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Fuga Desenfreada

Outro filme visto em 2011, mas nem dá muita vontade de comentar porque não vi a menor graça, e isso é um problema se o filme em questão é uma comédia.

O que nos chamou a atenção foi a participação de Jake Gyllenhaal, já que é um ator de quem gostamos e geralmente gostamos dos filmes em que ele atua, mas não foi o caso deste, protagonizado por Jared Leto, que conta a história desses dois amigos, sendo este último um limpador de piscinas mulherengo (ele é chamado pelos amigos de “the god of fuck”) que se envolve com a mulher piranha de um ricaço e, junto com o amigo vivido por Gyllenhaal, fogem em direção a Seattle.

Fuga Desenfreada se passa na época da morte de Kurt Cobain, lá pelo auge do grunge e da cena de Seattle de forma geral, mas a escolha da cidade como destino da fuga, na verdade, foi motivada pelo amor (completamente infundado) do personagem de Gyllenhaal por uma garota que havia se mudado para lá anos antes (sendo que ele nunca deixa claro para o amigo que é esse o motivo, o que acaba sendo o pivô do desentendimento entre eles no final do filme, um clichê necessário para a fórmula de sucesso de qualquer comédia).

Não acho que ver este filme vá acrescentar algo na vida de ninguém, tive até que dar uma lida no plot pra lembrar de algumas coisas só para escrever este textinho, mas vale a pena assistir só pra ver as enrascadas que atores consagrados se metem no início de carreira.

(IMDb)

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Réquiem Para um Sonho

Depois de sua estreia com Pi, Darren Aronofsky lançou o filme que o situou entre os diretores mais promissores desta época, um drama sobre drogas e outros vícios e as suas consequências para as pessoas envolvidas direta e indiretamente.

Réquiem para um sonho foca a narrativa na família Goldfarb: a mãe, Sara (Ellen Burstyn) é uma senhora solitária viciada em programas de auditório que, após ser convidada a participar de seu programa favorito, decide que precisa emagrecer e apela para o uso de anfetaminas. O filho, Harry (Jared Leto), é um garoto problemático, envolvido com o uso de drogas pesadas e que, logo no início do filme, já nos mostra de onde tira o dinheiro para sustentar seu vício: frequentemente vende a TV da mãe para um conhecido, só para, mais tarde, sua mãe comprá-la de volta e tornar possível que o ciclo continue.

O filme acompanha a trajetória de ambos afundando-se cada vez mais nas drogas até que cheguem a um fim trágico, que não necessariamente é a morte. Junto com Harry, sua namorada, Marion (Jennifer Connelly) e seu amigo, Tyrone (Marlon Wayans) o acompanham na jornada psicotrópica.

O filme é muito bem realizado, a agonia é constante e eu, mesmo não sendo muito fã de dramas sobre uso de drogas, gostei demais.

(Filme visto em 2011)

(IMDb)

Psicopata Americano

Assisti há cerca de dois meses este filme sobre um jovem investidor de Wall Street vivendo sua vidinha glamourosa e falsa, enquanto pensamentos psicopatas o defrontam a todo momento. No início não estava entendendo muito bem o filme, pois ele usa de um tom que beira a comédia para tratar do sadismo do protagonista vivido por Christian Bale, um tom incondizente com o que era mostrado na tela. Somente no final do filme ficam claros os motivos para o uso dessa narrativa mais cômica.

Patrick Bateman (Bale) passa o filme inteiro em uma imensa disputa com os colegas de trabalho por status, seja ao conseguir fazer uma reserva no restaurante mais requisitado da cidade, seja na textura e na fonte utilizada nos cartões de visita, tudo é motivo para competição entre eles, o que acaba culminando na atitude extrema de Bateman, que leva um desses colegas para sair e, com ele já bêbado, leva-o para sua casa, onde o mata a machadadas, esconde o corpo e deixa uma mensagem na secretária eletrônica da vítima dizendo que esta havia viajado para a Europa (acho que era Londres, enfim, não faz diferença).

O resto do filme é uma sucessão de torturas, assassinatos e ataques de narcisismo do protagonista (o jeito como se olha no espelho enquanto faz sexo com uma prostituta é uma das partes mais engraçadas do filme).

Apesar de descrito no IMDb como Drama/Crime, o filme funciona mais como comédia (a menos que você seja uma freira), e vale muito a pena assistir.

Clube da Luta

Existem duas formas de assistir Clube da Luta: a primeira e as demais. Na primeira vez que você assiste a este filme, você reage com surpresa e curiosidade a cada cena, tentando entender melhor tudo o que está se passando até que, no terceiro ato, ocorre um combo de revelações bombásticas que levam ao clímax do filme. A partir da segunda vez que você assiste, o clímax está em cada pequeno momento de interação entre o “Narrador” (Edward Norton, referido desta maneira nos créditos por motivos óbvios, para quem já viu o filme) e Tyler Durden (Brad Pitt), onde o objetivo deixa de ser a compreensão do filme, como um todo, para focar na investigação do personagem, e na sequência de ocorrências que o levam ao seu estado no final do filme.

Trata-se de um clássico de seu tempo, um filme que não parece datado, mesmo 12 anos depois de seu lançamento. Assisti-o pela enésima vez neste ultimo domingo, e a cada escroteada que o “Narrador” dava na Marla (Helena Bonham Carter) eu prestava atençao na sua reaçao, sempre incredula, achando-o ou um louco, ou um belo filho da puta.

Infelizmente, a primeira vez você só pode assistir uma vez. Depois disso, precisamos nos contentar em ter a mesma experiência para sempre.

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