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O Golpista do Ano

o-golpista-do-anoDevido ao título original deste filme, I love you Phillip Morris, sempre o confundo com o filme Obrigado por Fumar, já que Philip Morris  (com um L só) é uma das, senão a maior indústria de tabaco do mundo.

Desfeito o mal entendido que perturbava minha mente, vamos ao filme: trata-se de uma comédia sobre um homem casado e infeliz (Jim Carrey) que, em certo momento de sua vida resolve sair do armário e larga esposa e filha para viver sua vida com outro homem (Rodrigo Santoro), provavelmente na Califórnia, sinceramente não lembro. Aparentemente, depois de ter assumido sua homossexualidade, e de forma praticamente automática, o cara passou a adotar o “fabulous” way of life, mas como seu emprego não garantia fundos (sem trocadilho – esta piada foi um oferecimento de Casseta & Planeta) para manter o alto padrão de vida, nosso bravo protagonista apela para pequenos golpes que acabam levando-o para o xadrez. Lá, ele conhece quem viria a ser o amor de sua vida, o tal Phillip Morris (Ewan McGregor) e ao saírem da cadeia o nosso Golpista do Ano (conforme o patético título brasileiro) heroicamente livra a cara de seu amado e vão viver juntos, até que o próximo golpe os separe, e assim sussessivamente.

O filme é engraçado, mas acho que, em alguns momentos, presta um desserviço aos gays ao apelar para velhos clichês, como o de “bichas consumistas” e de gays morrendo de AIDS. O maior mérito desta comédia é não ter medo de mostrar uma relação entre dois homens como algo normal, o que rende alguns momentos que poderiam ser um velho clichê se retratados com um casal hétero, mas aparecendo na tela encarnado por dois homens torna-se, de certa forma, uma novidade.

Para finalizar, preciso deixar registrada a manobra idiota da distribuidora do filme no Brasil para angariar mais espectadores ao colocar o Rodrigo Santoro na capa do filme e posteres, atribuindo ao ator brasileiro certo protagonismo num filme onde não chega a isso tudo. A imagem pode ser vista AQUI.

(IMDb)

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Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith

Último e melhor filme da nova trilogia, A Vingança dos Sith conclui o lento processo de conversão de Anakin para o lado negro da força, ajudado pela promessa de Palpatine que, tornando-se um Sith, ele poderia ser capaz de aprender uma técnica para salvar a vida de Padmé, já que havia visto em sonhos ela morrendo, evitando que acontecesse o que aconteceu com sua mãe. (Aliás, uma fala do Anakin particularmente denuncia sua total inabilidade como ator: “I killed them. I killed them all. They’re dead. Every single one of them… and not just the men, but the women and the children, too. They’re like animals, and I slaughtered them like animals! I hate them!” – acabei de ver que esta fala é do episódio 2, mas fica registrado aqui)

O que torna o filme tão legal é que aqui finalmente vemos os nós amarrando as pontas da história, como a separação dos gêmeos Skywalker, o exílio dos Jedi, a tomada do poder por Palpatine e a criação da figura robótica que conhecíamos tão bem: Darth Vader. Também é mostrado o início da criação da Estrela da Morte antes de cortar para os créditos finais.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Neste filme as coisas já começam a melhorar, apesar da presença de um dos piores atores que tive o desprazer de ver em um filme, Hayden Christensen, o Anakin. Aqui as intrigas ganham força, começa o romance entre Anakin e Padmé, Jango e Boba Fett aparecem na trama, assim como Sauron Conde Dooku (Dookan, em português, porque talvez alguém tenha lido Dô-o-ku e resolveu mudar) e o lado sombrio negro da força começa a aflorar no jovem padawan.

O filme não é muito ruim, mas é que poderia ser muito melhor. O romance do casal protagonista simplesmente não convence. O Anakin não teria passado numa audição pra Malhação, mas foi chamado para participar da continuação (ok, não é continuação, blá blá) da trilogia de maior sucesso da história do sistema solar.

No final do filme ainda vemos Yoda lutar contra Dooku. Lembro da minha reação quando vi no cinema: ‘WHOOOOOOAAAAAAH Q LOCO VÉIO~”

Ao final dos dois primeiros filmes, é inevitável pensar que tudo o que foi mostrado até este ponto serviu apenas para pavimentar o caminho até o episódio 3, que é o que todos, desde o início, queriam ver.

Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

De longe, o filme mais fraco das trilogias, não dá nem vontade de falar muita coisa sobre ele. Esta nova trilogia, como todos sabem, trata basicamente da origem do Darth Vader e do império, mas algumas escolhas foram muito infelizes, como Jar Jar Binks (devidamente ignorado – ou quase – nos dois filmes seguintes) e efeitos especiais e cenários em CGI que, se na época que assisti no cinema foram convincentes o bastante, revendo hoje em dia mais parecem cenários de videogame.

Em A Ameaça Fantasma, conhecemos as circunstâncias em que Obi Wan Kenobi e Anakin Skywalker se conheceram, assim como somos apresentados ao problema com os rebeldes do período, que agem como laranjas de um golpe muito mais abrangente orquestrado pelo senador Palpatine.

Ponto positivo da nova trilogia: MACE FUCKIN’ WINDU, the badass jedi.

(Este e os próximos dois posts talvez sejam os que tive menos vontade de escrever, mas uma hora teria que fazê-lo, que seja agora)

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