Arquivo da tag: John C. Reilly

Deus da Carnificina

deus-da-carnificinaDirigido por Roman Polanski, este filme baseado numa peça de teatro poderia entrar numa lista de “Filmes que se passam em um único ambiente”, e posso dizer que sou um pouco fascinado por filmes assim. Acho um desafio grande contar uma história com esta característica sem cair no tédio, e Deus da Carnificina se sai bem ao apresentar a história de dois casais cujos filhos se envolveram em uma briga na escola e se reúnem no apartamento de um deles para tentar resolver a situação da melhor forma possível.

Não, a “carnificina” do título não é literal, mas figurativamente já dá a ideia do que os espera: as desavenças são tantas que volta e meia os “times” se reagrupam quando o foco da discussão toma rumos diferentes, ora sendo casal contra casal, ora sendo homens contra mulheres e assim por diante.

O filme se sustenta graças ao inegável talento dos atores, sendo três vencedores e um indicado ao Oscar, mas também a uma filmagem simples e eficiente e, claro, à ótima história.

(IMDb)

Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador

gilbert-grapeApesar do título idiota aqui no Brasil, fiquei surpreso com este filme de 1993, um drama sobre uma família do interior cheia de problemas, como a mãe obesa mórbida e viúva de um marido suicida, o filho caçula com problemas mentais (Leonardo DiCaprio), e o resto dos filhos tentando tornar a existência dentro daquele lar uma coisa próxima do normal.

A história é centrada em Gilbert Grape (Johnny Depp), um jovem meio desinteressado por tudo, com um emprego ruim, se relacionando com uma mulher casada e sendo o principal responsável pelo irmão deficiente. As coisas parecem começar a melhorar com a chegada de Becky (Juliette Lewis), uma garota pouco apegada às coisas, que mora em um trailer com a avó e passa o ano viajando pelo país. Por um problema no trailer, as duas acabam passando algumas semanas nas redondezas e é onde Gilbert e a garota começam a se relacionar.

Minha relação com Dramas é semelhante com a minha relação com banhos no inverno. Me esforço para não começar, mas a partir do momento em que estou no meio da experiência, me interesso demais por ela e sou incapaz de parar no meio. Não foi diferente com Gilbert Grape, sugestão da Sarah, que começamos a assistir sob minha incredulidade e acredito que ao final eu tenha até ficado mais satisfeito que ela com o filme.

Também acho válido falar sobre a Juliette Lewis. Já tinha assistido alguns filmes com a atriz, mas sempre fui indiferente a ela. Neste filme ela conquistou minha simpatia, me deixou com vontade de assistir mais filmes, inclusive alguns que nunca acabei de ver, como Cabo do Medo, por exemplo.

(IMDb)

Tim and Eric’s Billion Dollar Movie

tim-and-ericEsta iniciativa cinematográfica dos comediantes Tim e Eric, criadores da série do Adult Swim “Tim and Eric Awesome Show, Great Job!” tinha tudo pra não ser nada. E atingiu seu objetivo.

Para quem não está familiarizado, a série humorística da dupla se baseia em pequenos sketches com um humor nonsense, apostando em referências dos anos 80 e 90 para fazer piada com a publicidade televisiva, a comunicação empresarial e outras coisas daquela época. Ao assistir os episódios, a sensação de estar vendo algo de 20 anos atrás é genuína, dando até uma pequena saudade dos antigos comerciais zero-onze-catorze-zero-meia.

O problema do filme é justamente este: em prol de desenvolver uma história que dure mais que os poucos minutos dos sketches aos quais estão habituados, os realizadores acabam incluindo uma porção de coisas que não tem a menor graça e desenvolvem a história de forma pedestre (não que eu estivesse esperando alguma profundidade do filme). No fim, temos um filme entediante, sem nenhum grande momento, digno apenas dos mais profundos abismos do esquecimento.

Aliás, um momento do filme eu não conseguirei esquecer tão cedo: a música “Two Horses”, que está impregnada na minha massa encefálica, quase chegando ao ponto de eu desejar um AVC para pôr fim ao sofrimento.

(IMDb)

 

Precisamos Falar Sobre o Kevin

Não tinha dado muita bola pra esse filme estrelado pela mulher parecida com a Cate Blanchett e pelo cara que sempre é coadjuvante nos filmes do Will Ferrell, mas ele revelou ser uma boa surpresa.

Já começamos acompanhando a rotina de Eva, que sai de sua humilde casa para ir procurar emprego e a vê manchada por tinta vermelha, assim como seu carro. Ela parece encarar aquilo com certa naturalidade, e a medida que os fatos presentes começam a dar espaço para flashbacks, começamos a entender a situação.

As cenas dividem-se em três momentos distintos: o presente, onde, por algum motivo, Eva é hostilizada a todo momento, e dois pontos distintos no passado: um, contando a história de Kevin, seu filho mais velho, e outro, com apenas alguns flashes de momentos do que parece ser uma tragédia, com pessoas mortas e feridas sendo retiradas de um prédio.

O filme trata da relação difícil que Eva sempre teve com seu filho Kevin, que encontra-se preso, e evolui até nos permitir conhecer os motivos que a levaram a chegar àquela situação degradante em que se encontra.

Ótimo filme, que deve estrear logo nos cinemas brasileiros e, portanto, recomendo que confiram.

(IMDb)

%d blogueiros gostam disto: