Bravura Indômita

Depois de ter visto o filme errado, finalmente baixamos e assistimos Bravura Indômita, um filme que conseguiu a façanha de ser indicado a 10 Oscars sem levar nenhum pra casa.

Dirigido e produzido pelos irmãos Coen, esta adaptação do filme original de 1969 conta a história de uma menina de 14 anos que, após o assassinato de seu pai, contrata um homem para ajudá-la a capturar o assassino. Muito bem interpretado pelo já idoso (tinha 60 anos quando o filme foi lançado) Jeff Bridges, o mercenário e a garota são acompanhados, também, por um agente da lei do Texas, já que o mesmo bandido é também acusado de ter assassinado um senador daquele estado.

Assim como os clássicos do gênero, Bravura Indômita conta com uma fotografia de encher os olhos, com bonitas e solitárias paisagens. Por outro lado, ao contrário dos filmes que consagraram o Western, aposta em uma história mais ágil, deixando de lado aquele clássico momento de troca de olhares que precede o duelo em favor da rapidez das ações.

No final do filme, por exemplo, quando Cogburn enfrenta quatro bandidos sozinho (ou quase), o que há 40 anos provavelmente seria feito com uma bela música acompanhando os personagens estudando uns aos outros até o momento em que eles avançariam atirando, desta vez deixou a lenga-lenga de lado para ir direto aos finalmentes. E me desculpem por me referir a este momento mágico do western como “lenga-lenga”, alguns dos meus momentos favoritos do cinema são exatamente essa lenga-lenga. Mas é fato que, em Bravura Indômita, ela não fez falta alguma.

Apesar de todos os pontos positivos, uma coisa me chamou atenção negativamente: mesmo hoje em dia, com todo o acesso a informação e o acesso das mulheres à educação formal (o que era bem raro até o século XIX), já é difícil uma garotinha de 14 anos ter tanto conhecimento em negócios, direito e outras coisas. Em alguns momentos, ficou extremamente forçado o conhecimento da garota, como em dado momento que o xerife texano usa uma expressão em latim para designar os crimes cometidos pelo fugitivo e, sem que Cogburn entenda qualquer coisa, a garota explica a ele o que tais expressões significam. Acho que o filme teria mais a ganhar se impusesse certas limitações na personagem, pois assim ela seria mais “natural” aos olhos do espectador.

De qualquer forma, trata-se de um ótimo filme, de um gênero que tem sua “ressurreição” anunciada constantemente, ano após ano, mas que, infelizmente, vê apenas alguns poucos bons títulos surgirem de tempos em tempos.

(IMDb)

Anúncios

Marcado:, , , , , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: