Triângulo do Medo

triangulo-do-medoHonestamente, não lembro como fiquei sabendo da existência de Triângulo do Medo, já que acreditava que o filme tivesse estreado nos cinemas brasileiros, mas apesar do meu interesse por ele ao ler a sinopse, alguns comentários negativos acabaram contribuindo para que eu adiasse por tanto tempo a experiência de assisti-lo, além de diminuir minhas expectativas.

Talvez justamente pelas expectativas baixas, ou ainda por se tratar de um longa realmente intrigante, posso afirmar que gostei muito de Triângulo do Medo, um filme que bebe constantemente de uma fonte chamada Los Cronocrímenes (e caso você já tenha me ouvido falar deste ótimo filme espanhol, sabe que o recomendo com louvor). Não só pelos loops e algumas outras características da trama, até pequenos detalhes de figurino remetem ao longa do diretor Nacho Vigalondo, faltando apenas a presença de uma tesoura para completar o rol de referências.

Independentemente das semelhanças, Triângulo do Medo sustenta-se por si só, e é capaz de causar arrepios constantes, como quando, após dar diversas pistas, finalmente escancara ao espectador o loop vivido pela protagonista, ao mostrar uma mulher arrastando-se para certa parte do navio e juntando-se a uma pilha de cadáveres em decomposição.

Gostaria de escrever mais a respeito, mas prefiro manter mais detalhes da trama ocultos, não só em respeito às poucas almas que acessam este espaço, mas também ao meu eu do futuro, que certamente lerá este texto e voltará a se interessar pelo filme (com alguma sorte, tendo esquecido boa parte da trama).

(IMDb)

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Um pensamento sobre “Triângulo do Medo

  1. francisdavis08 28/08/2013 às 09:36 Reply

    SPOILER DO FILME: Aqui vai a minha teoria que é a correta! Hehehe: A Jess nada mais é do que uma alma penada. Todo o filme é um purgatório onde ela tem que sofrer por ter enganado a morte (taxista). Pois a alma dela não aceita seu caminho. Algumas cenas desse purgatório são semelhantes à vida real dela, como no acidente, onde ela e o filho morreram. O garoto era mto maltratado por ela. Depois da morte, foi mostrada a ela na forma de punição repetitiva, o quanto foi uma péssima mãe com seu filho autista.

    A alma culpada de Jess não pode descansar em paz até que ela aceite seu erro e siga. Assim como na lenda de Sísifo citada no filme, o castigo dela no purgatório (semelhante a realidade) será repetir eternamente seu pecado, sempre achando que poderá salvar o filho, e sendo obrigada a matar como conseqüência disso. Mas o taxista disse não há nada que ela possa fazer. Coitadinha…

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