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Nosferatu – O Vampiro da Noite

Quase esqueço de escrever sobre este remake de Werner Herzog de 1979, pois já vi há uns meses e não tinha anotado na minha lista. Nosferatu é a história do Conde Drácula, só que como os direitos autorais estavam vigentes em 1922 (quando o original foi lançado) e não houve acordo para a adaptação cinematográfica, utilizaram o nome Nosferatu para contar uma história muito semelhante, para não dizer igual.

Sinceramente, não lembro muito bem da história para fazer um comentário decente aqui, mas o filme é legal, apesar de arrastado, e tem algumas boas cenas que me lembro, como a chegada do Conde à cidade onde estava comprando sua casa, num barco cheio de tripulantes mortos e com ratos que viriam a infestar a cidade.

(IMDb)

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Alien, o Oitavo Passageiro

Já tinha visto algumas vezes antes, mas há alguns meses resolvemos assisti-lo novamente e só agora comento a respeito por aqui. Quando vi pela primeira vez fiquei maravilhado com a Nostromo, uma nave-cargueira gigantesca (a nave usada nas filmagens provavelmente tinha um metro, ou menos) onde se passa quase todo o filme, e com o design do alien criado por H. R. Giger.

O filme começa com a equipe da Nostromo sendo despertada da viagem de volta a Terra devido a detecção de vida em um planeta próximo de onde ela passava no momento. Pelas leis vigentes, toda nave que recebesse esse alerta deveria dirigir-se ao planeta em questão e investigar o motivo do alerta. Isto feito, alguns dos tripulantes vão até uma caverna e lá encontram algumas centenas de ovos no chão e, ao se aproximar para investigar, um deles é atacado pela criatura que saiu de um dos ovos. Ao retornarem para a nave com um dos tripulantes nesse estado (foto), Ripley (Sigourney Weaver) e Ash (Ian Holm, o eterno Bilbo Bolseiro) discutem sobre permitir ou não que os tripulantes que estavam do lado de fora retornem à nave sem passar pela quarentena, até que Ash resolve, por conta própria, abrir a passagem para eles. Após tentativas frustradas de tirar o facehugger da cabeça de Kane (John Hurt), a criatura acaba saindo por conta própria, e Kane acorda e age naturalmente, até que, numa refeição, começa a se sentir mal e dá à luz um lindo bebê alien, que sai diretamente de seu peito, matando-o instantaneamente. A partir daí começa a perseguição mútua e a revelação de alguns segredos até então desconhecidos.

O filme é ótimo, e melhora a cada revisão, onde podemos focar em estudar as reações dos personagens aos fatos e perceber como “dicas” eram dadas desde o início sobre a índole de alguns deles. Vale a pena, recomendo muito.

(IMDb)

Apocalypse Now Redux

Antes de ser fonte inesgotável de bons quotes, Apocalypse Now (assisti ao corte do diretor, chamado “Redux”) é um ótimo filme, com cenas já clássicas, ótimas atuações e algumas curiosidades na sua produção (que não vou me dar o trabalho de comentar aqui, vá ao IMDb, seu molenga).

O filme narra a trajetória do Capitão Willard (Martin Sheen) a um local fincado no meio da floresta do sudeste asiático, onde deverá assassinar o Coronel Kurtz (Marlon Brando, gordo como uma porca prenha), um desertor do exército americano e que, naquela ocasião, era cultuado como um deus pela tribo onde vivia.

Não assisti a versão original, mas este Redux tem quase uma hora a mais de cenas que haviam sido cortadas para o seu lançamento em 1979. Um dos trechos cortados não fazia falta alguma: já chegando quase ao seu destino, a embarcação do Capitão Willard é abordada por uma família francesa vivendo naquele local, e lá permanecem por inacabáveis minutos, contribuindo apenas para aparecerem os primeiros bocejos.

Merecidamente, é quase unânime a presença de Apocalypse Now entre os melhores e mais influentes filmes da história.

Stalker

Ao lado de Solaris, Stalker é talvez a obra mais conhecida do diretor russo Andrey Tarkovskiy, e já tinha interesse em assisti-lo há alguns anos. Somente há poucas semanas eu e a Sarah tivemos paciência para encarar a empreitada, um filme que já se mostrava arrastado e cansativo desde os primeiros minutos.

De forma alguma pretendo ignorar a qualidade do filme, ele é bem executado, os diálogos são profundos e cheios de filosofia e a história é ótima, mas seu andamento super lento acabou me fazendo perder gradativamente o interesse pelo filme, a ponto de torcer para que este acabasse logo.

Stalker fala sobre uma região soviética (chamada apenas de “a zona”) que havia sido visitada por extraterrestres e desde então passou a ser vigiada pelo exército para impedir a entrada de curiosos. Havia rumores de que havia um local específico na zona em que, se a pessoa entrasse, teria seu desejo mais íntimo realizado. O Stalker que dá título ao filme é uma profissão como um guia turístico: é contratado para levar um grupo de pessoas até este local da zona, já que esta passa por constantes mudanças e só os stalkers sabem se guiar dentro dela.

Como havia falado, o filme transborda filosofia, e a todo momento há cenas de vários minutos de duração com diálogos triviais que, por mais que acrescentem uma certa sensibilidade ao filme, o tornam pesado e, na falta de palavra melhor, chato.

Mad Max

Eu esperei muito tempo até finalmente ver este filme. Gosto bastante desses filmes que  retratam o futuro de uma maneira ruim e este seria mais um a entrar pra minha lista de filmes favoritos.

Ou não.

Sei lá, o filme até é legal, não posso dizer que não gostei, mas sabendo do que o filme se tratava, eu só desejava que o Mel Gibson se livrasse logo daquela cara de Menudo que ele tinha pra virar macho e matar todo mundo. Tive que esperar até os últimos 10 minutos pra isso acontecer.

Mad Max tem uma história bem simples: os policiais matam o lider de uma gangue de motoqueiros que passa a infernizar mais ainda a população local, até que eles inventam de dizimar a família do Max, que vira Mad Max e vai à caça com requintes de crueldade.

Espero que o segundo filme seja melhor.

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