O Profissional

o-profissionalEstreia da Natalie Portman no cinema, este ótimo filme do diretor francês Luc Besson conta a história de Léon (Jean Reno), um assassino profissional que imigrou aos EUA e foi acolhido por um líder da máfia para realizar seu honesto serviço de dar cabo em almas indesejadas, afinal, todo trabalho dignifica o homem, certo?

Desde o inicio apresentando o protagonista como um homem solitário e com certas manias que só entende quem é ou já foi pelo menos um pouco anti-social, o filme mostra como a menina Mathilda, cujos pais e irmãos foram assassinados devido ao tráfico de drogas, acabou sendo acolhida por Léon (a contragosto deste, diga-se) e a relação de ambos enquanto ela tentava se preparar para tornar-se, também, uma assassina de aluguel.

Natalie Portman tinha cerca de 12 anos na época do filme, e além de aparecer fumando em algumas cenas (ok, só aparece ela botando o cigarro na boca, mas nunca se vê o ato de tragar, ou de assoprar a fumaça), há uma tensão sexual enorme entre ela e Léon, atenuada apenas pelo claro desinteresse dele na menina. Aliás, a ingenuidade e ignorância do personagem sugere que ele possa até mesmo ter uma deficiência intelectual em algum baixo grau, por exemplo, ao acreditar, sem nem mesmo achar estranho, que Mathilda tenha 18 anos, como esta alegava, ou por ser analfabeto, ou enfim, ao confiar todo seu dinheiro ao mafioso que o acolheu, sem nem mesmo tomar nota dos valores, provavelmente já tendo esquecido de quantas vidas tirou.

Apesar do treinamento dado por Léon, do sentimento de vingança que a movia e do amadurecimento precoce da personagem (lembrando, de certa forma, a personagem de Jodie Foster em Taxi Driver, e sua relação com Travis Bickle), ao final, a inocência de Mathilda prevalece, com esta se resignando-se e desistindo da até então sonhada carreira de assassina e voltando à escola que abandonara meses antes (onde chegou a dizer para a diretora que estava morta, ao se passar por sua mãe – ou madrasta? – ao telefone).

Grande início de carreira da consagrada atriz Natalie Portman, que em seguida ainda faria Fogo Contra Fogo (dividindo a tela com nada menos que Al Pacino e Robert Deniro), ótima atuação de Jean Reno (honestamente, não o considero grande coisa como ator, mas o papel lhe caiu muito bem), além da primorosa participação de Gary Oldman, em mais um dos antagonistas que marcaram aquela fase de sua carreira.

(IMDb)

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