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Loucademia de Polícia

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Comentário curtinho só pra não deixar essa porra morrer. Assisti no fim de semana mais um clássico do humor oitentista, Loucademia de Polícia, que acabou originando diversas sequências e uma série de TV. O filme é engraçado, mas acho que vê-lo sóbrio fez mal à experiência, e este é um erro que não pretendo cometer com os outros filmes da franquia, se é que um dia terei paciência para assisti-los.

Este primeiro filme foca no treinamento que um grupo de pessoas totalmente inaptas ao serviço policial é submetido após a aprovação de uma lei que impede a corporação policial de barrar a entrada de candidatos fora do perfil ideal à academia. Todo tipo de gente aparece lá pelos mais variados motivos, transformando o lugar numa academia LOUCA, ou LOUCADEMIA, se é que ainda não sacaram o título do filme nesses anos todos.

(IMDb)

 

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2010 – O Ano Em Que Faremos Contato

2010Assisti no fim de semana com a Sarah esta continuação de 2001, certamente sem esperar um material com a mesma qualidade do filme do Stanley Kubrick lançado 16 anos antes. Há anos tinha vontade de assisti-lo, e minha intenção era fazê-lo numa sessão dupla, mas até gostei de não ter posto em prática minha ideia pois evidenciaria ainda mais o abismo que separa o primeiro do segundo filme. Aviso desde já que filme com mais de 10 anos não tem spoiler, detalhes da trama serão abordados e as reclamações devem ser endereçadas ao meu dedo do meio.

2010 começa com um encontro entre um cientista soviético e um americano, com ambos demonstrando interesse em ir até a órbita de Júpiter para investigar os fatos ocorridos com a nave Discovery, sua tripulação e o computador de bordo HAL-9000 (chamar o HAL de computador de bordo nos dias de hoje chega a ser um insulto à máquina com vida própria concebida por Arthur C. Clarke). Acabam indo numa nave soviética, numa até então inédita parceria das rivais URSS e EUA (e o filme deve ser encarado como um produto de seu tempo, já que não vivemos mais num mundo bipolarizado e muitos dos detalhes do filme simplesmente não se encaixariam no atual cenário diplomático mundial), com astronautas e cosmonautas dividindo aquele espaço até chegarem ao seu destino.

Particularmente, certos detalhes do filme de 1968 mereciam permanecer inexplicados, como o motivo da falha de HAL, que acabou ganhando uma explicação técnica e foi uma das minhas maiores brochadas cinematográficas (primeiro achamos que HAL é um computador tão foda que passou a ter vontade própria, e depois ele passa a ser algo tão medíocre que, ao receber duas ordens conflitantes, dá pane).

Tirando situações como essa e focando na história, o filme tem seus méritos. Muito otimista, 2010 já conta com um trabalho cooperativo entre as duas potências da Guerra Fria. O próprio surgimento de outro planeta habitado no Sistema Solar (na verdade seria um Sistema Jupteriano), apesar da mensagem ameaçadora que o acompanhou (ALL THESE WORLDS ARE YOURS EXCEPT EUROPA ATTEMPT NO LANDING THERE) é encarado como algo positivo.

Apesar da falta de complexidade técnica e narrativa, o 2010 é um bom filme, mas depende de seu antecessor para justificar sua existência. 2001, por outro lado, é uma obra-prima que continuarei tratando como um filme completo, com início, meio e fim, independente do que tenha vindo antes ou depois.

(OBS: O surgimento de uma nova estrela tão próxima da Terra deve ter acabado com a noção de “dia” e “noite” como conhecíamos até então)

(IMDb)

A Hora do Pesadelo

Como na sexta-feira 13 que tivemos esse ano nós assistimos Halloween, agora, na época de Halloween, eu e a Sarah assistimos A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 (que comentarei a seguir).

Filme que introduziu Freddy Krueger no hall de grandes vilões de filmes de terror, A Hora do Pesadelo conta a história de alguns adolescentes que passam a ter pesadelos com um homem de rosto queimado e luva com garras de metal que os persegue em uma fábrica abandonada. Apesar de não levarem os pesadelos a sério no começo, a misteriosa morte de uma das jovens os faz perceber que há algo errado naqueles sonhos.

O filme me surpreendeu positivamente, sendo muito melhor que o remake besta que lançaram há uns dois anos. Diferenciando-se de outros filmes do gênero ao não apelar para a nudez explícita, vejo como único defeito o seu final, que foi decepcionante.

Como curiosidade, este é o primeiro filme do Johnny Depp, que aqui morre de um jeito que só seria possível juntar seu corpo fazendo uma murcilha.

(IMDb)

Gremlins

O filme escolhido para o dia das crianças, la em casa, foi Gremlins, mais um desses filmes de sessao da tarde que tem sido comuns por essas bandas nos ultimos dias. Infelizmente, o filme que eu tinha mais lembranças era, na verdade, Gremlins 2, aquele que se passa no predio de um canal de TV, mas este que vimos tambem foi divertido, apesar de eu lembrar so da cena no cinema, ao final do filme.

O filme se passa numa cidadezinha de interior, na epoca de natal, e o pai de Bill, em viagem a New York e sem saber o que dar de presente ao filho, compra um Mogwai em um bequinho de Chinatown e ouve algumas recomendações, sem que lhe fosse ditas as consequencias do não cumprimento delas. Mas o que poderia acontecer de tão malevolente assim com uma criaturinha daquelas, né?

Enfim, todo mundo já viu e já sabe o que acontece, mas a cidade é invadida por Gremlins que fazem uma bela bagunça e ainda matam meia dúzia de pessoas (que são solenemente ignoradas no final feliz do filme), até que conseguem matar todos os monstrinhos e a paz é restaurada. Ao final, o chinês do olho de vidro volta para reaver Gizmo, o mogwai que havia vendido para aqueles americanos irresponsáveis e estúpidos.

Não foi tão legal quanto os outros filmes-sessão-da-tarde que andamos vendo, mas ainda assim foi válido. Quero ver a continuação nos próximos dias para, aí sim, ter a desejada nostalgia.

(IMDb)

A História Sem Fim

Aproveitando o espírito da Sessão da Tarde que baixou lá em casa, mais um clássico revisitado: A História Sem Fim. Nunca foi um dos meus favoritos, mas é inegável que tenha exercido influência no período. Foi com curiosidade que comecei a assistir, pois lembrava de poucas coisas (o garoto no sótão da escola, o cachorro-dragão e o portão pro oráculo), mas depois do fim do filme, a impressão foi de que teria sido melhor conviver somente com as escassas lembranças, mesmo.

Segundo a wikipédia, na época, este foi o filme mais caro produzido fora dos EUAA ou da URSS (é uma co-produção entre EUA e Alemanha). Os resultados não são nada animadores. Com cenários no estilo Lua de Cristal, é evidente que seria possível fazer melhor com muito menos grana, e o auge da decepção é com os vilões do filme. O principal, o “Nada”, é nada. Então é só colocar umas nuvens se mexendo que tá feito o serviço. Mas e o lobão que passa o filme inteiro correndo? Meu pênis consegue resultados mais satisfatórios modelando em papel machê um bicho mais convincente que aquele.

Recheado de cortes anticlimáticos (exemplo: Atreyu cavalgando por um pasto ao som de uma música aventuresca, auge da empolgação, até um fade-out abrupto na música levar à cena em que este chega ao pântano), caras de choro sem que lágrimas caiam dos olhos, pontas sem nó e efeitos com chroma-key que fariam o episódio do Chapolim visitando a vila do Chaves merecer o Oscar de efeitos visuais, A História Sem Fim revela-se uma experiência decepcionante.

(IMDb)

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