Arquivo da tag: 2002

A Identidade Bourne

a-identidade-bourneSerei breve pois já faz muitos meses que assisti este filme, mas é outro que não deve ficar de fora no meu blog pois certamente voltarei a assisti-lo e gostaria de ter o registro aqui para que possa comparar com minha reação no futuro.

A trilogia Bourne começou com este filme numa época em que Matt Damon estourava em Hollywood, mas tinha experiência zero em películas de ação. Felizmente o ator desempenhou com maestria seu papel, fazendo com que a franquia fosse responsável por avançar a um novo patamar no gênero, o que influenciou até mesmo a franquia mais prolífica do cinema, a de James Bond.

Neste filme, Jason Bourne é resgatado do mar por um barco pesqueiro e, sem saber nada sobre si mesmo, vai atrás das poucas pistas que tem para descobrir sua verdadeira identidade. Sendo perseguido durante todo o filme por pessoas que ele nem mesmo sabe quem são, Bourne acaba se relacionando com uma moça que topa fazer as vezes de chofer, sem saber direito no que estava se metendo.

Com cortes rápidos, cenas de ação muito bem coreografadas, um personagem carismático e genuinamente ingênuo perante a situação em que se encontrava, A Identidade Bourne foi um começo de tirar o fôlego para a trilogia que renovou todo um gênero.

(PS: sim, já existe um quarto filme da franquia, mas acho que todo mundo concorda que ele foge um pouco da história dos três primeiros)

(IMDb)

Anúncios

Fale com Ela

A Sarah e eu ficamos empolgados com o filme mais recente do Almodóvar, A Pele que Habito, e resolvemos assistir outro, sendo este Fale com Ela o escolhido. A escolha foi meio aleatória, este foi o primeiro filme do diretor que fui pesquisar no IMDb, me interessei pela sinopse e já na mesma noite estávamos assistindo-o.

Fale com Ela é uma história de dois homens que desenvolvem uma amizade quando ambos têm suas namoradas (ou quase isso) em coma no mesmo hospital. Benigno já está há quatro anos cuidando de Alicia, passando várias horas por dia ao seu lado, conversando com ela, fazendo massagens, higienizando-a etc. Sua devoção pela moça não deixa dúvidas de que é apaixonado por ela, mas é evidente, também, que há algo excêntrico naquela relação. O outro homem é Marco, um jornalista que se envolve com Lydia, uma toureira que passa por um momento conturbado na carreira e na vida, resultando em um acidente que a deixa em coma, e é onde ambos os homens se conhecem e se tornam amigos.

Com uma união perfeita entre um bom roteiro e boas atuações, o filme tem enorme êxito ao, por exemplo, abordar temas como a descoberta da sexualidade de Benigno e a solidão e sensibilidade de Marco, que perde as duas únicas pessoas do filme a quem amou só para, nos instantes finais, reencontrar este sentimento em outra pessoa.

(IMDb)

Fuga Desenfreada

Outro filme visto em 2011, mas nem dá muita vontade de comentar porque não vi a menor graça, e isso é um problema se o filme em questão é uma comédia.

O que nos chamou a atenção foi a participação de Jake Gyllenhaal, já que é um ator de quem gostamos e geralmente gostamos dos filmes em que ele atua, mas não foi o caso deste, protagonizado por Jared Leto, que conta a história desses dois amigos, sendo este último um limpador de piscinas mulherengo (ele é chamado pelos amigos de “the god of fuck”) que se envolve com a mulher piranha de um ricaço e, junto com o amigo vivido por Gyllenhaal, fogem em direção a Seattle.

Fuga Desenfreada se passa na época da morte de Kurt Cobain, lá pelo auge do grunge e da cena de Seattle de forma geral, mas a escolha da cidade como destino da fuga, na verdade, foi motivada pelo amor (completamente infundado) do personagem de Gyllenhaal por uma garota que havia se mudado para lá anos antes (sendo que ele nunca deixa claro para o amigo que é esse o motivo, o que acaba sendo o pivô do desentendimento entre eles no final do filme, um clichê necessário para a fórmula de sucesso de qualquer comédia).

Não acho que ver este filme vá acrescentar algo na vida de ninguém, tive até que dar uma lida no plot pra lembrar de algumas coisas só para escrever este textinho, mas vale a pena assistir só pra ver as enrascadas que atores consagrados se metem no início de carreira.

(IMDb)

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

Neste filme as coisas já começam a melhorar, apesar da presença de um dos piores atores que tive o desprazer de ver em um filme, Hayden Christensen, o Anakin. Aqui as intrigas ganham força, começa o romance entre Anakin e Padmé, Jango e Boba Fett aparecem na trama, assim como Sauron Conde Dooku (Dookan, em português, porque talvez alguém tenha lido Dô-o-ku e resolveu mudar) e o lado sombrio negro da força começa a aflorar no jovem padawan.

O filme não é muito ruim, mas é que poderia ser muito melhor. O romance do casal protagonista simplesmente não convence. O Anakin não teria passado numa audição pra Malhação, mas foi chamado para participar da continuação (ok, não é continuação, blá blá) da trilogia de maior sucesso da história do sistema solar.

No final do filme ainda vemos Yoda lutar contra Dooku. Lembro da minha reação quando vi no cinema: ‘WHOOOOOOAAAAAAH Q LOCO VÉIO~”

Ao final dos dois primeiros filmes, é inevitável pensar que tudo o que foi mostrado até este ponto serviu apenas para pavimentar o caminho até o episódio 3, que é o que todos, desde o início, queriam ver.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Segunda parte da franquia que transformou muito marmanjo em ‘fã de Tolkien desde criancinha’ da noite para o dia, As Duas Torres recomeça de onde o seu antecessor havia parado, já com a tal sociedade do anel separada, Gandalf supostamente morto, o mal conquistando o mundo e essas besteiras todas. É já logo no começo do filme que Gollum dá as caras com a sua presença repugnante, que gera imitações toscas até hoje.

É nesse filme que as expressões faciais super convincentes do Frodo começam a ser mais frequentes (expressões que mais parecem Jizz in my Pants – procure no youtube), o olhar apaixonado de Sam já ultrapassa a tênue linha entre o bi-curious e o gay assumido e, em sua jornada, acontecem desastres em série (i.e.: o personagem foge de uma bola de fogo, cai num arbusto macio e se sente aliviado, então aparecem abelhas assassinas e ele corre até um lago, onde novamente se sente aliviado, mas só até aparecer um monstro gigante do lago e ir à sua caça etc etc etc).

Tirando as cenas de batalha, que achei bem feitas, todo o resto é uma grande palhaçada, com as piadinhas mais bobas para dar aquela acordada na galera do fundão, aquela “sinergia” forçada entre alguns personagens e, o pior de tudo: árvores que caminham. Puta negócio babaca, hein.

Horror

A Sarah tinha assistido a um pedaço desse filme há alguns anos na TV à cabo e, por causa da aparição de um bode macabro, sugeriu que assistíssemos. O tal bode é mesmo um elemento curioso no filme, ele aparece com aquela habitual cara que os bodes têm, ou seja, não é realmente algo que seja capaz de assustar, mas o diretor faz uma montagem meio (completamente?) tosca, de modo que a câmera se movimenta rapidamente em direção ao bode para dar a impressão que ele está vindo mais rapidamente em direção à tela, mas o resultado é realmente ruim.

Não lembro direito sobre o que fala o filme, até porque é um filme bem fraquinho, mas foi capaz de me entreter enquanto assistia, então tá valendo.

Duvido que algém se interesse por esse filme, mas já adianto que ele levou uns 6 meses pra ser baixado via torrent.

Equilibrium

Equilibrium é um filme com certo potencial, até bem executado, mas peca por ser meio óbvio e por tentar se parecer com Matrix. Coloque óculos escuros modernosos no protagonista John Preston (Bale) e o verão transformar-se em Neo, com direito ao mesmo cabelo lambido e lutas coreografadas. Isso sem mencionar a trama, igualmente crítica ao “sistema”.

Deixando de lado as comparações, o filme trata de uma sociedade sob o controle de um regime opressor, que obriga as pessoas a tomarem um remédio que as inibe de ter sentimento com a desculpa de que isso as impede de pensar e fazer coisas ruins – e creditam a isso um período de paz inabalável no mundo, sem guerras e essas coisas. O protagonista faz parte de um grupo de busca a rebeldes que se recusam a adaptar-se a esse sistema. Ah, esqueci de falar que eles também não podem ler livros, ouvir música, ver filmes, apreciar obras de arte e essas coisas. Eles destroem esse tipo de futilidade. E sim, eu, você e todo mundo já viu isso em meia dúzia de outras histórias.

John Preston, nosso destemido heroi, acidentalmente deixa de tomar sua pílula e decide parar de vez de tomá-las, que é onde as fatos começam a ocorrer. Não vou me aprofundar porque, convenhamos, todo mundo já sabe o fim da história.

%d blogueiros gostam disto: