2010 – O Ano Em Que Faremos Contato

2010Assisti no fim de semana com a Sarah esta continuação de 2001, certamente sem esperar um material com a mesma qualidade do filme do Stanley Kubrick lançado 16 anos antes. Há anos tinha vontade de assisti-lo, e minha intenção era fazê-lo numa sessão dupla, mas até gostei de não ter posto em prática minha ideia pois evidenciaria ainda mais o abismo que separa o primeiro do segundo filme. Aviso desde já que filme com mais de 10 anos não tem spoiler, detalhes da trama serão abordados e as reclamações devem ser endereçadas ao meu dedo do meio.

2010 começa com um encontro entre um cientista soviético e um americano, com ambos demonstrando interesse em ir até a órbita de Júpiter para investigar os fatos ocorridos com a nave Discovery, sua tripulação e o computador de bordo HAL-9000 (chamar o HAL de computador de bordo nos dias de hoje chega a ser um insulto à máquina com vida própria concebida por Arthur C. Clarke). Acabam indo numa nave soviética, numa até então inédita parceria das rivais URSS e EUA (e o filme deve ser encarado como um produto de seu tempo, já que não vivemos mais num mundo bipolarizado e muitos dos detalhes do filme simplesmente não se encaixariam no atual cenário diplomático mundial), com astronautas e cosmonautas dividindo aquele espaço até chegarem ao seu destino.

Particularmente, certos detalhes do filme de 1968 mereciam permanecer inexplicados, como o motivo da falha de HAL, que acabou ganhando uma explicação técnica e foi uma das minhas maiores brochadas cinematográficas (primeiro achamos que HAL é um computador tão foda que passou a ter vontade própria, e depois ele passa a ser algo tão medíocre que, ao receber duas ordens conflitantes, dá pane).

Tirando situações como essa e focando na história, o filme tem seus méritos. Muito otimista, 2010 já conta com um trabalho cooperativo entre as duas potências da Guerra Fria. O próprio surgimento de outro planeta habitado no Sistema Solar (na verdade seria um Sistema Jupteriano), apesar da mensagem ameaçadora que o acompanhou (ALL THESE WORLDS ARE YOURS EXCEPT EUROPA ATTEMPT NO LANDING THERE) é encarado como algo positivo.

Apesar da falta de complexidade técnica e narrativa, o 2010 é um bom filme, mas depende de seu antecessor para justificar sua existência. 2001, por outro lado, é uma obra-prima que continuarei tratando como um filme completo, com início, meio e fim, independente do que tenha vindo antes ou depois.

(OBS: O surgimento de uma nova estrela tão próxima da Terra deve ter acabado com a noção de “dia” e “noite” como conhecíamos até então)

(IMDb)

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