Cisne Negro

Assisti Cisne Negro no último fim de semana com a Sarah. Sendo este um filme que já aguardávamos para assistir há algum tempo, não resistimos ao lançamento e fomos ao cinema lotado sabendo que poderíamos ter a experiência arruinada pelo tradicional povo mal-educado e individualista que costuma frequentar esse tipo de lugar. Felizmente estávamos enganados e mesmo com a sala lotada pudemos aproveitar cada segundo dessa obra-prima de Darren Aronofsky.

Cisne Negro já começa com uma abertura linda, que quase me levou aos prantos antes do início efetivo do filme. Conta a história de Nina, bailarina extremamente técnica e perfeccionista que é escolhida para interpretar as protagonistas do balé O Lago dos Cisnes Odette (cisne branco) e Odile (cisne negro). O diretor da peça passa o filme inteiro tentando extrair uma interpretação passional e sedutora de Nina para o cisne negro, mas esta só consegue incorporar com perfeição o cisne branco, por sua similaridade com a própria personagem.

Diversos fatores inseridos pontualmente na trama aumentam a pressão sofrida por Nina, como a chegada de uma nova bailarina menos técnica, mas que se encaixaria perfeitamente no papel de cisne negro, o dualismo de sua relação com sua mãe, o peso de substituir a bailarina aposentada a contragosto pelo diretor que precisava de uma cara nova para atrair investidores e público e, principalmente, a crescente esquizofrenia da protagonista.

O filme foi capaz de provocar simultaneamente duas reações distintas em mim. Ao mesmo tempo em que eu mal podia piscar para não perder nenhum detalhe, sentia a necessidade de sair do cinema para deixar de testemunhar o sofrimento de Nina. No perfeito último ato as lágrimas se tornaram impossíveis de conter, e ao final da projeção, a sensação que predominou foi o alívio pela protagonista ter encontrado seu final feliz.

A interpretação de Natalie Portman está perfeita, e será uma grande injustiça se não for premiada com o Oscar por este trabalho. Aliás, o próprio filme passou a ser o alvo de minha torcida para que seja premiado nas principais categorias, desbancando meu favorito anterior, A Origem.

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Um pensamento sobre “Cisne Negro

  1. Sarah Silvestre 28/02/2011 às 22:24 Reply

    Obra-prima indeed.

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