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Stranded

strandedAté onde o IMDb foi capaz de me informar, o filme não tem título em português, mas provavelmente seria traduzido como Náufragos.

Assistimos no Netflix este filme espanhol sobre um “naufrágio” na primeira missão tripulada a Marte, e até boa parte do filme pode-se dizer que ele é muito bom. O ambiente inóspito é bem caracterizado e as dificuldades de relacionamento advindas da situação em que se encontram os sobreviventes é verossímil, mas a parte final é difícil de engolir. Parece feito sob medida para fãs de ufologia. Descartável.

Curiosidades: o filme conta com Maria de Medeiros, a famosa “quem” que foi mulher do Bruce Willis em Pulp Fiction, e Johnny Ramone, num cameo, poucos anos antes de sua morte.

(IMDb)

(esta é mais uma resenha curta pelos motivos expostos aqui)

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E Sua Mãe Também

Lembro que lá por 2004 ou 2005, este filme esteve em exibição durante várias semanas em algum canal de TV a cabo (possivelmente a Fox) e, na época, não tive o menor interesse em assistir, nem mesmo procurei saber do que se tratava. Eu tinha a cabeça meio fechada para alguns centros cinematográficos, e sendo este um filme falado em espanhol, já o coloquei na lista dos que não me intgeressavam (assim como vários outros).

Eis que, em 2012, finalmente assisto E Sua Mãe Também, um desses filmes que não dá pra dizer que é drama, porque te faz rir o filme inteiro, mas não dá pra dizer que é comédia, porque te deprime no final, mas é um belo filme, sobre dois amigos adolescentes que, quando suas namoradas viajam para a Europa nas férias, passam a viver um certo tédio sexual que os leva a “atirar para todos os lados” em busca de sexo, até que surge Luisa, uma espanhola já nos seus 30 e poucos anos que, traída pelo marido, aceita o convite que estes haviam feito em uma festa de casamento para viajarem a uma praia deserta na costa do México.

O filme trata dessa relação entre os dois melhores amigos e a mulher entre eles, onde ela está sempre dividida entre momentos de porra-louquice com os garotos e de tristeza quando está sozinha e eles, apesar da empolgação com a situação, estão prestes a ter sua amizade posta à prova por revelações e atitudes de ambos.

(IMDb)

Tape

Assisti com a Sarah no ano passado, na mesma semana que assistimos The Man from Earth, ou seja, tínhamos acabado de ler uma lista com os melhores filmes que se passam em um só ambiente, e Tape estava entre eles.

O cômodo em que o filme se passa é um pequeno quarto de hotel, onde dois velhos amigos se reencontram. Um deles, um boa vida, beberrão, agressivo e usuário de drogas; o outro, mais comedido, é um aspirante a cineasta, que está na cidade para participar de um festival. Durante muito tempo o filme é apenas sobre os dois “lavando roupa suja” da época de adolescência, até que um assunto “tabu” vem à tona, e o assunto envolve Amy, uma mulher que, por algum motivo, tem uma relação fria com eles, mas vai até o local para participar do encontro.

Tape tem esse nome porque Vince (o agressivo) pressiona Jon a falar sobre o tal assunto só para, momentos depois de conseguir o que queria, revelar que estavam sendo filmados por uma câmera escondida, e a fita vira objeto de chantagem.

O filme tem momentos um pouco tediosos, mas de uma forma geral é muito interessante. Não gostaria de assisti-lo novamente tão cedo, mas não me arrependo de tê-lo assistido dessa vez, pois considerei uma boa experiência.

(IMDb)

Tolerância Zero

Outro filme com o Ryan Gosling que vi com a Sarah no ano passado. Acho que se não fosse por ela, eu provavelmente ainda olharia pra esse ator com aquela cara de “quem é esse mesmo?, eu já o vi em algum filme antes”, mas o fato é que trata-se de um ator muito bom, e tem se dado consideravelmente bem nos filmes em que resolve trabalhar.

Não é o caso deste “Tolerância Zero”, um dos primeiros filmes de sua carreira adulta, que achei particularmente uma bosta. Conta a história de um jovem neo-nazista que começa a ganhar certa notoriedade em grupos de extrema direita ao sugerir a retomada de métodos mais violentos contra os grupos por eles combatidos.

Isso não chega a ser um spoiler, mas revela-se que o próprio Gosling é um “ex-judeu” no filme, o que acaba por causar uma certa crise existencial, levando a algumas situações tensas com seus companheiros, como quando invadem uma sinagoga para vandalizar o lugar e o protagonista impede o grupo de avacalhar com a torá.

Achei o filme fraco, e nem é pelo meu desinteresse pelo tema, mas sim pelo filme em si. Acho que daria pra fazer algo muito melhor.

(IMDb)

Os Outros

No ano passado, quando escrevi sobre Clube da Luta, falei daquela sensação que você só tem ao assistir filmes como aquele pela primeira vez. Era um filme surpreendente, e ao chegar ao final, você sabia que ele nunca mais te surpreenderia.

É exatamente a mesma coisa que aconteceu nesta minha segunda sessão de Os Outros. Alguns detalhes eu já não lembrava, mas o principal, o segredo, a surpresa, isso é algo que eu nunca voltarei a ter assistindo a este filme.

O lado positivo disso é que, normalmente, um diretor que planeja um final surpreendente espalha pistas ao longo do filme, e quando este acaba, você invariavelmente lembra de algumas delas e se sente meio trouxa por não ter percebido antes. Só que estas são apenas uma pequena parte das pistas, o que nos dá a oportunidade de ver novamente, e mais vezes, até perceber detalhes sutis que haviam sido ignorados nas vezes anteriores.

É bem verdade que Os Outros não tem metade do requinte de Clube da Luta, optando muitas vezes por mostrar de forma exagerada que “algo” está errado, como na cena em que o jardineiro trabalha para ocultar um pequeno cemitério, ou com as expressões que a governanta faz quando a protagonista descobre que uma carta nunca havia sido enviada. Aqui, o diretor faz questão de deixar explícito que há um segredo a ser descoberto. Em Clube da Luta, o diretor fazia o máximo para esconder este segredo até o fim.

Os Outros é um ótimo filme, bem produzido e interpretado, e acho-o um dos melhores do gênero na década que passou. Recomendo.

(IMDb)

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Se O Senhor dos Anéis fosse um pódio em uma competição de tédio, a medalha de ouro iria para A Sociedade do Anel. Sem querer desmerecer os aspectos técnicos do filme (que já não parecem grande coisa depois de 10 anos), esta primeira parte da trilogia é sonolenta e chata, e tentei assistí-la algumas vezes nesses últimos anos, dormindo antes do fim das comemorações de 111 anos do Bilbo Bolseiro.

O filme trata da primeira parte da saga de Frodo para destruir o anel (“Um Anel” é o caralho), passando por um boteco onde conhece Aragorn e indo até a floresta dos elfos, onde é estabelecida a tal sociedade que dá título ao filme, com vários casaizinhos de bromance (Pippin/Merry, Legolas/Gimli e, surpresa, Frodo/Sam). Os nove da sociedade partem para uma jornada que viria a durar cerca de 11 horas, na versão extendida que assisti com a Sarah. Onze inacabáveis horas.

Entre algumas coisas babacas, destaco a senha para entrar na caverna dos anões. Que charada ridícula, hein?

Espero só assistir de novo essa trilogia quando ela for tão velha quanto Ben-Hur é hoje em dia.

Donnie Darko

Já vi Donnie Darko algumas vezes, e em cada uma delas tive opiniões diferentes, ou complementares, sobre sua história. Acho que é um filme que já caiu no gosto popular e seu enredo não deve ser novidade para ninguém, mas não custa falar sobre o enredo, ambientado no final dos anos 80, que trata de um jovem, aparentemente sonâmbulo, que um dia é acordado por uma espécie de alunicação que o leva para longe de casa enquanto uma turbina de avião cai exatamente em seu quarto, o que teria causado sua morte se lá estivesse. O mistério envolvendo a queda da turbina (que ninguém sabe de onde veio, já que nenhum avião relatou acidente algum) logo revela envolver viagem no tempo e buracos de minhoca, conceitos da física teórica que, aqui neste filme, se misturam com um pouco de ficção.

Não há muito mais que possa ser dito sem comprometer a experiência de quem ainda não assistiu, mas é uma ótima experiência, com uma ideia muito mais madura que o fraco Efeito Borboleta, por exemplo, um filme lançado mais ou mesmo na mesma época e que, de semelhante, tem o conceito de volta ao passado para a tomada de atitude que visa mudar o futuro abrindo mão de algumas coisas por um bem maior.

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