Caché

Apesar de ter ouvido comentários favoráveis na época do lançamento de Caché, nunca dei muita atenção a ele, e só agora arrumei disposição para vê-lo. Não tinha muita noção do que o filme seria, só sabia aquilo que dizia na sinopse do IMDb: uma família aterrorizada pelo constante recebimento de fitas com filmagens de sua casa. É um bom argumento, mas isso não significa muita coisa. Dê um bom argumento na mão do Michael Bay e ele provavelmente limpará a bunda com aquilo.

O único filme de Michael Haneke que eu havia assistido era Violência Gratuita, o remake que ele fez do filme homônimo, que o próprio havia dirigido uma década antes. Não é o tipo de filme que nos proporciona tirar conclusões sobre um diretor. Ele era bem feito, mas funcionava mais como um exercício de sadismo do que como filme. Mas neste Caché, fica claro que Haneke é um diretor talentoso, mas pouco recomendável para dirigir filmes em Hollywood.

Caché já começa com uma longa cena externa da casa do protagonista, enquanto os créditos aparecem como se estivessem sendo digitados no computador, letra por letra, ocupando cada espaço da tela, até que, após ter todos os créditos simultaneamente na tela, eles somem, e continuamos a ver somente a casa, por mais algum tempo, com as poucas pessoas e carros passando entre ela e a câmera.

Ficamos sabendo em seguida que aquilo é a filmagem que o casal acabou de receber, e não levam muito a sério. Com o passar dos dias, eles passam a receber mais fitas, desta vez acompanhadas de desenhos, como o de um garoto cuspindo sangue, e outro de um galo tendo sua cabeça cortada por uma machadinha. Em uma das fitas, a câmera está em um carro, apontando o caminho até um prédio, e por seus corredores, até terminar a filmagem na porta de um apartamento, e é quando o protagonista resolve ir conferir o que há naquele lugar que o filme se torna interessante.

A impressão que passa é que a partir dali Caché virará um terror, talvez até meio slasher, mas não é o que acontece. Talvez isso decepcione algumas pessoas, mas o filme sempre mantem o tom sereno, exceto por alguns momentos, mas nunca temos motivo para temer, de fato, pela vida de ninguém, só do filho do casal, Pierrot, que passa uma noite desaparecido.

No final do filme há um encontro entre dois personagens que, admito, eu não consegui perceber na hora, só lendo sobre o filme depois.

(Não vou falar muito pois acredito que poucas pessoas tenham assistido, e é um filme que recomendo. Tento só revelar detalhes da trama quando é um filme que provavelmente todos já viram, ou quando acho uma merda.)

(IMDb)

 

Este é o post número 150 do blog. Nunca achei que chegaria tão longe. Mesmo tendo poucos leitores, obrigado aos que lêem as inutilidades que eu escrevo.

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