Rango

Tinha grandes expectativas com relação a este filme, e finalmente pude assisti-lo no último sábado com a Sarah. Minhas expectativas eram motivadas pelo meu fascínio pelo gênero Western e pela curiosidade em conhecer o resultado de uma homenagem/sátira em formato animado.

Com a voz e os trejeitos de Johnny Depp, o personagem que dá título ao longa é um lagarto (camaleão?) doméstico, que vive confinado em uma caixa de vidro com alguns brinquedos quebrados (seus amigos inanimados) e, numa viagem pelo interior dos EUA (provavelmente na lendária Rota 66) acaba caindo do carro em movimento e é deixado para trás naquela região árida. Ao encontrar um pequeno vilarejo habitado por outros répteis, anfíbios e roedores, Rango acaba virando um herói ao matar uma Águia que aterrorizava os moradores. A partir de então, ele acaba se tornando responsável por descobrir o motivo da crise de falta de água no local.

Rango é cheio de referências a outros filmes, principalmente filmes do próprio Depp (pude perceber referências a, pelo menos, Medo e Delírio e Don Juan DeMarco) e westerns em geral, principalmente a Sergio Leone, com algumas marcas registradas do diretor, entre elas o close nos olhos dos pistoleiros, a trilha sonora homenageando o estilo de Ennio Morricone (colaborador constante de Leone), além da homenagem a Clint Eastwood (representando o Espírito do Oeste) e Lee Van Cleef (que serviu como base para elaboração de Rattlesnake Jake, o vilão). Com essas duas homenagens, senti falta de uma homenagem a Eli Wallach, para que os “três homens em conflito” do filme de 1966 estivessem presentes (mas isso é perdoável, pois Wallach nem de longe tem o mesmo peso de Eastwood e Van Cleef no gênero Western a ponto de merecer homenagem semelhante).

O filme é bem feito e a história, apesar de não ter nada de muito original, funciona muito bem como homenagem e sátira, mas achei que o ritmo oscilava um pouco, variando momentos de grande empolgação com outros onde eu não parava de bocejar.

Uma coisa que, no início, eu achei negativa, foi a forma dos olhos de Rango: aqueles olhinhos pequenos são muito pouco expressivos. Ao assistir o filme, entretanto, achei a escolha ótima. Rango tem um jeito inseguro, e uma característica de pessoas inseguras é justamente esconder seus sentimentos. Além disso, percebi uma semelhança com um famoso meme: o Foul Bachelor Frog, com aquele olhar meio perdido, onde quase podemos ouvir aquele barulho de “gulp“, do personagem engolindo em seco.

Rango, portanto, é um filme que recomendo, principalmente para fãs do gênero, mas que, infelizmente, ficou um pouco aquém das minhas inflacionadas expectativas.

(IMDb)

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