2001: Uma Odisséia no Espaço

Não consigo imaginar como deve ter sido a recepção de 2001 na época de seu lançamento original, mas hoje em dia, acredito que seja consenso o pensamento de que este é o filme responsável por alçar o gênero de ficção científica a um patamar mais elevado, digno de ser levado a sério por todos, e não somente por entusiastas do gênero. Enquanto os principais filmes da época abusavam de elementos fantasiosos e inverossímeis, fazendo com que a maioria desses filmes pareça ridícula nos dias de hoje, 2001 envelheceu muito bem, não só por seu enredo, mas até mesmo pelos efeitos especiais que, apesar de já terem mais de 40 anos, não parecem nem um pouco datados. Sem dúvida, um feito magnífico para um gênero que abusa de efeitos especiais de última geração e vê seus resultados serem superados em qualidade ano após ano, fazendo com que um filme já consiga parecer velho apenas 5 anos depois de seu lançamento.

Dois filmes que já comentei aqui no blog tomam emprestadas ideias de 2001: Lunar, que trata da relação homem-máquina, mas sem o antagonismo visto neste filme de Kubrick, e A Árvore da Vida, por empregar longos planos contemplativos do espaço e outras coisas, e também por sua natureza inconclusiva, ou seja, não há a intenção de contar uma história com começo, meio e fim, como a esmagadora maioria dos filmes, (a menos que você pense que o filme é sobre o astronauta Dave, mas aí a culpa é toda sua) e sim proporcionar uma experiência de contemplação de cenas executadas com maestria e reflexão sobre os acontecimentos apresentados e a própria evolução da raça humana.

A presença do monolito, por exemplo, até hoje, 43 anos depois, ainda é assunto para discussões, e o uso da tecnologia que, mesmo exagerando em vários pontos (não é fácil prever como será o mundo 33 anos à frente, ainda mais no período da explosão da corrida espacial – evitei a cacofonia “boom da” corrida espacial) não se mostrou tão absurda assim. Acho, inclusive, que este é um motivo de o filme não parecer “velho” hoje em dia: o que vemos na tela ainda faz parte do nosso imaginário do futuro. Viagens de rotina para a Lua, por exemplo, estão longe de ser uma realidade como a mostrada no filme (lançado um ano antes do primeiro ser humano pisar, de fato, na Lua), mas sabemos que, cientificamente, é possível, e isso faz com que o filme até hoje desperte esse tipo de sonho.

É sempre um prazer rever 2001: Uma Odisseia no Espaço, e desta vez não foi diferente, e nem será nas próximas.

(IMDb)

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