do Dr. Weir (Sam Neil), que foi quem desenvolveu a tecnologia da nave.

A questão é que a nave tinha um certo sistema de propulsão em que era possível viajar instantaneamente de um ponto a outro criando uma espécie de buraco negro, só que na viagem inaugural da maravilha tecnológica criada pelo doutor, alguma merda aconteceu e aparentemente todos na nave morreram.

Entrando na nave, descobrem que seu “núcleo” proporciona a passagem para uma outra dimensão, e ele dá vida à toda a nave, que se manifesta no subconsciente das pessoas causando um certo estrago psicológico com traumas do passado. E a partir daí, o filme vira um “O Iluminado” no espaço, com um personagem específico sendo manipulado pela nave e sabotando os outros em suas tentativas de escapar dali.

O filme ainda investe pesado na temática religiosa/espiritual da porra toda, com personagens vendo o inferno, falando latim, faltando apenas um latino-americano segurando um crucifixo e fazendo o sinal da cruz repetidas vezes.

(IMDb)

 

Matrix Revolutions

Entendo que era necessário trazer a batalha retratada em Matrix e Matrix Reloaded para o mundo real, fora dos domínios virtuais da Matrix, mas vejo isso como o principal motivo para Revolutions ter sido um completo fracasso, aliado a respostas pouco convincentes dadas aos mistérios que surgiram em Reloaded.

Acho que a grande sacada de Matrix foi trazer a ideia de “algo dentro de algo”, anos antes de A Origem popularizar o “sonho dentro do sonho”. Só isso pode explicar por que Neo conseguiu usar seus poderes da Matrix no mundo real. Quando o arquiteto explicou a Neo que praticamente todos os humanos aceitariam viver na Matrix, desde que tivessem a opção de desistir dessa condição no momento que bem entendessem, fica explícito (pelo menos para mim) que o mundo real é, na verdade, uma camada da Matrix onde os humanos acreditam estar vivendo no mundo real, quando na verdadade seus corpos vegetativos encontram-se em outra camada, sem causar problemas para a soberania das máquinas e softwares que os controlam.

Como falei nos posts sobre os filmes anteriores, os dois filmes que tornaram Matrix uma trilogia chamaram o espectador de burro quando este achava que tinha dominado o conhecimento sobre aquele universo. E ninguém quer ser xingado de animal de tração, certo?

É uma pena, portanto, que o terceiro filme tenha deixado a peteca cair. Não se trata de um filme de todo ruim, mas é evidente que a trilogia merecia um desfecho condizente com a qualidade, grandeza e complexidade dos dois filmes anteriores.

(IMDb)

Matrix Reloaded

Após praticamente quatro anos de culto ao primeiro filme do que viria a se tornar uma trilogia, surge a continuação da história e, com ela, as primeiras críticas mais contundentes. Matrix tinha sido um filme facilmente digerido, e entendê-lo era uma tarefa que parecia ser mais difícil do que era na realidade, e isso era bom pra inflar o ego de pessoas que estavam acostumadas a não entender alguns filmes.

Reloaded veio para garantir que, na verdade, você não tinha entendido porra nenhuma. Smith se tornou um vírus, a função do Oráculo foi revelada e Neo, que era o então “todo poderoso” da Matrix, passou a ser só mais um entre vários escolhidos que haviam surgido antes dele.

Com sequências de ação que fazem o primeiro filme parecer obra de amadores, Matrix Reloaded lembra uma temporada de Lost: muitas perguntas são feitas, mas nenhuma resposta é dada. E como em Lost, você espera que a resposta será dada até o final da série, mas não é bem o que acontece em Matrix Revolutions, que comentarei em seguida.

Resumindo, acho Matrix Reloaded um bom filme, mas que ficou extremamente prejudicado pela canalhice que foi feita em Matrix Revolutions.

(IMDb)

Matrix

Assisti com a Sarah a trilogia de Matrix há uns meses, e espero que consiga comentar sobre os três filmes ainda hoje. O sucesso deste filme na época de seu lançamento foi algo que se aproximou do chato. Todo mundo só falava disso, coreografava os desvios das balas em câmera lenta e ficava perguntando ao coleguinha “E AÍ CÊ CURTIU?”, para perguntar em seguida “E TU ENTENDEU?!?”. Bem coisa de criança besta, mesmo. Eu estava na sétima série, imagino que, se um filme é tão dificil assim de entender, não é uma criança de 13 anos que vai fazê-lo com tanta facilidade.

Fato é que Matrix nunca foi um filme difícil de entender. Na verdade, acho ele até bem mastigadinho, se for comparar com o Reloaded (esse, sim, precisa de um grau maior de abstração). Duvido que alguém desconheça a história, não sou eu quem vai contá-la aqui, então larga de ser vagabundo e vai ver o filme.

Revendo o filme 12 anos depois, ele continua impressionando. A história segue sendo relevante e os efeitos especiais ainda convencem, mas é uma pena que os realizadores tenham achado, de verdade, que Keanu Reeves seria uma boa opção como ator.

Más escolhas à parte, é inegável que Matrix tem seu lugar garantido na história da ficção científica no cinema.

(IMDb)

Apocalypse Now Redux

Antes de ser fonte inesgotável de bons quotes, Apocalypse Now (assisti ao corte do diretor, chamado “Redux”) é um ótimo filme, com cenas já clássicas, ótimas atuações e algumas curiosidades na sua produção (que não vou me dar o trabalho de comentar aqui, vá ao IMDb, seu molenga).

O filme narra a trajetória do Capitão Willard (Martin Sheen) a um local fincado no meio da floresta do sudeste asiático, onde deverá assassinar o Coronel Kurtz (Marlon Brando, gordo como uma porca prenha), um desertor do exército americano e que, naquela ocasião, era cultuado como um deus pela tribo onde vivia.

Não assisti a versão original, mas este Redux tem quase uma hora a mais de cenas que haviam sido cortadas para o seu lançamento em 1979. Um dos trechos cortados não fazia falta alguma: já chegando quase ao seu destino, a embarcação do Capitão Willard é abordada por uma família francesa vivendo naquele local, e lá permanecem por inacabáveis minutos, contribuindo apenas para aparecerem os primeiros bocejos.

Merecidamente, é quase unânime a presença de Apocalypse Now entre os melhores e mais influentes filmes da história.

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