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Contra o Tempo

Outro dos filmes vistos no ano passado que ficaram sem comentário no blog, Contra o Tempo é uma ficção científica que passou discretamente pelos cinemas no Brasil. Se não me engano, foi outro caso de sucessivos adiamentos que resultaram na perda de apelo do filme perante o público, como tanto vemos acontecer.

O filme é sobre um soldado do exército americano que, em dado momento, acorda em um trem, no corpo de outro homem, sem saber o que está acontecendo, até que, poucos minutos depois, o trem é destruído por uma explosão. Neste momento, surge o soldado em seu corpo verdadeiro, preso em uma espécie de cápsula, onde ele fica sabendo que está sendo usado, aliado a uma nova tecnologia, para descobrir quem foi o responsável por causar o acidente para evitar que ele cometa outro atentado terrorista. No caso, o ocorrido no trem já aconteceu no passado (minutos ou horas antes) e, ao conseguir, de alguma forma, recuperar a consciência de um dos passageiros no trem e substituí-la pela do soldado, novas informações podem ser descobertas apesar de ser impossível alterar o passado.

Cabe ao protagonista, além de fazer a descoberta para o qual foi convocado, descobrir também como foi parar naquela situação, e é o que ele faz, seja no mundo “real” em que está enclausurado na cápsula, seja no mundo virtual, no trem.

Gostei bastante do resultado final, o diretor Duncan Jones é muito competente no que se propõe, tendo, inclusive, dirigido outro ótimo filme de ficção científica que já foi comentado aqui, Lunar. Infelizmente o IMDb não dá informações sobre projetos futuros do diretor, o que é uma pena.

(IMDb)

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Entre Irmãos

Terceiro post do dia, e são só 9:45 da manhã (no momento que escrevo). Trata-se de mais um filme visto no ano passado e que, por algum motivo, não foi devidamente anotado para ser comentado neste espaço. Justiça sendo feita tardiamente, escreverei sobre ele agora.

Contando com um elenco de peso, com Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire e Natalie Portman, o filme conta a história dos dois irmãos Cahill, um deles (Maguire) um oficial do exército americano em missão no Oriente Médio, casado com Grace (Portman), com dois filhos e sendo claramente o filho preferido de seu pai, militar aposentado. O outro, Gyllenhaal, um verdadeiro vagabundo, recém saído da cadeia, desempregado, que passa as noites em bares, arrumando confusão e dando trabalho aos familiares. Quando o primeiro vai ao Afeganistão, um acidente acontece e, tendo as vítimas desaparecido, ele é dado como morto, assim como o resto dos soldados. Com isso, seu irmão passa a se aproximar da cunhada e dos sobrinhos, resultando em um rápido romance, quebrado pela notícia de que Sam estava vivo e voltando para casa.

Lembro de ter achado o filme legal, mas com meses tendo se passado desde o dia em que o assisti, posso dizer que ele não é nada marcante.

(IMDb)

PS: Aparentemente o filme é baseado em Brødre, e vendo no IMDb acabei me interessando pelo original.

 

Fuga Desenfreada

Outro filme visto em 2011, mas nem dá muita vontade de comentar porque não vi a menor graça, e isso é um problema se o filme em questão é uma comédia.

O que nos chamou a atenção foi a participação de Jake Gyllenhaal, já que é um ator de quem gostamos e geralmente gostamos dos filmes em que ele atua, mas não foi o caso deste, protagonizado por Jared Leto, que conta a história desses dois amigos, sendo este último um limpador de piscinas mulherengo (ele é chamado pelos amigos de “the god of fuck”) que se envolve com a mulher piranha de um ricaço e, junto com o amigo vivido por Gyllenhaal, fogem em direção a Seattle.

Fuga Desenfreada se passa na época da morte de Kurt Cobain, lá pelo auge do grunge e da cena de Seattle de forma geral, mas a escolha da cidade como destino da fuga, na verdade, foi motivada pelo amor (completamente infundado) do personagem de Gyllenhaal por uma garota que havia se mudado para lá anos antes (sendo que ele nunca deixa claro para o amigo que é esse o motivo, o que acaba sendo o pivô do desentendimento entre eles no final do filme, um clichê necessário para a fórmula de sucesso de qualquer comédia).

Não acho que ver este filme vá acrescentar algo na vida de ninguém, tive até que dar uma lida no plot pra lembrar de algumas coisas só para escrever este textinho, mas vale a pena assistir só pra ver as enrascadas que atores consagrados se metem no início de carreira.

(IMDb)

Zodíaco

Na época do lançamento e durante muito tempo não me interessei por este filme por achar que se tratava de um assassino que planejava suas mortes baseado em signos, ou algo assim. Nem fazia ideia que se tratava de um caso real, e graças a isso a minha ignorância e pré-julgamento me impediram de ver este ótimo filme do igualmente ótimo David Fincher.

Para os que, como eu, ainda não viram e não sabem do que se trata, Zodíaco (Zodiac) foi um assassino da região sul da Califórnia que atuou entre o fim dos anos 60 e durante os anos 70, passando por momentos de ostracismo e outros de “volta à ativa”. Os crimes são investigados pelos departamentos de polícia de todas as cidades envolvidas, e as “guerras” de ego das instituições as impedem de colaborar com detalhes que uma sabe e as outras não, dificultando a investigação. Outra frente investigando os assassinatos é o jornal San Francisco Chronicle, através de seu repórter Paul Avery e, por último, uma investigação independente e, até certo ponto, amadora, levada adiante pelo cartunista Robert Graysmith, que acaba por ser o mais bem sucedido.

Em alguns detalhes da investigação eu realmente me perdi. Viajei, mesmo. Não sei se me distraí ou se algumas pontas ficaram mal explicadas, mas fiquei sem entender o ramo da investigação que estava apontando o projetista do cinema como suspeito, que levou o cartunista-investigador a visitar um informante em sua casa e sair aterrorizado de lá por encontrar algumas evidências que o qualificavam como outro possível suspeito.

De uma forma geral o filme é compreensível, mas detalhes como o que citei no parágrafo anterior acabam atrapalhando um pouco, o que não diminui a qualidade do filme.

(IMDb)

Donnie Darko

Já vi Donnie Darko algumas vezes, e em cada uma delas tive opiniões diferentes, ou complementares, sobre sua história. Acho que é um filme que já caiu no gosto popular e seu enredo não deve ser novidade para ninguém, mas não custa falar sobre o enredo, ambientado no final dos anos 80, que trata de um jovem, aparentemente sonâmbulo, que um dia é acordado por uma espécie de alunicação que o leva para longe de casa enquanto uma turbina de avião cai exatamente em seu quarto, o que teria causado sua morte se lá estivesse. O mistério envolvendo a queda da turbina (que ninguém sabe de onde veio, já que nenhum avião relatou acidente algum) logo revela envolver viagem no tempo e buracos de minhoca, conceitos da física teórica que, aqui neste filme, se misturam com um pouco de ficção.

Não há muito mais que possa ser dito sem comprometer a experiência de quem ainda não assistiu, mas é uma ótima experiência, com uma ideia muito mais madura que o fraco Efeito Borboleta, por exemplo, um filme lançado mais ou mesmo na mesma época e que, de semelhante, tem o conceito de volta ao passado para a tomada de atitude que visa mudar o futuro abrindo mão de algumas coisas por um bem maior.

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