Arquivo da tag: David Fincher

Zodíaco

Na época do lançamento e durante muito tempo não me interessei por este filme por achar que se tratava de um assassino que planejava suas mortes baseado em signos, ou algo assim. Nem fazia ideia que se tratava de um caso real, e graças a isso a minha ignorância e pré-julgamento me impediram de ver este ótimo filme do igualmente ótimo David Fincher.

Para os que, como eu, ainda não viram e não sabem do que se trata, Zodíaco (Zodiac) foi um assassino da região sul da Califórnia que atuou entre o fim dos anos 60 e durante os anos 70, passando por momentos de ostracismo e outros de “volta à ativa”. Os crimes são investigados pelos departamentos de polícia de todas as cidades envolvidas, e as “guerras” de ego das instituições as impedem de colaborar com detalhes que uma sabe e as outras não, dificultando a investigação. Outra frente investigando os assassinatos é o jornal San Francisco Chronicle, através de seu repórter Paul Avery e, por último, uma investigação independente e, até certo ponto, amadora, levada adiante pelo cartunista Robert Graysmith, que acaba por ser o mais bem sucedido.

Em alguns detalhes da investigação eu realmente me perdi. Viajei, mesmo. Não sei se me distraí ou se algumas pontas ficaram mal explicadas, mas fiquei sem entender o ramo da investigação que estava apontando o projetista do cinema como suspeito, que levou o cartunista-investigador a visitar um informante em sua casa e sair aterrorizado de lá por encontrar algumas evidências que o qualificavam como outro possível suspeito.

De uma forma geral o filme é compreensível, mas detalhes como o que citei no parágrafo anterior acabam atrapalhando um pouco, o que não diminui a qualidade do filme.

(IMDb)

Clube da Luta

Existem duas formas de assistir Clube da Luta: a primeira e as demais. Na primeira vez que você assiste a este filme, você reage com surpresa e curiosidade a cada cena, tentando entender melhor tudo o que está se passando até que, no terceiro ato, ocorre um combo de revelações bombásticas que levam ao clímax do filme. A partir da segunda vez que você assiste, o clímax está em cada pequeno momento de interação entre o “Narrador” (Edward Norton, referido desta maneira nos créditos por motivos óbvios, para quem já viu o filme) e Tyler Durden (Brad Pitt), onde o objetivo deixa de ser a compreensão do filme, como um todo, para focar na investigação do personagem, e na sequência de ocorrências que o levam ao seu estado no final do filme.

Trata-se de um clássico de seu tempo, um filme que não parece datado, mesmo 12 anos depois de seu lançamento. Assisti-o pela enésima vez neste ultimo domingo, e a cada escroteada que o “Narrador” dava na Marla (Helena Bonham Carter) eu prestava atençao na sua reaçao, sempre incredula, achando-o ou um louco, ou um belo filho da puta.

Infelizmente, a primeira vez você só pode assistir uma vez. Depois disso, precisamos nos contentar em ter a mesma experiência para sempre.

A Rede Social

Sendo o filme mais comentado do final do ano, preferi esperar sair da hype pra assistir no cinema com menos público, mesmo que pra isso eu tenha tido que assistir numa sexta-feira às 16:30h (maravilha de férias). Estratégia semelhante ao último ano, quando esperei quase três meses pra conferir Avatar, só que neste caso não tive a sorte de pegar uma sala com pouca gente.

A Rede Social é, sim, um filme muito bom, mas ainda estou tentando entender o motivo pra tanta babação de ovo. A atuação do Jesse Eisenberg é correta, o Eduardo (sei lá o nome desse feio) é patético do início ao fim e, quem diria, o personagem que faz algo digno de nota no filme é interpretado pelo Justin Timberlake. QUE BOSTA. Aliás, o Timberlake é muito mais parecido com o Mark Zuckerberg do que o Jesse Eisenberg. Mas… who gives a fuck?

Para mim, o filme funcionou como boa diversão, apenas isso. Sem dúvida é um filme acima da média, tecnicamente falando, mas eu não tenho vontade de assistir novamente, de falar a respeito e nem mesmo escrever esse texto sobre ele, por isso termino aqui.

OBS: Uma pena que essa bosta tenha desbancado A Origem como favorito no Oscar.

%d blogueiros gostam disto: