Cosmópolis

cosmopolisNão seria certo que eu afirmasse ser um grande fã do diretor Cronenberg, já que vi poucos de seus filmes e particularmente consigo lembrar bem apenas de dois dos mais recentes, ambos protagonizados por Viggo Mortensen. Não havia expectativa nenhuma com relação a este novo filme, portanto, além da mera curiosidade pelo trabalho de um diretor que admiro e de um ator buscando se afirmar na profissão com um trabalho que pudesse revelar algo além de um vampiro purpurinado.

Infelizmente, em ambos os casos, a experiência foi decepcionante. O filme não traz nada de inspirador em sua execução, e a interpretação de Robert Pattinson chega a ser irritante. Seu personagem com tendências autodestrutivas beira o “niilismo miguxo” descrito na célebre comunidade do moribundo Orkut, e a inevitável sensação que tive foi a de que, se tivessem optado por um ator mais talentoso, o resultado seria imensamente superior.

Fica a lição para os executivos de Hollywood: em matéria de niilismo, quem nasceu pra Edward Cullen nunca será um Patrick Bateman.

(IMDb)

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