A História Sem Fim

Aproveitando o espírito da Sessão da Tarde que baixou lá em casa, mais um clássico revisitado: A História Sem Fim. Nunca foi um dos meus favoritos, mas é inegável que tenha exercido influência no período. Foi com curiosidade que comecei a assistir, pois lembrava de poucas coisas (o garoto no sótão da escola, o cachorro-dragão e o portão pro oráculo), mas depois do fim do filme, a impressão foi de que teria sido melhor conviver somente com as escassas lembranças, mesmo.

Segundo a wikipédia, na época, este foi o filme mais caro produzido fora dos EUAA ou da URSS (é uma co-produção entre EUA e Alemanha). Os resultados não são nada animadores. Com cenários no estilo Lua de Cristal, é evidente que seria possível fazer melhor com muito menos grana, e o auge da decepção é com os vilões do filme. O principal, o “Nada”, é nada. Então é só colocar umas nuvens se mexendo que tá feito o serviço. Mas e o lobão que passa o filme inteiro correndo? Meu pênis consegue resultados mais satisfatórios modelando em papel machê um bicho mais convincente que aquele.

Recheado de cortes anticlimáticos (exemplo: Atreyu cavalgando por um pasto ao som de uma música aventuresca, auge da empolgação, até um fade-out abrupto na música levar à cena em que este chega ao pântano), caras de choro sem que lágrimas caiam dos olhos, pontas sem nó e efeitos com chroma-key que fariam o episódio do Chapolim visitando a vila do Chaves merecer o Oscar de efeitos visuais, A História Sem Fim revela-se uma experiência decepcionante.

(IMDb)

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