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Pecados Íntimos

Visto ano passado, com a Sarah, este ótimo filme foca a narrativa em um casal de amantes adúlteros, em um pequeno bairro residencial que, nos últimos tempos, anda meio assombrado pela presença de um homem recém saído da prisão por abuso de menores.

O casal em questão é formado por Sarah (uma dona de casa que recebe pouca atenção do marido, interpretada por Kate Winslet) e Brad (um desempregado, casado, que tem bastante tempo para passear com seu filho pelos parques e piscinas, interpretado por Patrick Wilson). Eles se conhecem um dia no parque, numa conversa casual, mas não tarda a se tornarem amantes, já que passam o dia todo juntos em função de seus filhos.

O outro foco da trama é Ronnie, um ex-presidiário, solto há pouco tempo após cumprir pena por se expor a um grupo de crianças. Ronnie é, visivelmente, uma pessoa perturbada, e procura, de várias formas, se integrar à sociedade, mas o comportamento dos que o cercam impossibilitam qualquer melhoria na sua psicopatologia.

O filme é muito bom, não só pela história e pelos temas que aborda, mas principalmente pelas atuações, que são acima da média.

(IMDb)

A Ponte

Outra “ideia de jerico” da Sarah, admito que não levava fé nesse filme, e acredito que ela mesma tinha suas dúvidas com relação a ele, mas superou muito as expectativas.

A Ponte é um documentário sobre os suicídios na Goden Gate Bridge, em San Francisco, California, ocorridos no ano de 2004. Nada de espetacular nisso, sem dúvida é interessante o suficiente, mas a ideia dos produtores ia além: passar o ano filmado, de longe, a ponte, para flagrar os suicidas em seu último ato em vida. Conseguiram filmagens de 23, dos 24 suicídios do período, e mostraram com detalhes as mortes daquelas pessoas.

Para completar, entrevistaram parentes e amigos dos falecidos (segundo o IMDb, sem que esses soubessem que a equipe tinha filmagens de seus entes se matando).

Além disso, o filme também fala de uma tentativa mal sucedida de suicídio de um rapaz, com entrevistas com toda a família e com o próprio. Tem também, mais brevemente, o caso de um transeunte que impediu uma mulher de cometer suicídio.

Vale muito a pena assistir, este documentário é edificante.

Eles

Assisti esse filme franco-romeno com a Sarah há algumas semanas e nossas reações foram completamente diferentes. Ela gostou bastante do filme, e eu, sinceramente, não vi grande coisa nele. “Eles” não tem nenhum defeito aparente: é bem filmado, a história funciona, mesmo sendo meio clichê, é bem interpretado… só não me inspirou muito, mesmo.

Acho que eu tenho uma preferência por terror inverossímil, como Poltergeist, que assistimos na mesma época e teve reações opostas. Deixarei para falar deste filme no próximo post.

Em suma, a melhor coisa deste filme é sua curta duração: pouco mais de uma hora. Admiro a humildade e bom senso de diretores que não tentam sobrevalorizar a história que têm em mãos. O roteiro de “Eles” era para um filme de uma hora e assim foi feito rigorosamente, e o resultado foi acima da média.

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