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Drácula de Bram Stoker

dracula-de-bram-stokerEsse filme eu já vi há tanto tempo que cheguei a pensar em nem escrever sobre ele, mas resolvi deixar registradas aqui minhas impressões sobre o mesmo, apesar da memória já ter se encarregado de apagar muitas das minhas lembranças sobre ele.

Estrelado pelo sempre ótimo Gary Oldman no papel de Drácula, e com o elenco completo pela bela Winona Ryder, o insosso Keanu Reeves e Anthony Hopkins, como Van Helsing, Drácula de Bram Stoker é um filme muito semelhante ao Frankenstein dirigido por Kenneth Branagh, pois evoca o cinema clássico da Hollywood dos anos 30 e 40 em suas técnicas e interpretações além da óbvia semelhança de serem baseados em duas das maiores obras da literatura britânica do século XIX.

Dirigido por Francis Ford Coppola, o filme venceu três Oscars em categorias técnicas (Maquiagem, Figurino e Edição de Efeitos Sonoros), e tem seus momentos também nas boas atuações, com exceção de Reeves.

Comparado com Nosferatu, de Herzog (1979), que é basicamente a mesma história, acho o filme do alemão mais sombrio, e o vilão mais ameaçador, enquanto o Drácula interpretado por Oldman é mais sedutor e de ameaças mais implícitas. Não li o livro de Bram Stoker para saber qual dos dois filmes se aproxima mais da obra original, mas esta adaptação de Coppola tem minha preferência.

(IMDb)

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Matrix Revolutions

Entendo que era necessário trazer a batalha retratada em Matrix e Matrix Reloaded para o mundo real, fora dos domínios virtuais da Matrix, mas vejo isso como o principal motivo para Revolutions ter sido um completo fracasso, aliado a respostas pouco convincentes dadas aos mistérios que surgiram em Reloaded.

Acho que a grande sacada de Matrix foi trazer a ideia de “algo dentro de algo”, anos antes de A Origem popularizar o “sonho dentro do sonho”. Só isso pode explicar por que Neo conseguiu usar seus poderes da Matrix no mundo real. Quando o arquiteto explicou a Neo que praticamente todos os humanos aceitariam viver na Matrix, desde que tivessem a opção de desistir dessa condição no momento que bem entendessem, fica explícito (pelo menos para mim) que o mundo real é, na verdade, uma camada da Matrix onde os humanos acreditam estar vivendo no mundo real, quando na verdadade seus corpos vegetativos encontram-se em outra camada, sem causar problemas para a soberania das máquinas e softwares que os controlam.

Como falei nos posts sobre os filmes anteriores, os dois filmes que tornaram Matrix uma trilogia chamaram o espectador de burro quando este achava que tinha dominado o conhecimento sobre aquele universo. E ninguém quer ser xingado de animal de tração, certo?

É uma pena, portanto, que o terceiro filme tenha deixado a peteca cair. Não se trata de um filme de todo ruim, mas é evidente que a trilogia merecia um desfecho condizente com a qualidade, grandeza e complexidade dos dois filmes anteriores.

(IMDb)

Matrix Reloaded

Após praticamente quatro anos de culto ao primeiro filme do que viria a se tornar uma trilogia, surge a continuação da história e, com ela, as primeiras críticas mais contundentes. Matrix tinha sido um filme facilmente digerido, e entendê-lo era uma tarefa que parecia ser mais difícil do que era na realidade, e isso era bom pra inflar o ego de pessoas que estavam acostumadas a não entender alguns filmes.

Reloaded veio para garantir que, na verdade, você não tinha entendido porra nenhuma. Smith se tornou um vírus, a função do Oráculo foi revelada e Neo, que era o então “todo poderoso” da Matrix, passou a ser só mais um entre vários escolhidos que haviam surgido antes dele.

Com sequências de ação que fazem o primeiro filme parecer obra de amadores, Matrix Reloaded lembra uma temporada de Lost: muitas perguntas são feitas, mas nenhuma resposta é dada. E como em Lost, você espera que a resposta será dada até o final da série, mas não é bem o que acontece em Matrix Revolutions, que comentarei em seguida.

Resumindo, acho Matrix Reloaded um bom filme, mas que ficou extremamente prejudicado pela canalhice que foi feita em Matrix Revolutions.

(IMDb)

Matrix

Assisti com a Sarah a trilogia de Matrix há uns meses, e espero que consiga comentar sobre os três filmes ainda hoje. O sucesso deste filme na época de seu lançamento foi algo que se aproximou do chato. Todo mundo só falava disso, coreografava os desvios das balas em câmera lenta e ficava perguntando ao coleguinha “E AÍ CÊ CURTIU?”, para perguntar em seguida “E TU ENTENDEU?!?”. Bem coisa de criança besta, mesmo. Eu estava na sétima série, imagino que, se um filme é tão dificil assim de entender, não é uma criança de 13 anos que vai fazê-lo com tanta facilidade.

Fato é que Matrix nunca foi um filme difícil de entender. Na verdade, acho ele até bem mastigadinho, se for comparar com o Reloaded (esse, sim, precisa de um grau maior de abstração). Duvido que alguém desconheça a história, não sou eu quem vai contá-la aqui, então larga de ser vagabundo e vai ver o filme.

Revendo o filme 12 anos depois, ele continua impressionando. A história segue sendo relevante e os efeitos especiais ainda convencem, mas é uma pena que os realizadores tenham achado, de verdade, que Keanu Reeves seria uma boa opção como ator.

Más escolhas à parte, é inegável que Matrix tem seu lugar garantido na história da ficção científica no cinema.

(IMDb)

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica

Eu e a Sarah lembrávamos de Bill & Ted como outro clássico da Sessão da Tarde, mas o que assistíamos sempre era a continuação deste filme que assistimos ontem, “Uma Aventura Fantástica”, igualmente bobo. No fim, nossa experiência foi um pouco diferente do que esperávamos, pois não lembrávamos de nada naquele filme (com exceção da apresentação no final, que lembro vagamente).

Enfim, é um filme besta, sobre dois jovens roqueiros que tem uma banda (mas não sabem tocar seus instrumentos) e estão prestes a rodar em História. O pai de Ted ameaça botá-lo num colégio militar no Alasca se ele não passar, e então o perigo iminente da separação dos amigos e, consequentemente, da banda, faz com que Rufus, um homem do futuro, volte ao nosso tempo (1988) para evitar que isso aconteça. O motivo disso é que a música que eles fizeram foi responsável pela paz mundial, etc etc etc, e o futuro é um lugar tão bom e limpo “que até a sujeira é limpa”.

Para passarem na matéria, os protagonistas precisam apresentar um trabalho sobre como as figuras históricas do passado reagiriam ao viverem na cidade deles nos dias atuais. Começa aí uma viagem no tempo em uma cabine telefônica, sequestrando essas figuras históricas para apresentá-las na escola. E só.

Como já falei, é um filme muito mais besta que a média de bestice dos filmes assumidamente bestas, e nem é tão engraçado assim, mas fica aí o registro.

(IMDb)

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