Melancolia

Fomos ao cinema, Sarah e eu, no sábado, assistir a este novo filme do Lars von Trier, sucessor do ótimo Anticristo, de 2009 (que espero rever logo para poder escrever sobre ele aqui). Estávamos bem ansiosos para assisti-lo, e já aproveitamos para conhecer o Cinespaço, novo cinema do shopping Beiramar. A experiência foi ótima, mas provavelmente só por causa do filme e do horário, já que a sala contabilizou apenas 7 espectadores (na sessão das 14h).

Depois de um dispensável trailer do novo filme da “saga” Crepúsculo, o filme começou com uma sequência espetacular em câmera lentíssima alternando cenas dos protagonistas e da Terra em seus últimos momentos, antes do choque com o fictício planeta Melancolia. Estas cenas iniciais, acompanhadas pela abertura de Tristão e Isolda, de Wagner (obrigado, Wikipedia), formam uma sequência tão bela quando 2001: Uma odisseia no espaço, ao misturar música clássica, cenas no espaço, e cenas com seres humanos.

Após este início magnífico, começa a “parte 1” do filme, dedicada a Justine, vivida pela Kirsten Dunst. Ela não é uma atriz por quem tenho muita simpatia, acho que seja até mesmo pouco talentosa, mas admito que neste filme ela esteve muito bem ao retratar uma noiva em estado de depressão, falta de amor próprio e total desapego ao mundo, incapaz de demonstrar felicidade até mesmo no dia de seu casamento.

A segunda parte enfoca sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), aparentemente o oposto de Justine, mulher mais decidida, mãe de uma criança, casada com o milionário John (Jack Bauer Kiefer Sutherland). Nesta parte, já se sabe da aproximação do planeta Melancolia, mas o que é divulgado oficialmente é que ele irá passar próximo a Terra. É então que von Trier confronta o comportamento dos personagens acerca da situação:

Justine age serenamente, como que esperando pelo fim inevitável que trará sua paz;

Claire, sempre serena, assume uma posição desesperada, de enorme apego à sua vida e a de seu filho;

John, ciente do perigo, age com calma para tranquilizar sua esposa e filho, mas sabe que o pior pode acontecer; e

Leo, filho de Claire, é uma criança que, blindada da situação pelos pais, age como se nunca tivesse sabido das reais dimensões do que estava prestes a ocorrer.

Com esses choques de comportamento, o filme segue até seu desfecho, com o fim da Terra e de tudo o que aqui vive ou já viveu, e é inevitável pensar na insignificância da raça humana e sua história de milhões de anos, para sempre apagada da história do universo, de forma que nenhuma outra raça um dia poderia imaginar sua existência.

Anúncios

Marcado:, , , , , , , , , ,

2 pensamentos sobre “Melancolia

  1. Egon 15/08/2011 às 12:17 Reply

    “Estas cenas iniciais, acompanhadas pela abertura de Tristão e Isolda, de Wagner” – como assim?

    • Eric R 15/08/2011 às 12:21 Reply

      é o nome da música, estúpido

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: