007 Contra Goldfinger

Continuando minha maratona James Bond, Goldfinger começa com a tradicional cena de introdução, que normalmente não tem muita relação com o filme, mas serve para estabelecer o que Bond fazia antes de ser chamado por M para sua próxima missão, bem como apresentar o personagem para eventuais espectadores que ainda não o conheçam, o que, a essa altura, já era improvável, dado o sucesso que a franquia vinha alcançando (corrigida a inflação, esta é a segunda maior bilheteria do 007, atrás apenas de Thunderball, próximo filme que comentarei).

Na abertura, o desgosto: graças ao meu irmão, Egon, o tema de Goldfinger talvez seja uma das músicas que mais odeio. Numa viagem que fizemos ao RS, para visitar a metade paterna da família, eu havia acabado de ganhar, no natal anterior, um CD com todos os temas de 007 até então. Ocorre que meu irmão aparentemente gostava muito da música, o que o fez colocá-la repetidamente pra tocar. Só de lembrar de uma família enclausurada num carro por horas ouvindo “GOOOOULDFINGÁ” tenho um ataque de claustrofobia.

007 Contra Goldfinger se passa em Miami, onde o agente recebe a missão de investigar o milionário ourives Auric Goldfinger (que, coincidentemente, também estava de férias em Miami. No mesmo hotel). Após descobrir um esquema de trapaça em jogos e seduzir (do verbo “passar a vara”) a namoradinha do magnata, James Bond é golpeado e, ao recuperar a consciencia, encontra a tal moça morta em sua cama, coberta de tinta dourada. Esta cena, inclusive, é homenageada no último filme do agente, Quantum of Solace, mas a mulher morta está coberta de peróleo.

Após todas aquelas típicas idas e vindas, o que importa é que James Bond se meteu em tal ponto nos negócios de Goldfinger que ao segui-lo até Genebra acaba sendo preso pelo capanga Oddjob (quem jogou o modo multiplayer de Goldeneye para o Nintendo 64 lembra dele, um coreano baixinho-fortinho com um chapéu com uma lâmina rodeando a aba), sendo posteriormente amarrado a uma mesa com as pernas abertas e um laser vai subindo lentamente para cortá-lo ao meio, até que, num blefe, consegue ser libertado daquela situação.

De volta aos EUA, levado pela piloto particular de Goldfinger, Pussy Gallore (que, segundo o milionário, não cairia nas seduções de Bond por ser lésbica – pausa para os risos), Bond foge de sua cela e descobre o plano do ricaço: um assalto à reserva de ouro dos EUA num plano ousado, que gera desconfiança nos credores presentes à reunião com Goldfinger e que estão cobrando suas dívidas. O assalto revela-se um engodo: na verdade, o plano é detonar uma bomba atômica dentro do cofre para inutilizar todo aquele ouro, e assim aumentar o preço do vil metal, aumentando, assim, o valor da riqueza de Goldfinger.

Ao final do filme, uma cena, no mínimo, reprovável: a tal lésbica Pussy Gallore, sozinha com Bond em um galpão, é praticamente violentada por este, até que, magicamente, passa a “gostar da fruta” e muda para o lado hetero da força. Tendo o sexo com James Bond não apenas feito a ex-lésbica mudar sua orientação sexual imediatamente, a fez, também, mudar de lado, indo contra o empregador a quem era tão fiel horas antes, sabotando o plano armado por ele e fracassando a missão como um todo. Temos, ainda, uma luta de Bond com Oddjob, que morre eletrocutado dentro do cofre.

Este filme, até onde me recordo, não faz nenhuma menção à SPECTRE, sendo, portanto, Auric Goldfinger o primeiro vilão independente da franquia.

Até agora, Goldfinger foi o filme que menos gostei.

(IMDb)

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