Hanna

Desde o início do ano, quando fiquei sabendo deste filme, aguardei seu lançamento no cinema e frustrei-me com os constantes adiamentos até que, em junho, saiu a notícia de que sairia direto para DVD no Brasil. A expectativa só ia aumentando, até que o filme aparentemente saiu em DVD nos EUA (agora que eu percebi, eu ainda falo DVD, Bluray não entrou no meu vocabulário, ainda) e foi possível fazer o download de uma boa cópia ilegal, assistida sem peso na consciência, pois eu teria pago até a entrada inteira SE TIVESSEM LANÇADO A PORRA DO FILME NOS CINEMAS.

Enfim, tais expectativas acabaram atrapalhando minha experiência com o filme, que acabou me decepcionando um pouco. A temática toda de “super-agente-secreta-adolescente” pode ser irreal o bastante, mas eu esperava um pouco mais de seriedade do filme.

“Hanna” começa em alguma floresta coberta por neve, onde acompanhamos a fase final do treinamento da protagonista, que durou sua vida inteira até aquele ponto. Sem nenhum motivo aparente, seu pai coloca à sua disposição um aparelho com um botão que, quando apertado, avisará a Marissa, uma agente da CIA, da sua localização. Quando o botão é apertado, o pai de Hanna foge e deixa Hanna para permitir ser capturada, e combinam de se encontrar em Berlim. Hanna é, então, levada a um QG da CIA em Marrocos, de onde escapa e passa o resto do filme roadtrippin’ to Berlin.

O argumento central do filme tem um pequeno problema: dadas as circunstâncias apontadas no filme, por que pai e filha simplesmente não FORAM JUNTOS para Berlim, sem avisar ninguém? Era só pra se vingar da Marissa? Tenho certeza que eles poderiam pensar em um plano melhor. E o que foi aquela tentativa ridícula de alívio cômico quando Hanna, ao ver um rapaz se aproximando lentamente para beijá-la, instintivamente aplica um golpe de uma arte marcial qualquer nele? Esta cena ficou completamente destoante de todo o resto do filme.

De positivo, gostei da montagem, de grande parte das cenas de ação e, principalmente, das cenas de abertura e conclusão do filme, com uma rima meio pobre, mas que só percebi depois de Hanna ter repetido as palavras da cena inicial, terminando abruptamente o longa.

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