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Matrix Revolutions

Entendo que era necessário trazer a batalha retratada em Matrix e Matrix Reloaded para o mundo real, fora dos domínios virtuais da Matrix, mas vejo isso como o principal motivo para Revolutions ter sido um completo fracasso, aliado a respostas pouco convincentes dadas aos mistérios que surgiram em Reloaded.

Acho que a grande sacada de Matrix foi trazer a ideia de “algo dentro de algo”, anos antes de A Origem popularizar o “sonho dentro do sonho”. Só isso pode explicar por que Neo conseguiu usar seus poderes da Matrix no mundo real. Quando o arquiteto explicou a Neo que praticamente todos os humanos aceitariam viver na Matrix, desde que tivessem a opção de desistir dessa condição no momento que bem entendessem, fica explícito (pelo menos para mim) que o mundo real é, na verdade, uma camada da Matrix onde os humanos acreditam estar vivendo no mundo real, quando na verdadade seus corpos vegetativos encontram-se em outra camada, sem causar problemas para a soberania das máquinas e softwares que os controlam.

Como falei nos posts sobre os filmes anteriores, os dois filmes que tornaram Matrix uma trilogia chamaram o espectador de burro quando este achava que tinha dominado o conhecimento sobre aquele universo. E ninguém quer ser xingado de animal de tração, certo?

É uma pena, portanto, que o terceiro filme tenha deixado a peteca cair. Não se trata de um filme de todo ruim, mas é evidente que a trilogia merecia um desfecho condizente com a qualidade, grandeza e complexidade dos dois filmes anteriores.

(IMDb)

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Cidade das Sombras

Durante muitos anos quis assistir este filme, não só pelos comentários positivos a seu respeito, mas também pelas semelhanças com Matrix, apontadas por muitas pessoas. Por ter sido lançado alguns meses antes, minha curiosidade aumentou ao ser informado de que a temática de ambos era, supostamente, parecida. Já digo que um filme não tem nada a ver com o outro. Existe uma semelhança aqui, outra ali, mas não são, nem de longe, parecidos.

Cidade das Sombras é um local misterioso, onde a memória de seus habitantes é objeto de experimentos de seres extra-terrestres, tornando-se impossível confiar em qualquer memória, seja ela a mais banal, como onde esteve no dia anterior, como as lembranças da infância e da família. Cabe a John Murdoch (Rufus Sewell) descobrir uma maneira de dar fim a esta situação imposta por essa estranha forma de vida que os domina e restabelecer a normalidade dos acontecimentos na Cidade das Sombras.

O filme é legal, mas já não consigo nem mesmo recordar muitos detalhes da trama. Mesmo fazendo alguns meses que o vi, se fosse um filme marcante, certamente eu lembraria de mais coisas.

(IMDb)

Mad Max 2: A Caçada Continua

(Em momentos como este me sinto idiota por ter optado por botar os títulos brasileiros dos filmes como título de cada post… mas prossigamos)

Comparado com o primeiro filme da trilogia, esta sequência é claramente agraciada por mais dólares, o que contribui demais com a parte técnica do filme.

As cenas de perseguição continuam ótimas, incluindo, neste filme, uma cena final de perseguição a um caminhão carregando uma carga com milhares de litros de combustível. (cof cof)

Como já devo ter dito algumas vezes neste blog, sou grande fã de filmes com futuro apocalíptico, e neste filme há todo tipo de ingrediente para se fazer uma boa obra do gênero: trairagem, anti-herói, vilões sadô-masô, perseguições, uma sociedade harmoniosa no meio do deserto prestes a ser destruída por constantes ataques e cenas de ação mil vezes melhores que 90% da merda computadorizada que se faz atualmente.

Antes de assistir aos filmes da trilogia eu imaginava que Mad Max fosse uma série um pouco mais “cabeça” do que a série posterior protagonizada por Mel Gibson, Máquina Mortífera, mas não é pecado nenhum incluí-los no mesmo saco de bons filmes de ação oitentistas.

Devo esperar mais alguns meses até surgir o interesse em ver Mad Max 3…

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