Scarface

scarfaceScarface foi um dos primeiros filmes que assisti depois de meu interesse pelo cinema ter surgido, lá pelos meus 15 anos. Ele sempre me chamou a atenção pois contrastava muito com outros filmes de máfia, sempre com personagens racionais, cínicos, ponderados… e elegantes. Talvez a grande característica deste filme seja seu climão meio carnavalesco, brega, descontraído, e a forma como seus personagens se encaixam neste cenário.

Tony Montana (Al Pacino) é um cubano fugido da ilha de Fidel, que desembarca no fim dos anos 70 na Flórida, junto com milhares de seus conterrâneos. Inconformado com sua vida pregressa sob o regime comunista e vendo as possibilidades do american dream se tornarem realidade, Tony e seu amigo Manny logo começam uma ascensão na hierarquia do tráfico de cocaína local. Com sua palavra e suas bolas, a escalada os leva ao topo.

O personagem de Al Pacino é icônico, um baixinho de pavio curto, desbocado e com cojones, cuja autenticidade das atitudes desperta o interesse do chefão do tráfico colombiano. Durante todo o filme, Tony é o cara durão, com quem não se brinca, mas à medida que o conhecemos melhor, entendemos melhor o personagem. Extremamente cuidadoso com sua irmã caçula e demonstrando grande respeito pela mãe que o despreza, Montana não hesita em revelar seus planos de ter filhos à mulher com quem deseja se casar, demonstrando que há espaço para um bom pai de família em algum lugar na personalidade daquele cara durão, preenchendo o vazio que seu próprio pai deixara. A prova final do caráter de Tony Montana vem na tentativa de assassinato de um homem que tem revelações bombásticas a fazer sobre o tráfico internacional: o carro que este homem dirigiria em sua ida até a sede da ONU tinha uma bomba que explodiria acionada à distância pelo capanga do chefão colombiano do tráfico, mas quando Tony viu que a esposa e as duas filhas pequenas do homem estavam junto no carro que viraria sucata, hesitou por alguns instantes até resolver impedir o ato atirando na cabeça do homem que acionaria a bomba.

O final do filme é tão clássico quanto todo o resto, com uma matança que parece não ter fim e frases de efeito que grudaram no inconsciente coletivo da população mundial. Quiçá, universal.

Se eu tivesse uma categoria especial neste blog para filmes como Scarface, esta se chamaria FILMES FODA.

(IMDb)

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