The Walking Dead (2ª temporada – parte 2)

(Meu comentário sobre a primeira parte da segunda temporada pode ser lido AQUI.)

thewalkingdeadTinha terminado de ver a primeira parte da segunda temporada com uma sensação da série ter desandado, mas admito que o episódio final, onde abrem o celeiro e lá encontram diversos walkers (sempre que eu escuto os personagens falando WALKER, meu cérebro completa com TEXAS RANGER) foi marcante e compensou o relativo fracasso dos episódios anteriores.

Ignorando os meses que separaram o lançamento do sétimo e do oitavo episódio, este começa exatamente na cena em que o anterior havia terminado, ajudando a situar novamente o espectador na trama. Com a busca pela menina Sophia (falar “menina Sophia” dá um tom de noticiário pra coisa, tipo “menina Isabella” ou “goleiro Bruno”) encerrada, o grupo fica rachado, tendo perdido o motivo em comum que os unia.

Diversos fatores ao longo dos seis episódios finais dessa temporada dão o tom do que viria a acontecer no final, onde um dos personagens principais morre (spoiler: Shane) e ainda por cima vira um walker (texas ranger) sem ter sido mordido, o que acaba confirmando a teoria do cientista do final da primeira temporada, de que todos estão infectados e, uma vez mortos, ressuscitarão no terceiro dia na forma de errantes.

A invasão de zumbis à fazenda de Hershel os obriga a procurar novo abrigo, alguns outros personagens secundários morrem e, ao final, encontram-se num local seguro para passar a noite, e agora atentem para os spoilers, que é onde Rick, depois de ter matado Shane, assume o controle total do grupo e decreta o fim da demoracia nele.

Não vou ser bundão de exigir atuações shakespearianas em uma série de TV, mas convenhamos: os atores são muito fraquinhos. Alguns olhares trocados ao final da série, que indicavam certo desconforto e até reprovação de alguns personagens por Rick ter matado Shane são fáceis de entender, mas Daryl e T-Dog sabiam do plano de Shane para matar Rick e ainda assim deram o mesmo tipo de olhada desconfiada.

Uma coisa que me chamou a atenção positivamente foram os esforços de Dale para dissuadir seus companheiros da ideia de executar um prisioneiro do bando, preservando o pouco que ainda lhes resta da humanidade que tinham.

Não li a HQ (mas pretendo), porém, segundo relatos, a primeira temporada mudou várias coisas e, depois, tentaram se aproximar dos acontecimentos narrados na obra original. Isso prejudicou alguns personagens, como o menino Carl, que aparentemente é um baita badass na HQ, mas na série, honestamente, não passa de um moleque babaca. O triângulo amoroso Rick-Lori-Shane atinge níveis altíssimos de vergolha alheia ao se aproximar do fim da temporada, e a mudança de personalidade de Rick também soou forçada, pois ele visivelmente não extraiu prazer nenhum do fato de ter matado seu melhor amigo, mas aquilo o transformou em um tirano com algo grau de frieza.

Já comecei a assistir a terceira temporada, que começou muito legal, num estilo meio videogame, de zumbis num ambiente fechado, então espero por melhoras, por mais que, de uma forma geral, tenha gostado bastante dos últimos episódios da segunda temporada.

(IMDb)

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