Django Livre

django-livreFinalmente estreou o tão aguardado “filme de faroeste do Tarantino”, e estive no cinema com a Sarah neste sábado para conferir se a espera valeu a pena. Três anos depois de seu último filme, Bastardos Inglórios, o diretor volta a investir numa ficção histórica, desta vez ambientada na região sul americana, na época da escravidão, e apesar da inevitável sensação de “mais do mesmo” que causa, Django Livre é, sim, um ótimo filme, e funciona como tal independentemente das justas homenagens prestadas por Tarantino.

Assim como em Bastardos Inglórios, este filme começa com Christoph Waltz, um dentista que se revela mais tarde um caçador de recompensas, tagarelando numa tensa negociação que novamente acaba com alguns mortos, tudo para libertar Django, um escravo que poderia ajudá-lo a identificar três criminosos cujas cabeças valem uma boa recompensa. Todo o primeiro ato do filme cobre a ascensão de Django de um escravo com certa rebeldia a um talentoso caçador de recompensas.

Com a amizade que os dois cultivam, surge o plano de resgatar a mulher de Django, Broomhilde, comprada por um excêntrico fazendeiro com mania de requinte interpretado por Leonardo DiCaprio, mas o plano acaba não acontecendo como o esperado.

Django Livre é uma justa homenagem a um gênero que está moribundo desde o início dos anos 70, e funciona muito bem dentro desta proposta, mas não só isso. Ao contrário de A Prova de Morte e até mesmo de Kill Bill, as referências são mais orgânicas, não atrapalhando o andamento do filme, e apesar de ser do feitio de Tarantino fazer referências a filmes dele mesmo, aqui ele se encontra mais contido, resumindo-se a repetir técnicas de filmagem que se tornaram marca registrada do diretor.

Apesar de suas 2h45min de duração, o filme flui muito bem, não abrindo espaço para tédio e bocejos durante a projeção, graças a boa intercalação de cenas cômicas, tensas e momentos de calmaria e do habitual “papo furado” dos personagens.

As atuações dos personagens principais estão ótimas, com Christoph Waltz interpretando de forma muito semelhante ao já clássico Hans Landa (o coronel nazista de Bastardos Inglórios) e Jamie Foxx sendo o típico cawboy protagonista do gênero, de poucas palavras e olhar sério, mas o mais impressionante, na minha opinião, foi DiCaprio como o fazendeiro metido a culto, que faz questão de ser chamado monsieur Candy mesmo sem falar uma palavra em francês. O sempre badass Samuel Leroy Jackson interpreta aqui um escravo puxa-saco de seu senhor, com nada da valentia habitual de seus personagens.

Saí do cinema satisfeito, mas pouco impressionado com o filme. Mas quanto mais paro pra pensar nele, mais tenho vontade de revê-lo.

(IMDb)

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3 pensamentos sobre “Django Livre

  1. Marinha 22/01/2013 às 09:13 Reply

    Achei maravilhoso! Uma homenagem perfeita.

  2. César 23/01/2013 às 07:49 Reply

    Por que ficastes com vontade de revê-lo se o filme te impressionou pouco? (em breve na sessão da tarde ou tela quente da globo)

    • Eric R 23/01/2013 às 13:21 Reply

      Ele me impressionou menos do que eu esperava, mas quero reve-lo pq muitos detalhes acabam ficando perdidos na primeira vez que se assiste um filme heheh

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