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Killshot – Tiro Certo

Começamos a assistir este filme ontem na Fox HD pela falta de opção melhor e acabamos indo até o fim. O filme me chamou a atenção, inicialmente, por ter dois atores que admiro: Mickey Rourke e Joseph Gordon-Levitt, mas isso não foi o suficiente para evitar que o filme fosse uma pequena porcaria.

Algo que considero imperdoável em filmes é a escalação de atores de um certo grupo étnico para interpretar personagens de outro grupo completamente distinto. Por exemplo: uma chinesa interpretando uma japonesa (e tendo que falar inglês com sotaque japonês) pode não chamar tanto a atenção a nós, ocidentais, como foi o caso de Ziyi Zhang em Memórias de uma Gueixa, mas com certeza foi um fato que não passou despercebido no país em que se situa a história. É o que acontece neste filme com Mickey Rourke, onde os realizadores do filme acharam que deixando o ator com cabelo comprido e uma trancinha, bastaria chamá-lo Black Bird para que ele automaticamente se passasse por um índio.

Killshot mostra a vida de Bird (Rourke), um assassino de aluguel, depois deste ter executado um trabalho para a máfia, mas matando, também, uma mulher que viu seu rosto e poderia reconhecê-lo no futuro. Acabou tornando-se persona non grata na máfia até que encontra um trombadinha (Ritchie, interpretado por Gordon-Levitt) cheio de si, que tenta aplicar o golpe no “índio” e, quando tudo indica que ele se daria mal, acabam ficando amigos e parceiros.

Aí reside outra falha do filme. Com a experiência que possuía, Bird se deixou envolver profissional e pessoalmente com alguém que evidentemente só viria a lhe causar problemas, sem oferecer nenhuma contrapartida que o beneficiasse de forma alguma. A desculpa do roteiro é que o trombadinha lembrava-o de seu irmão mais novo, de comportamento igualmente imbecil, que fora assassinado anos antes. Ora, o filme nem mesmo oferece uma justificativa convincente que explique o vínculo afetivo: em um momento Bird aponta a arma para Ritchie e no outro estão tomando café juntos e propondo uma aliança.

O filme segue com uma tentativa mal sucedida de extorsão a um corretor de imóveis que resulta no reconhecimento, pelas vítimas, do rosto de seus agressores. E o resto do filme é só o casal fugindo dos dois matadores, com algum drama conjugal no meio.

Com problemas tão básicos, este não é o tipo de filme que dê pra levar a sério.

(IMDb)

 

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Deixe Ela Entrar

Ontem percebi o tamanho do erro que cometi ao não dar atenção a este impressionante filme sueco, que já tem um remake americano, certamente feito com intenção de pegar carona na hype de Crepúsculo. Fiquei maravilhado pelo filme após assisti-lo ontem, mas lendo comentários sobre ele hoje foi onde me dei conta da densidade da história.

Contando a história de amor entre um menino que sofre com colegas bullies na escola e uma menina vampira, ao ser analisado superficialmente nos leva a imaginar que é somente disso que o filme trata, mas um olhar mais atento pode revelar muitos detalhes que enriquecem a narrativa. Não vou revelar esses detalhes aqui, mas para quem já viu o filme, recomendo a leitura da crítica do Pablo Villaça e a leitura do tópico no fórum do site Cinema em Cena, que ainda revela uma interpretação diferente do filme, onde Eli, a menina vampira, é apenas um reflexo da psicopatia que começa a aflorar em Oskar em sua infância.

Recomendo demais o filme.

(IMDb)

Segurando as Pontas

Típica comédia-de-maconheiro, este Segurando as Pontas, pelo menos, é muito engraçado. Colocando Seth Rogen (um baita loser, na casa dos 30, maconheiro, com um empreguinho e uma namorada colegial) e James Franco (o traficante dazárea) como amigos que se metem em “altas enrascadas” pelo testemunho de Rogen a um assassinato pelo chefão da máfia local.

Após Seth Rogen sair do local cantando pneu, o criminoso percebe que estava sendo observado e vai atrás dele, encontrando apenas a ponta do baseado que aquele deixara cair na fuga, e reconhece que trata-se de uma variedade que só um traficante na cidade comercializava, justamente o personagem de James Franco.

O filme é essa perseguição do início ao fim, culminando com o confronto final no local de plantio dos pés de maconha.

Engraçado, pode assistir.

Loft

O filme não é de todo ruim, mas a óbvia comparação com qualquer história da Agatha Christie, com um mistério a resolver durante todo o filme para no final reunir todos os envolvidos em uma sala para revelar a solução do crime (também cabe aqui uma comparação com Scooby Doo) só para a solução ser tão absurda com a única finalidade de jogar na cara do espectador que ele nunca pensaria naquilo.

Meus amigos, existe uma diferença gigante entre surpreender o espectador e fazê-lo de babaca, e filmes que transitam pela segunda opção me irritam demais.

Loft é um filme sobre cinco amigos, todos casados, que dividem um loft para que possam levar lá suas amantes sem precisar se preocupar com notas fiscais de motel no bolso da calça. Um dia, um deles entra no local e se depara com uma mulher morta e algemada na cama. Começa, então, uma série de flashbacks que termina com a conclusão dos amigos de qual seria o culpado. Acabou? Lógico que não. A partir daí entra a parte do filme que me irritou. Não entrarei em detalhes para o caso de alguém ler isso e se interessar em ver.

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