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Meu Vizinho Mafioso

meu-vizinho-mafiosoComediazinha light estrelada por um carismático Bruce Willis no papel de Jimmy Tudeski, um assassino de aluguel que, após cinco anos preso, se muda para o Canadá, justamente para a casa ao lado da residência do dentista Oz, interpretado pelo ex-Friends Matthew Perry, que se revela aqui um péssimo ator. O personagem dele em Friends é o meu favorito da série (empatado com o Ross de David Schwimmer), e Oz é um personagem relativamente semelhante a Chandler, mas de alguma forma ele está péssimo no papel.

Vivendo com a esposa e a sogra, Oz revela à sua assistente que ele vale mais vivo do que morto, devido ao seguro de vida que possui, e isso acaba fazendo com que sua esposa, que o odeia, o coloque numa situação de risco para ser assassinado pelo novo vizinho, mandando o marido a Chicago para revelar à máfia local o paradeiro do exilado assassino.

Com um tom leve, em que mesmo os bandidos mais perigosos têm um comportamento bem “família”, conquistando a simpatia do público, a comédia arranca algumas risadas, mas também causa certo constrangimento quando se aproxima do final, com declarações de amor que parecem ter sido escritas por uma menina de oito anos, além da evidente ameaça de morte de alguns personagens, que em momento algum consegue ser minimamente ameaçadora.

Eu achava que tinha visto este filme na Globo, mas acho que me enganei, pois há uma cena-chave em que uma das personagens principais aparece seminua durante um bom tempo, sem possibilidade de cortar as cenas sem prejudicar o andamento do filme. Provavelmente o filme que vi foi a sequência deste, que não tenho mais vontade nenhuma de assistir.

(IMDb)

A Cela

a-celaJá faz mais de um ano que vi este filme com a Sarah, mas já que estou numa nova onda de empolgação para escrever nesta pocilga, vou alternando entre filmes que vi recentemente e filmes que ficaram no limbo durante meses, o que é o caso deste A Cela, estrelado pela Jennifer Lopez quando esta desfrutava de seu prestígio na indústria da música enquanto partifipava de filmes ruins.

Não é o caso deste, já que A Cela, mesmo não sendo um filme ótimo, pelo menos apresenta algo relevante em sua estética e envolve um conceito que se parece um pouco com o que Christopher Nolan faria anos mais tarde em A Origem.

Admito que lembro de poucas coisas do filme, mas o conceito a que me referi no parágrafo anterior diz respeito a uma pessoa entrar na mente de outra para obter informações, como faz Jennifer Lopez ao aceitar participar desta investigação usando a nova tecnologia, entrando na mente de um serial killer em estado de coma para tentar descobrir onde este escondeu sua última vítima, antes que esta morra.

A ideia é, de certa forma, desperdiçada em um filme mediano, digno de Super Cine, mas que superou minhas expectativas (que eram as piores possíveis).

(IMDb)

Réquiem Para um Sonho

Depois de sua estreia com Pi, Darren Aronofsky lançou o filme que o situou entre os diretores mais promissores desta época, um drama sobre drogas e outros vícios e as suas consequências para as pessoas envolvidas direta e indiretamente.

Réquiem para um sonho foca a narrativa na família Goldfarb: a mãe, Sara (Ellen Burstyn) é uma senhora solitária viciada em programas de auditório que, após ser convidada a participar de seu programa favorito, decide que precisa emagrecer e apela para o uso de anfetaminas. O filho, Harry (Jared Leto), é um garoto problemático, envolvido com o uso de drogas pesadas e que, logo no início do filme, já nos mostra de onde tira o dinheiro para sustentar seu vício: frequentemente vende a TV da mãe para um conhecido, só para, mais tarde, sua mãe comprá-la de volta e tornar possível que o ciclo continue.

O filme acompanha a trajetória de ambos afundando-se cada vez mais nas drogas até que cheguem a um fim trágico, que não necessariamente é a morte. Junto com Harry, sua namorada, Marion (Jennifer Connelly) e seu amigo, Tyrone (Marlon Wayans) o acompanham na jornada psicotrópica.

O filme é muito bem realizado, a agonia é constante e eu, mesmo não sendo muito fã de dramas sobre uso de drogas, gostei demais.

(Filme visto em 2011)

(IMDb)

A Tormenta de Espadas (As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro Três)

Quando vi que se tratava de um livro de quase 900 páginas, levei um susto. Mas ao começar a lê-lo, fiquei surpreso com a manutenção da qualidade da narrativa, a fluidez da leitura e a inserção de novos elementos de forma natural à trama.

Infelizmente, por ser um idiota ansioso, antecipei algum dos acontecimentos deste livro lendo alguns spoilers pela internet. Tive que prometer a mim mesmo não repetir esta atitude ridícula, que acabou subtraindo alguns momentos de apreensão da minha experiência com a história.

George R. R. Martin compartilha uma característica interessante com Quentin Tarantino, que ajuda a distanciá-lo da fantasia ingênua de Tolkien: o total desapego aos personagens que cria. Sem medo de matá-los, de desfigurar seus rostos, de humilhá-los e de cortar a mão “boa” da espada, mesmo tratando-se de livros de fantasia, vemos realidade na história.

Neste livro acompanhamos a ascenção de Daenerys em Essos, o destino do reino do Norte, de seus clãs e da própria Winterfell, a defesa da Muralha com uma ajuda inesperada e também, é claro, todo o jogo de intrigas e traições em todos os outros pontos de Westeros.

Para mim, até agora, o melhor livro das Crônicas de Gelo e Fogo.

Psicopata Americano

Assisti há cerca de dois meses este filme sobre um jovem investidor de Wall Street vivendo sua vidinha glamourosa e falsa, enquanto pensamentos psicopatas o defrontam a todo momento. No início não estava entendendo muito bem o filme, pois ele usa de um tom que beira a comédia para tratar do sadismo do protagonista vivido por Christian Bale, um tom incondizente com o que era mostrado na tela. Somente no final do filme ficam claros os motivos para o uso dessa narrativa mais cômica.

Patrick Bateman (Bale) passa o filme inteiro em uma imensa disputa com os colegas de trabalho por status, seja ao conseguir fazer uma reserva no restaurante mais requisitado da cidade, seja na textura e na fonte utilizada nos cartões de visita, tudo é motivo para competição entre eles, o que acaba culminando na atitude extrema de Bateman, que leva um desses colegas para sair e, com ele já bêbado, leva-o para sua casa, onde o mata a machadadas, esconde o corpo e deixa uma mensagem na secretária eletrônica da vítima dizendo que esta havia viajado para a Europa (acho que era Londres, enfim, não faz diferença).

O resto do filme é uma sucessão de torturas, assassinatos e ataques de narcisismo do protagonista (o jeito como se olha no espelho enquanto faz sexo com uma prostituta é uma das partes mais engraçadas do filme).

Apesar de descrito no IMDb como Drama/Crime, o filme funciona mais como comédia (a menos que você seja uma freira), e vale muito a pena assistir.

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