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Além da Escuridão – Star Trek

alem-da-escuridaoPrimeiramente, gostaria de dar parabéns ao contrário pra quem teve a ideia de colocar o nome da franquia DEPOIS do subtítulo do filme, ficou realmente ótimo escroto. Parabéns mesmo. Babaca.

Depois de meia dúzia de pré-estreias (sério, o filme já estava em cartaz há pelo menos duas semanas e ainda não tinha estreado oficialmente? Nigga, please) pude assistir em 3D a continuação do ótimo Star Trek de 2009 (que ainda não comentei aqui no blog, mas irei). A sequência de abertura do filme é ótima, já nos reapresenta aos personagens de forma a nos reabituarmos às suas personas e serve como gatilho para provocar a situação que os leva à tal “jornada nas estrelas para além da escuridão”. Perfeito.

Introduzindo um vilão já velho conhecido dos filmes antigos da franquia, por um momento achei até mesmo que este filme serviria como trampolim para um terceiro longa que encerrasse uma provável trilogia, mas felizmente Além da Escuridão sustenta-se como uma história com início, meio e fim, mesmo que um gancho ao final fosse esperado.

Recomendo a qualquer fã de aventura e sci-fi, mesmo os não familiarizados com o restante do universo da série (como eu).

(IMDb)

(Esta resenha ficou mais curta do que eu gostaria pelos motivos expostos aqui)

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A Supremacia Bourne

a-supremacia-bourneAcabei não podendo escrever no blog nos últimos dias, mas pra aproveitar minha empolgação em deixar o blog atualizado vou escrever rapidinho sobre a sequência do filme que escrevi anteriormente.

A Supremacia Bourne começa algum tempo depois do fim do primeiro filme, com Jason Bourne vivendo com sua namorada em Goa, na Índia, levando uma vida pacata longe das perseguições europeias que o infernizaram tanto. Depois de serem descobertos e de ter a mulher assassinada, Bourne retorna para a Europa para tentar dar um fim à porra toda.

Mantendo a mesma pegada de seu antecessor, com cenas de ação bem feitas e um clima de conspiração instigante, A Supremacia Bourne mostra o protagonista da trilogia finalmente se colocando à frente de seus perseguidores, tomando as rédeas da situação e, assim, conseguindo algumas informações que podem ajudá-lo a descobrir sua verdadeira identidade.

Infelizmente, na época em que vi estes filmes, não vi também o terceiro e último O Ultimato Bourne, e muito menos o caça-níqueis O Legado Bourne lançado recentemente, então, um dia, volto a comentar sobre esta série de sucesso.

(IMDb)

Dredd

Meses depois da última atualização, retorno para falar deste que foi o filme que vi mais recentemente no cinema, a segunda adaptação da HQ para as telonas, Dredd. Não aguardava o filme com expectativa nenhuma até a semana de seu lançamento, pois nem mesmo lembrava do personagem e acompanhei muito pouco as notícias sobre seu lançamento, mas chegado o dia da estreia, opiniões no Twitter eram, em média, a de que se tratava de um filme “surpreendentemente bom”. Foi o bastante para que eu passasse do total ceticismo com relação à qualidade do filme para a mais cega esperança.

Dredd se passa numa cidade futurística encravada no meio de um deserto radioativo onde ou você vive nas ruínas da civilização antiga, ou nas megaconstruções da civilização atual, e a lei é aplicada pelos juízes, que na verdade são policiais com poderes de julgar e aplicar a pena, numa lapada só. É mais ou menos o que acontece em São Paulo e em tantas outras cidades, com a diferença que no filme eles têm autorização pra isso.

É aí que reside minha primeira frustração. Fui assistir o filme achando que haveria alguma crítica a esta forma de aplicar a lei, mas o que vemos é a glorificação dos métodos de um personagem de índole questionável. Tratado como anti-herói em algumas referências que pesquei na internet, Dredd tem uma diferença abissal com outros personagens considerados anti-heróis: enquanto Wolverine, Han Solo, Deadpool, Rorschach etc são filhos da puta assumidos que eventualmente praticam boas ações, Dredd é um sujeito que se acha infalível, e sua forma de fazer justiça é absolutamente condenável na não-ficção.

Tomemos como exemplo a abertura do filme, onde o protagonista aborda criminosos em uma van por algum crime do tipo “direção ofensiva”. Digamos que realmente fosse um crime digno da atenção de Dredd naquele momento (já que, no final, é revelado que os juízes dão conta de atender apenas 8% das ocorrências em Mega City One – provavelmente tinha alguma coisa mais séria acontecendo em algum lugar ali perto). A perseguição do juíz aos infratores passou a ser a causa de um dos crimes subsequentes (o atropelamento de um pedestre) e o outro crime ocorrido, que era o consumo de drogas no interior do veículo, não justifica a ação de Dredd. O saldo ao final da ação foi de alguns drogados mortos, bem como um inocente. Se o juiz não estivesse ali, uma pessoa não teria morrido injustamente.

É onde entra Anderson, uma recruta com poderes psíquicos, capaz de ler a mente das pessoas, que em alguns pontos age como bússola moral da película, mostrando ao espectador que um juiz pode (e deve) pelo menos, hesitar antes de aplicar uma pena capital. Ela acompanha Dredd para este avaliá-la já que, por muito pouco, esta não passou na avaliação para se tornar juiza, e seus poderes são considerados de grande utilidade.

Excluindo o debate moral, Dredd é um filme correto, e o 3D realmente funciona no clima claustrofóbico a partir do segundo ato, contribuindo para o entendimento da arquitetura do ambiente. A violência explícita, turbinada pelas cenas em câmera lenta, que nos permitia acompalhar uma bala atravessando lentamente a bochecha de um criminoso, rasgando aos poucos a fina camada de pele e trazendo consigo um jorro de sangue, foi o ponto alto no que diz respeito à estética do filme. É difícil surpreender o espectador com violência nos dias de hoje, pois já vimos de tudo, mas aqueles tiros e o sangue jorrando em 3D foi bonito de ver.

Ao final do filme, o que permanece, entretanto, é a decepção pela glorificação de um estado policial que não tem como dar certo. A tentativa de humanizar Dredd fazendo-o aceitar Anderson na corporação mesmo com esta tendo cometido deslizes que a reprovariam sumariamente são em vão. Se pelo menos pudéssemos ver o rosto sob a máscara, já seria um passo adiante, mas ainda assim, insuficiente para um personagem que chega a dizer que “eu sou a lei”.

(IMDb)

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Concluindo a trilogia de maior sucesso do cinema desde Star Wars, temos mais quatro horas de caminhada, batalhas, piadas ruins e homoafetividade hobbit. É o mais legal dos três filmes pois as cenas de ação e batalhas (as únicas realmente legais de toda a trilogia) estão em maior quantidade aqui. Mas isso não impede que sejamos obrigados a aguentar longas sequências do Gollum envenenando Frodo contra Sam, o amor platónico de Éowyn por Aragorn, e deste pela supostamente moribunda Arwen, e de mais cenas com as “desgraças em série” que citei no post anterior.

Mas a coisa que mais me chamou a atenção neste filme foi a infinidade de exemplos de deus ex machina, que você pode descobrir o que é, caso ainda não saiba, no Google. Alguns exemplos que lembro agora de cabeça (tem spoilers, who gives a fuck?):

1. Já sem exército nenhum para lutar contra os orcs, Aragorn subitamente lembra que existe uma civilização de espíritos amaldiçoados que esperam ser libertados para ter paz na morte. Eles fazem um acordo e ajudam os humanos na batalha, obtendo sua redenção ao final da luta.

2. Na última batalha, nos portões de Mordor, cercados por orcs, a guerra parece chegar em um final nada glorioso para os humanos. Eles vão lutando bravamente, aguentando o tranco, mas os Nazgul aparecem para piorar a situação. Seria este o fim da raça humana? Não, pois águias gigantes aparecem para duelar contra os Nazgul.

3. Depois de quase ter sido devorado por uma aranha gigante (babaquice do caralho essa aranha, hein?), Frodo foi capturado por orcs, que tomaram todos os seus pertences. TODOS. O anel? Sam havia pego sem que as câmeras mostrassem.

4. Nesta mesma parte do filme, quando centenas de orcs estavam no local em que Frodo havia sido levado, Sam tinha que salvar seu amigo. Mas como? Oras, inventaram uma briguinha entre os orcs que exterminou quase todos eles, restando apenas dois ou três para Sam matar.

Entre outros que não lembro agora.

Não quero tirar os méritos de Tolkien, porque deve ter sido foda inventar um monte de línguas, descrever diversos lugares e criaturas e essa coisa toda. Mas apesar de toda a grandiosidade da adaptação cinematográfica, a impressão que tive é de que a história não é nada além de bobinha.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Segunda parte da franquia que transformou muito marmanjo em ‘fã de Tolkien desde criancinha’ da noite para o dia, As Duas Torres recomeça de onde o seu antecessor havia parado, já com a tal sociedade do anel separada, Gandalf supostamente morto, o mal conquistando o mundo e essas besteiras todas. É já logo no começo do filme que Gollum dá as caras com a sua presença repugnante, que gera imitações toscas até hoje.

É nesse filme que as expressões faciais super convincentes do Frodo começam a ser mais frequentes (expressões que mais parecem Jizz in my Pants – procure no youtube), o olhar apaixonado de Sam já ultrapassa a tênue linha entre o bi-curious e o gay assumido e, em sua jornada, acontecem desastres em série (i.e.: o personagem foge de uma bola de fogo, cai num arbusto macio e se sente aliviado, então aparecem abelhas assassinas e ele corre até um lago, onde novamente se sente aliviado, mas só até aparecer um monstro gigante do lago e ir à sua caça etc etc etc).

Tirando as cenas de batalha, que achei bem feitas, todo o resto é uma grande palhaçada, com as piadinhas mais bobas para dar aquela acordada na galera do fundão, aquela “sinergia” forçada entre alguns personagens e, o pior de tudo: árvores que caminham. Puta negócio babaca, hein.

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