Bubble

O que esperar do diretor da trilogia dos Onze, doze, treze homens e um, outro, um novo segredo? Do Steven Soderbergh eu nunca tinha visto nada que tenha me chamado a atenção, o que achei melhorzinho tinha sido Traffic, e perdi os dois filmes biográficos do Che Guevara, apesar da grande vontade que tive de assisti-los no cinema.

Eu já sabia que Bubble (2005) era um trabalho pessoal do diretor (contando, inclusive, apenas com atores amadores) quando baixei, e na verdade foi por esse motivo que o assisti, também com a Sarah, só pra variar um pouco.

O filme trata do cotidiano chato e sem perspectivas de uma mulher de meia idade e um jovem que trabalham em uma fábrica de bonecas, e veem uma significativa mudança na rotina com a contratação de uma moça para trabalhar junto com eles.

Apesar do andamento cadenciado, o filme não se torna cansativo pois, além da curta duração, a história é repleta de acontecimentos que sustentam a trama, ao contrário de filmes com longos takes contemplativos, sem nenhum propósito além de valorizar cenários, expressões dos atores e a fotografia do filme.

Aliás, a fotografia em Bubble é um ponto fortíssimo. Entendo tanto quanto o Tiririca sobre câmeras e técnicas de filmagens, mas foi utilizado um “mega wide screen” com um efeito de “foto panorâmica” que caiu muito bem.

Recomendo com louvor.

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