Arquivo da tag: Johnny Depp

Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador

gilbert-grapeApesar do título idiota aqui no Brasil, fiquei surpreso com este filme de 1993, um drama sobre uma família do interior cheia de problemas, como a mãe obesa mórbida e viúva de um marido suicida, o filho caçula com problemas mentais (Leonardo DiCaprio), e o resto dos filhos tentando tornar a existência dentro daquele lar uma coisa próxima do normal.

A história é centrada em Gilbert Grape (Johnny Depp), um jovem meio desinteressado por tudo, com um emprego ruim, se relacionando com uma mulher casada e sendo o principal responsável pelo irmão deficiente. As coisas parecem começar a melhorar com a chegada de Becky (Juliette Lewis), uma garota pouco apegada às coisas, que mora em um trailer com a avó e passa o ano viajando pelo país. Por um problema no trailer, as duas acabam passando algumas semanas nas redondezas e é onde Gilbert e a garota começam a se relacionar.

Minha relação com Dramas é semelhante com a minha relação com banhos no inverno. Me esforço para não começar, mas a partir do momento em que estou no meio da experiência, me interesso demais por ela e sou incapaz de parar no meio. Não foi diferente com Gilbert Grape, sugestão da Sarah, que começamos a assistir sob minha incredulidade e acredito que ao final eu tenha até ficado mais satisfeito que ela com o filme.

Também acho válido falar sobre a Juliette Lewis. Já tinha assistido alguns filmes com a atriz, mas sempre fui indiferente a ela. Neste filme ela conquistou minha simpatia, me deixou com vontade de assistir mais filmes, inclusive alguns que nunca acabei de ver, como Cabo do Medo, por exemplo.

(IMDb)

O Cavaleiro Solitário

o-cavaleiro-solitarioEu ia começar escrevendo como se O Cavaleiro Solitário fosse a franquia sucessora de Piratas do Caribe, mas como as arrecadações andam meio abaixo do esperado creio que este filme terá dificuldades em se transformar numa franquia. Não sei como foi nos EUA e no resto do mundo, mas aqui no Brasil, só fiquei sabendo deste filme na semana passada. E só soube, de fato, do que se tratava, ao chegar no cinema e ver o cartaz com as frases “Walt Disney apresenta” e “dos mesmos criadores de Piratas do Caribe”.

Se Piratas do Caribe fosse uma fórmula matemática e O Cavaleiro Solitário fosse uma equação que a utilizasse, talvez o jovem vestibulando a fazer a conta entrasse no curso de Medicina pela Fuvest. Tudo está lá: o personagem esquisitão do Johnny Depp, o falso-protagonista ofuscado pelo grande astro, o par romântico do falso-protagonista fazendo o papelzinho damsel in distress, o cenário histórico, o vilão cartunesco e a atmosfera mística do enredo. Gostaria de ler uma resenha de alguém mais empenhado, que pudesse apresentar mais semelhanças entre os filmes.

No final de contas, acabou sendo uma experiência agradável, pois o filme é divertido (estranho seria se não fosse: uma aventura no faroeste, pra dar errado, tem que beber da fonte das loucas aventuras de James West) e o cinema estava praticamente vazio num sábado às 21:00h, o que é uma surpresa para um filme do Johnny Depp (vulgo Joãozinho profundo) em semana de estreia.

Desafio para quem assistir o filme: ouvir repetidas vezes o termo “Texas Ranger” sem lembrar do Chuck Norris.

Dúvida: Essa atriz que interpretou a Rebecca, mocinha do filme, por acaso teve alguma reação alérgica na boca antes das filmagens?

(IMDb)

Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

sweeney-toddMeu desinteresse por Tim Burton talvez só se compare ao meu desinteresse por musicais. Não é ódio, nem acho que sejam ruins, é puro desinteresse, mesmo. Mas namorando uma fã do diretor esquisitão, acabei topando um acordo pra assistir Sweeney Todd.

Não vou me alongar muito, mas posso dizer que, tirando toda a cantoria, o filme é muito bom. Só que TEM a cantoria, então só posso dizer que é um baita potencial desperdiçado, um filme que merece nota quatro numa escala de zero a dez de navalhadas na garganta.

O filme conta a história de um barbeiro preso injustamente por um juiz que se interessou por sua mulher e quis separá-los para tentar a sorte com a moça. Quinze anos depois, de volta a Londres, o barbeiro, já sob nova identidade, vai saber o paradeiro de sua esposa e filha, mas descobre que a primeira se envenenou com arsênico e a segunda agora é “protegida” (na verdade refém) do juiz que lhe causou todos esses males. Dividindo o prédio com uma confeiteira (é isso? Padeira? Boleira? Sei lá) falida, os dois bolam um plano de progressão financeira baseado no fornecimento de carne grátis (cadáveres providenciados pelo barbeiro) para a boleira fazer seus bolos de carne. Tudo isso enquanto armam uma vingança contra o juiz.

O final trágico é previsível, e alguns detalhes que tentam ser surpreendentes acabam sendo meio previsíveis também, mas nada é capaz de tirar o brilho do filme.

Nada além daquela cantoria toda.

(IMDb)

Rango

Tinha grandes expectativas com relação a este filme, e finalmente pude assisti-lo no último sábado com a Sarah. Minhas expectativas eram motivadas pelo meu fascínio pelo gênero Western e pela curiosidade em conhecer o resultado de uma homenagem/sátira em formato animado.

Com a voz e os trejeitos de Johnny Depp, o personagem que dá título ao longa é um lagarto (camaleão?) doméstico, que vive confinado em uma caixa de vidro com alguns brinquedos quebrados (seus amigos inanimados) e, numa viagem pelo interior dos EUA (provavelmente na lendária Rota 66) acaba caindo do carro em movimento e é deixado para trás naquela região árida. Ao encontrar um pequeno vilarejo habitado por outros répteis, anfíbios e roedores, Rango acaba virando um herói ao matar uma Águia que aterrorizava os moradores. A partir de então, ele acaba se tornando responsável por descobrir o motivo da crise de falta de água no local.

Rango é cheio de referências a outros filmes, principalmente filmes do próprio Depp (pude perceber referências a, pelo menos, Medo e Delírio e Don Juan DeMarco) e westerns em geral, principalmente a Sergio Leone, com algumas marcas registradas do diretor, entre elas o close nos olhos dos pistoleiros, a trilha sonora homenageando o estilo de Ennio Morricone (colaborador constante de Leone), além da homenagem a Clint Eastwood (representando o Espírito do Oeste) e Lee Van Cleef (que serviu como base para elaboração de Rattlesnake Jake, o vilão). Com essas duas homenagens, senti falta de uma homenagem a Eli Wallach, para que os “três homens em conflito” do filme de 1966 estivessem presentes (mas isso é perdoável, pois Wallach nem de longe tem o mesmo peso de Eastwood e Van Cleef no gênero Western a ponto de merecer homenagem semelhante).

O filme é bem feito e a história, apesar de não ter nada de muito original, funciona muito bem como homenagem e sátira, mas achei que o ritmo oscilava um pouco, variando momentos de grande empolgação com outros onde eu não parava de bocejar.

Uma coisa que, no início, eu achei negativa, foi a forma dos olhos de Rango: aqueles olhinhos pequenos são muito pouco expressivos. Ao assistir o filme, entretanto, achei a escolha ótima. Rango tem um jeito inseguro, e uma característica de pessoas inseguras é justamente esconder seus sentimentos. Além disso, percebi uma semelhança com um famoso meme: o Foul Bachelor Frog, com aquele olhar meio perdido, onde quase podemos ouvir aquele barulho de “gulp“, do personagem engolindo em seco.

Rango, portanto, é um filme que recomendo, principalmente para fãs do gênero, mas que, infelizmente, ficou um pouco aquém das minhas inflacionadas expectativas.

(IMDb)

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Normalmente eu não perderia tempo assistindo esse filme (sim, eu sei que perco tempo assistindo outros filmes piores, mas que se alinham mais ao meu interesse). Assisti o primeiro filme da franquia no cinema, quando ainda estava no colégio, e achei muito babaca. Não assisti os dois filmes seguintes por puro desinteresse.

Agora assisto ao mais recente filme dos piratas da Disney e me parece bem visível que o Johnny Depp já não aguenta mais fazer papel de palhaço, Orlando Legolas pulou fora de mais um personagem sem graça em sua não tão extensa carreira, e agora tem até par romântico pro Jack Sparrow, em uma relação tão clichê que poderia aparecer em alguma novela das sete do Carlos Lombardi.

No Brasil, o filme saiu com indicação para maiores de 12 anos, o que vejo como uma grande bobagem, pois exclui a única faixa etária que ainda poderia achar esse filme massapacaralho.

(IMDb)

A Hora do Pesadelo

Como na sexta-feira 13 que tivemos esse ano nós assistimos Halloween, agora, na época de Halloween, eu e a Sarah assistimos A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 (que comentarei a seguir).

Filme que introduziu Freddy Krueger no hall de grandes vilões de filmes de terror, A Hora do Pesadelo conta a história de alguns adolescentes que passam a ter pesadelos com um homem de rosto queimado e luva com garras de metal que os persegue em uma fábrica abandonada. Apesar de não levarem os pesadelos a sério no começo, a misteriosa morte de uma das jovens os faz perceber que há algo errado naqueles sonhos.

O filme me surpreendeu positivamente, sendo muito melhor que o remake besta que lançaram há uns dois anos. Diferenciando-se de outros filmes do gênero ao não apelar para a nudez explícita, vejo como único defeito o seu final, que foi decepcionante.

Como curiosidade, este é o primeiro filme do Johnny Depp, que aqui morre de um jeito que só seria possível juntar seu corpo fazendo uma murcilha.

(IMDb)

Don Juan DeMarco

Vi este filme com a Sarah, já faz um tempinho, e escrevo agora só pra deixar registrado. É um filme bobinho, sobre um homem (Depp) que acha que é Don Juan, que já dormiu com milhares de mulheres, e é preso em um hospício ao tentar se matar. Nessa clínica ele é atendido por um médico que começa a ouvir suas histórias e começa a se questionar sobre a veracidade das mesmas, sendo “infectado” pela aparente loucura do rapaz.

O filme não tem nada de errado, segue a cartilha dos romances tradicionais (todo homem é romântico + toda mulher é carente = perfect match) mas como eu falei, é bobo.

Ao final não tenta-se deixar um mistério sobre a identidade do rapaz. Seria ele, realmente, Don Juan DeMarco? Quem se importa?

%d blogueiros gostam disto: