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Stargate – A Chave para o Futuro da Humanidade

stargateJá faz uns meses que assisti a este clássico da ficção científica brega noventista, então este post será mais breve do que eu inicialmente gostaria que fosse, já que foi um filme que gostei bastante e que até hoje faz parte das minhas boas lembranças da infância.

Basicamente, Stargate fala sobre como um portal de teletransporte foi descoberto por historiadores e, assim que souberam como fazê-lo funcionar, um grupo de exploradores o atravessa e vai parar em outro planeta, com características muito semelhantes à mitologia do antigo Egito. A trama, que deve ser o sonho molhado do Giorgio Tsoukalos, é simples, mas foi capaz de gerar um universo grandioso explorado em diversas séries de TV, bem como uma legião de fãs.

Não acho que seja pra tanto. Como falei, gosto do filme, apesar de dar corda para teorias malucas de alienígenas construindo pirâmides, mas seu roteiro já mal consegue dar conta de cobrir as duas horas de filme.

Stargate tem aquele visual cafona com os efeitos especiais precários do início dos anos 90, fazendo com que uma hipotética aparição da Xuxa cantando Lua de Cristal fosse algo pouco surpreendente. As atuações são corretas, e a trilha sonora não é grande coisa.

Uma curiosidade, só pra aumentar o tamanho do post: o ator que interpreta o deus Ra havia sido nomeado ao Oscar dois anos antes, e depois participou deste filme, que não pode ser considerado um fracasso. E depois disso abandonou a carreira de ator. Então tá.

(IMDb)

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O Profissional

o-profissionalEstreia da Natalie Portman no cinema, este ótimo filme do diretor francês Luc Besson conta a história de Léon (Jean Reno), um assassino profissional que imigrou aos EUA e foi acolhido por um líder da máfia para realizar seu honesto serviço de dar cabo em almas indesejadas, afinal, todo trabalho dignifica o homem, certo?

Desde o inicio apresentando o protagonista como um homem solitário e com certas manias que só entende quem é ou já foi pelo menos um pouco anti-social, o filme mostra como a menina Mathilda, cujos pais e irmãos foram assassinados devido ao tráfico de drogas, acabou sendo acolhida por Léon (a contragosto deste, diga-se) e a relação de ambos enquanto ela tentava se preparar para tornar-se, também, uma assassina de aluguel.

Natalie Portman tinha cerca de 12 anos na época do filme, e além de aparecer fumando em algumas cenas (ok, só aparece ela botando o cigarro na boca, mas nunca se vê o ato de tragar, ou de assoprar a fumaça), há uma tensão sexual enorme entre ela e Léon, atenuada apenas pelo claro desinteresse dele na menina. Aliás, a ingenuidade e ignorância do personagem sugere que ele possa até mesmo ter uma deficiência intelectual em algum baixo grau, por exemplo, ao acreditar, sem nem mesmo achar estranho, que Mathilda tenha 18 anos, como esta alegava, ou por ser analfabeto, ou enfim, ao confiar todo seu dinheiro ao mafioso que o acolheu, sem nem mesmo tomar nota dos valores, provavelmente já tendo esquecido de quantas vidas tirou.

Apesar do treinamento dado por Léon, do sentimento de vingança que a movia e do amadurecimento precoce da personagem (lembrando, de certa forma, a personagem de Jodie Foster em Taxi Driver, e sua relação com Travis Bickle), ao final, a inocência de Mathilda prevalece, com esta se resignando-se e desistindo da até então sonhada carreira de assassina e voltando à escola que abandonara meses antes (onde chegou a dizer para a diretora que estava morta, ao se passar por sua mãe – ou madrasta? – ao telefone).

Grande início de carreira da consagrada atriz Natalie Portman, que em seguida ainda faria Fogo Contra Fogo (dividindo a tela com nada menos que Al Pacino e Robert Deniro), ótima atuação de Jean Reno (honestamente, não o considero grande coisa como ator, mas o papel lhe caiu muito bem), além da primorosa participação de Gary Oldman, em mais um dos antagonistas que marcaram aquela fase de sua carreira.

(IMDb)

Os Cabeça-de-Vento

Esse nós também vimos na mesma época de O Corvo, foi outro filme que a Sarah via com certa frequencia, mas eu lembrava de pouca coisa.

O filme é sobre três amigos que têm uma banda paralela aos seus sub-empregos, e tentam de tudo para conseguir um contrato com uma gravadora, na época em que ainda era essencial para uma banda fazer esse tipo de contrato se quisessem ser uma banda grande. Fracasso após fracasso, eles acabam invadindo uma estação de rádio e fazendo todos reféns com armas de plástico, até que o filme termina naquele jeitão “deixa pra lá, foi só um mal entendido, vamos curtir um show de rock”.

Não gostei muito do filme, e não sei se o assistiria de novo…

(IMDb)

O Corvo

O único motivo que eu vejo para que O Corvo ainda tenha alguma relevância nos dias de hoje são as circunstâncias que envolveram a morte do protagonista (e filho de Bruce) Brandon Lee. Se é que essa relevância existe, mesmo. Assisti com a Sarah, já que era um filme que ela assistia muito quando criança, e eu também havia assistido fragmentos do filme algumas vezes, mas não lembrava de muita coisa.

O Corvo é um filme bobo, e é surpreendente imaginar que conseguiram fazer mais alguns filmes do personagem, apenas mudando o homem que viria a se tornar o corvo, mas mantendo a mesma história. Trata-se de um homem atacado por uma gangue que mata a ele e sua namorada. Só que um corvo pousa sobre sua lápide e lhe devolve a vida, para que possa ceifar as dos que o mataram. E o resto do filme é só ele correndo atrás da gangue que o matou, matando um a um, sempre acompanhado de seu novo corvo de estimação.

Pra história não ficar tão rasa, tem uma menininha que era amiga do casal morto e ficou desamparada pela morte dos dois, já que teria que se sujeitar a vida com sua mãe, uma drogada que namorava um dos caras da gangue. E pro público não o achar um egoísta por matar apenas os membros da gangue que participaram de seu assassinato, ele mata o chefão da máfia local e restabelece, pelo menos momentaneamente, a paz na cidade.

Contei o final do filme, mas foda-se, porque você não vai querer ver, mesmo.

(IMDb)

Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros

Disputando com Esqueceram de Mim o título de “Filme que o Eric viu mais vezes na infância”, Debi & Lóide é só alegria e nostalgia. Foram algumas tentativas de convencer a Sarah a assistir comigo até que ontem, finalmente, ela cedeu.

Acho que os dois filmes que citei acima são os únicos que, por questões pessoais, eu preferiria assistir dublados, pois foi assim que eu cresci assistindo (na Globo, quase sempre) e em português que decorei os diálogos. Mas isso é só um detalhe, e a experiência de rever Debi & Lóide, mesmo legendado, foi ótima.

A história do filme nem precisa ser comentada, né? A primeira metade é uma típica road trip, e a segunda parte é a vida de reis que os dois passaram a ter em Aspen quando abriram a maleta cheia de dinheiro. Tudo com piadas bobas, mas muito engraçadas (talvez eu as ache mais engraçadas do que realmente são, mas não me importo em parecer um idiota, nesse caso).

Don Juan DeMarco

Vi este filme com a Sarah, já faz um tempinho, e escrevo agora só pra deixar registrado. É um filme bobinho, sobre um homem (Depp) que acha que é Don Juan, que já dormiu com milhares de mulheres, e é preso em um hospício ao tentar se matar. Nessa clínica ele é atendido por um médico que começa a ouvir suas histórias e começa a se questionar sobre a veracidade das mesmas, sendo “infectado” pela aparente loucura do rapaz.

O filme não tem nada de errado, segue a cartilha dos romances tradicionais (todo homem é romântico + toda mulher é carente = perfect match) mas como eu falei, é bobo.

Ao final não tenta-se deixar um mistério sobre a identidade do rapaz. Seria ele, realmente, Don Juan DeMarco? Quem se importa?

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