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Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith

Último e melhor filme da nova trilogia, A Vingança dos Sith conclui o lento processo de conversão de Anakin para o lado negro da força, ajudado pela promessa de Palpatine que, tornando-se um Sith, ele poderia ser capaz de aprender uma técnica para salvar a vida de Padmé, já que havia visto em sonhos ela morrendo, evitando que acontecesse o que aconteceu com sua mãe. (Aliás, uma fala do Anakin particularmente denuncia sua total inabilidade como ator: “I killed them. I killed them all. They’re dead. Every single one of them… and not just the men, but the women and the children, too. They’re like animals, and I slaughtered them like animals! I hate them!” – acabei de ver que esta fala é do episódio 2, mas fica registrado aqui)

O que torna o filme tão legal é que aqui finalmente vemos os nós amarrando as pontas da história, como a separação dos gêmeos Skywalker, o exílio dos Jedi, a tomada do poder por Palpatine e a criação da figura robótica que conhecíamos tão bem: Darth Vader. Também é mostrado o início da criação da Estrela da Morte antes de cortar para os créditos finais.

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Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Neste filme as coisas já começam a melhorar, apesar da presença de um dos piores atores que tive o desprazer de ver em um filme, Hayden Christensen, o Anakin. Aqui as intrigas ganham força, começa o romance entre Anakin e Padmé, Jango e Boba Fett aparecem na trama, assim como Sauron Conde Dooku (Dookan, em português, porque talvez alguém tenha lido Dô-o-ku e resolveu mudar) e o lado sombrio negro da força começa a aflorar no jovem padawan.

O filme não é muito ruim, mas é que poderia ser muito melhor. O romance do casal protagonista simplesmente não convence. O Anakin não teria passado numa audição pra Malhação, mas foi chamado para participar da continuação (ok, não é continuação, blá blá) da trilogia de maior sucesso da história do sistema solar.

No final do filme ainda vemos Yoda lutar contra Dooku. Lembro da minha reação quando vi no cinema: ‘WHOOOOOOAAAAAAH Q LOCO VÉIO~”

Ao final dos dois primeiros filmes, é inevitável pensar que tudo o que foi mostrado até este ponto serviu apenas para pavimentar o caminho até o episódio 3, que é o que todos, desde o início, queriam ver.

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Concluindo a trilogia de maior sucesso do cinema desde Star Wars, temos mais quatro horas de caminhada, batalhas, piadas ruins e homoafetividade hobbit. É o mais legal dos três filmes pois as cenas de ação e batalhas (as únicas realmente legais de toda a trilogia) estão em maior quantidade aqui. Mas isso não impede que sejamos obrigados a aguentar longas sequências do Gollum envenenando Frodo contra Sam, o amor platónico de Éowyn por Aragorn, e deste pela supostamente moribunda Arwen, e de mais cenas com as “desgraças em série” que citei no post anterior.

Mas a coisa que mais me chamou a atenção neste filme foi a infinidade de exemplos de deus ex machina, que você pode descobrir o que é, caso ainda não saiba, no Google. Alguns exemplos que lembro agora de cabeça (tem spoilers, who gives a fuck?):

1. Já sem exército nenhum para lutar contra os orcs, Aragorn subitamente lembra que existe uma civilização de espíritos amaldiçoados que esperam ser libertados para ter paz na morte. Eles fazem um acordo e ajudam os humanos na batalha, obtendo sua redenção ao final da luta.

2. Na última batalha, nos portões de Mordor, cercados por orcs, a guerra parece chegar em um final nada glorioso para os humanos. Eles vão lutando bravamente, aguentando o tranco, mas os Nazgul aparecem para piorar a situação. Seria este o fim da raça humana? Não, pois águias gigantes aparecem para duelar contra os Nazgul.

3. Depois de quase ter sido devorado por uma aranha gigante (babaquice do caralho essa aranha, hein?), Frodo foi capturado por orcs, que tomaram todos os seus pertences. TODOS. O anel? Sam havia pego sem que as câmeras mostrassem.

4. Nesta mesma parte do filme, quando centenas de orcs estavam no local em que Frodo havia sido levado, Sam tinha que salvar seu amigo. Mas como? Oras, inventaram uma briguinha entre os orcs que exterminou quase todos eles, restando apenas dois ou três para Sam matar.

Entre outros que não lembro agora.

Não quero tirar os méritos de Tolkien, porque deve ter sido foda inventar um monte de línguas, descrever diversos lugares e criaturas e essa coisa toda. Mas apesar de toda a grandiosidade da adaptação cinematográfica, a impressão que tive é de que a história não é nada além de bobinha.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Segunda parte da franquia que transformou muito marmanjo em ‘fã de Tolkien desde criancinha’ da noite para o dia, As Duas Torres recomeça de onde o seu antecessor havia parado, já com a tal sociedade do anel separada, Gandalf supostamente morto, o mal conquistando o mundo e essas besteiras todas. É já logo no começo do filme que Gollum dá as caras com a sua presença repugnante, que gera imitações toscas até hoje.

É nesse filme que as expressões faciais super convincentes do Frodo começam a ser mais frequentes (expressões que mais parecem Jizz in my Pants – procure no youtube), o olhar apaixonado de Sam já ultrapassa a tênue linha entre o bi-curious e o gay assumido e, em sua jornada, acontecem desastres em série (i.e.: o personagem foge de uma bola de fogo, cai num arbusto macio e se sente aliviado, então aparecem abelhas assassinas e ele corre até um lago, onde novamente se sente aliviado, mas só até aparecer um monstro gigante do lago e ir à sua caça etc etc etc).

Tirando as cenas de batalha, que achei bem feitas, todo o resto é uma grande palhaçada, com as piadinhas mais bobas para dar aquela acordada na galera do fundão, aquela “sinergia” forçada entre alguns personagens e, o pior de tudo: árvores que caminham. Puta negócio babaca, hein.

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Se O Senhor dos Anéis fosse um pódio em uma competição de tédio, a medalha de ouro iria para A Sociedade do Anel. Sem querer desmerecer os aspectos técnicos do filme (que já não parecem grande coisa depois de 10 anos), esta primeira parte da trilogia é sonolenta e chata, e tentei assistí-la algumas vezes nesses últimos anos, dormindo antes do fim das comemorações de 111 anos do Bilbo Bolseiro.

O filme trata da primeira parte da saga de Frodo para destruir o anel (“Um Anel” é o caralho), passando por um boteco onde conhece Aragorn e indo até a floresta dos elfos, onde é estabelecida a tal sociedade que dá título ao filme, com vários casaizinhos de bromance (Pippin/Merry, Legolas/Gimli e, surpresa, Frodo/Sam). Os nove da sociedade partem para uma jornada que viria a durar cerca de 11 horas, na versão extendida que assisti com a Sarah. Onze inacabáveis horas.

Entre algumas coisas babacas, destaco a senha para entrar na caverna dos anões. Que charada ridícula, hein?

Espero só assistir de novo essa trilogia quando ela for tão velha quanto Ben-Hur é hoje em dia.

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