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My Son, My Son, What Have Ye Done

Pra encerrar os comentários sobre os filmes vistos nesse último fim de semana, falo sobre este que é um dos filmes mais recentes do diretor Werner Herzog, e produzido pelo David Lynch. “My Son…” supostamente é baseado em fatos reais, o que não duvido, porque a história chega a ser chata, de tão simples, mas nunca é demais desconfiar desses filmes que tem a pretensão de parecerem baseados em histórias verídicas.

Este filme é sobre um assassinato ocorrido em San Diego, California, onde uma senhora foi apunhalada pelas costas com uma espada de samurai. O investigador interpretado por Willem Dafoe é chamado para investigar o caso pois o principal suspeito, o filho da vítima, aparentemente se trancou em casa com dois reféns.

O que se sucede é uma sequência de flashbacks narrados pela namorada do suspeito e pelo diretor de uma peça de teatro que o casal participava, falando sobre o comportamento atordoado e as atitudes suspeitas que ele vinha tendo nos últimos tempos.

Achei o filme tedioso e sem graça, a história não traz nada de novo e a parte técnica parece ter sido feita no piloto automático, sem ousadia e criatividade alguma. Você não vai perder nada se ignorar a existência desta obra.

(IMDb)

Party Monster

A importância de Party Monster deve-se, quase que exclusivamente, à exposição gerada pelo retorno de Macaulay Culkin ao ofício que o consagrou e o trouxe problemas a ponto de anunciar sua aposentadoria como ator ainda na adolescência.

Baseado na história real da cena clubber nova-iorquina dos anos 80 e 90, o filme conta a história de Michael Alig, um dos “Club Kids” mais importantes da cena, e como a vida desregrada e sem limites culminou com o assassinato do traficante que lhe vendia (aparentemente fiado) as drogas. O filme é baseado no livro lançado por James St. James, personagem que divide o “protagonismo” com Alig.

A história do filme é muito boa, e é uma lástima que seja desperdiçada por dois diretores tão pouco talentosos. Tudo no filme remete a um grande reality show nos moldes daqueles mais bestas da MTV (estilo 16 and Pregnant), e se alguém ainda ousar afirmar que é porque os diretores queriam dar um ar de documentário ao filme, o argumento vai por água abaixo ao constatar que poucos anos antes, os MESMOS realizadores lançaram um documentário sobre o tema.

Resumindo: o filme é uma bela porcaria e ainda desperdiça boas atuações com uma produção precária.

(IMDb)

Zodíaco

Na época do lançamento e durante muito tempo não me interessei por este filme por achar que se tratava de um assassino que planejava suas mortes baseado em signos, ou algo assim. Nem fazia ideia que se tratava de um caso real, e graças a isso a minha ignorância e pré-julgamento me impediram de ver este ótimo filme do igualmente ótimo David Fincher.

Para os que, como eu, ainda não viram e não sabem do que se trata, Zodíaco (Zodiac) foi um assassino da região sul da Califórnia que atuou entre o fim dos anos 60 e durante os anos 70, passando por momentos de ostracismo e outros de “volta à ativa”. Os crimes são investigados pelos departamentos de polícia de todas as cidades envolvidas, e as “guerras” de ego das instituições as impedem de colaborar com detalhes que uma sabe e as outras não, dificultando a investigação. Outra frente investigando os assassinatos é o jornal San Francisco Chronicle, através de seu repórter Paul Avery e, por último, uma investigação independente e, até certo ponto, amadora, levada adiante pelo cartunista Robert Graysmith, que acaba por ser o mais bem sucedido.

Em alguns detalhes da investigação eu realmente me perdi. Viajei, mesmo. Não sei se me distraí ou se algumas pontas ficaram mal explicadas, mas fiquei sem entender o ramo da investigação que estava apontando o projetista do cinema como suspeito, que levou o cartunista-investigador a visitar um informante em sua casa e sair aterrorizado de lá por encontrar algumas evidências que o qualificavam como outro possível suspeito.

De uma forma geral o filme é compreensível, mas detalhes como o que citei no parágrafo anterior acabam atrapalhando um pouco, o que não diminui a qualidade do filme.

(IMDb)

Psicopata Americano

Assisti há cerca de dois meses este filme sobre um jovem investidor de Wall Street vivendo sua vidinha glamourosa e falsa, enquanto pensamentos psicopatas o defrontam a todo momento. No início não estava entendendo muito bem o filme, pois ele usa de um tom que beira a comédia para tratar do sadismo do protagonista vivido por Christian Bale, um tom incondizente com o que era mostrado na tela. Somente no final do filme ficam claros os motivos para o uso dessa narrativa mais cômica.

Patrick Bateman (Bale) passa o filme inteiro em uma imensa disputa com os colegas de trabalho por status, seja ao conseguir fazer uma reserva no restaurante mais requisitado da cidade, seja na textura e na fonte utilizada nos cartões de visita, tudo é motivo para competição entre eles, o que acaba culminando na atitude extrema de Bateman, que leva um desses colegas para sair e, com ele já bêbado, leva-o para sua casa, onde o mata a machadadas, esconde o corpo e deixa uma mensagem na secretária eletrônica da vítima dizendo que esta havia viajado para a Europa (acho que era Londres, enfim, não faz diferença).

O resto do filme é uma sucessão de torturas, assassinatos e ataques de narcisismo do protagonista (o jeito como se olha no espelho enquanto faz sexo com uma prostituta é uma das partes mais engraçadas do filme).

Apesar de descrito no IMDb como Drama/Crime, o filme funciona mais como comédia (a menos que você seja uma freira), e vale muito a pena assistir.

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